quinta-feira, 14 de junho de 2012

Bola para frente


Jogador bom é aquele que faz gol. Goleiro bom é aquele que defende gol. E treinador bom, quem é? O grande mestre que domina todas as regras? O paizão, que trata os jogadores como crianças crescidas, necessitadas de compreensão e apoio? O que sabe revelar novos talentos? O que estuda os adversários? Ou, simplesmente, o vencedor? No momento em que treinador transformou-se em “professor” é evidente a importância deste profissional seja em um grande clube ou em algum time de bairro perto de onde você mora.
E se você imagina que para promover o desenvolvimento pessoal e as habilidades esportivas em jovens que dificilmente teriam uma chance em um grande clube ou academia é necessário fundar uma ONG com dezenas de colaboradores e parceiros, é porque você não conhece Fernando José Teodoro, mais conhecido como Fernandão.
Fernandão é linense, filho de Teresinha de Fátima Teodoro e José Eduardo de Barros Virgilio, e irmão de mais dois homens que nunca se interessaram por qualquer tipo de esporte. Filho de pais separados, Fernando permaneceu dos 11 aos 15 anos na Febem em Lins (Anita Costa), hoje, Fundação CASA, junto aos seus irmãos, após a morte da avó que desestruturaria toda a sua família. 
Com o foco sempre no futebol, aos oito anos, Fernando já era líder do time da rua onde morava. Conta que aprendeu quase tudo o que sabe sobre a bola nos pés, com o professor de Educação Física, Edson, na antiga Febem.
No ano de 1985, Fernandão começou as atividades com os jovens; primeiro dando treino na Rua Rockfeller com o time do Trevinho, depois com o Expressinho da Vila Ribeiro, Estação (NOB), e por fim com o time do Botafogo, onde permaneceu por mais de 10 anos.
Fernandão trabalhou como office-boy, montador de móveis, marceneiro, guarda noturno, e servente de serviços gerais; mas vestiu fielmente apenas uma camisa em toda sua trajetória profissional: a de treinador.
Após muito esforço, em 1998, Fernando participou do 1º Curso de Futebol em Paraguaçu Paulista, o primeiro dos sete que viriam pela frente. No mesmo ano entrou se tornou servidor público e treinador do CSU. Foi também coordenador de Esporte no Projeto Renascer durante seis anos e coordenador do time de base do Linensinho por um ano.
Há um ano é zelador do Ginásio de Esportes João dos Santos Meira e reside no local. Em 1999, Fernandão decidiu que era hora do seu sonho se tornar realidade: sem nenhuma verba política ou patrocínio privado, apenas com algumas doações, Fernandão fundou a Associação Esportiva de Pais de Lins, que atende hoje 88 alunos entre 8 a 16 anos, de segunda, quarta e sexta das 16 às 18 horas.
Sua missão sempre foi fazer o bem e levar alegria por onde passa. A escolinha de futebol ocupa os jovens e crianças carentes, agindo contra a falta de educação e lazer, aproveitando um espaço que já pertence à comunidade.
Sem dúvida, o trabalho social realizado com muito amor e dedicação por Fernandão, colabora na educação das crianças através da prática esportiva, promove a amizade entre os colegas, estimula o bom desempenho escolar e pessoal e descobre novos talentos. “São momentos que eles poderiam estar na rua à toa, mas estão sob cuidados praticando o esporte”, conta o treinador, que, pelo histórico, é um exemplo para os meninos.
O linense pode ser considerado uma lenda viva e referência no futebol para adolescentes em Lins. Por anos dando oportunidade aos jovens, tornou-se um símbolo de raça e dedicação, peça fundamental para se classificar entre as melhores equipes no Campeonato Estadual, 1º lugar no Campeonato da Liga Linense de Futebol Amador em 200 7, e campeão da 5ª Copa de Monte Aprazível – categoria dente de leite em 2012. Participou também do 1º Campeonato Internacional em Guarulhos com mais 140 times. Trouxe para Lins em 1999 a Fase Estadual da Liga Mercosul com a participação de times como Santos, Botafogo e Corinthians.
Fernandão veio de família carente e, hoje, fortalece os sonhos de jovens que conhecem o futebol a partir do projeto.  Tornou-se profissional, disputou torneios estaduais e nacionais, e foi até convidado para treinar grandes times.
Fernandão revela que já treinou mais de 3500 meninos, entre eles craques consagrados como Gum (MAC, Ponte Preta, Oswaldo Cruz e Fluminense) Tiago Umberto (Linensinho, Inter de Porto Alegre), Moreira (Linense, MAC), Xandão (Linense), Toco (Tanabi), Paulo Roberto (Jaboticabal), Edson Alves (Sumaré), Zé Love (ACE Guarulhos, Santos, Genoa (Itália), e confessa que do atual time, três jogadores se tornarão grandes profissionais.
Disputar campeonatos, ver o desenvolvimento e ter condições de inserir os alunos no cenário profissional, com cursos e palestras que realizou e tirá-los de qualquer situação de vulnerabilidade sempre foi o objetivo do treinador. Falta de reconhecimento, preconceito e denúncias para o CREF (Conselho Regional de Educação Física), foram alguns dos episódios tristes em sua vida. Mas, bola para frente!
Apesar de o destino ter sido muito generoso com Fernandão, ele nos conta que ainda possui vários sonhos que ainda não foram realizados: um rancho para descansar, um carro para se locomover e o reconhecimento profissional para a sua felicidade ser completa.
Se falarmos em Fernando José Teodoro, talvez, nem todos saibam exatamente de quem se trata. Porém, se fizermos referência ao trabalho realizado, a maioria dos atletas que conviveu com ele sabe da importância dele para o esporte em Lins.
No final da entrevista, Fernandão nos conta que apesar de todas as dificuldades, ao longo dos seus 43 anos de idade, espera encerrar a sua carreira nas quatro linhas só quando o cara lá de cima decidir.
“Só tenho que agradecer o apoio da Secretaria de Esportes (Semclatur), a confiança dos pais e a ajuda que recebo de amigos e colaboradores”, completa Fernandão.
Para quem deseja ajudar o projeto, o Ginásio João Santos Meira fica na Rua Oswaldo de Menezes, sem número.  Materiais esportivos para realizar as atividades em horário de aula como camisetas, calções, chuteiras, coletes, bolas e apito; são sempre bem-vindos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Gil Schueler Moura


90 anos de história!
Exemplo de vida e referência no trabalho social em Lins, Gil Schueler Moura, abriu as portas da sua casa do lado da sua esposa Aurora, e nos contou um pouco sobre os seus 90 anos de vida e cumplicidade a dois.
A história de vida de Gil parece revelar uma identidade natural com as histórias, os caminhos ou mesmo os sonhos de cada uma das 1740 crianças já atendidas pela Instituição fundada pela sua família. De família nobre natural do Rio de Janeiro, da rotina diária dedicada à Fundação, dividindo-se entre o trabalho e a família, e da persistência nos momentos de fraqueza, vieram a vontade incansável de Gil Schueler de vencer na vida e de vencer a vida.
Filho caçula dos seis irmãos do casal Gil Pimentel Moura e Corina Schueler Moura, Gil nasceu no dia 17 de dezembro de 1921. Fez o curso primário no Ginásio Americano de Lins e o secundário no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, onde se formou em Ciências Contábeis (contador) em 1939.
Iniciou a sua carreira profissional em São Paulo, ainda como estudante e bancário no Banco Noroeste. Meses depois foi transferido para Lins onde permaneceu nesta profissão até 1941.
Gil fez parte da 1ª turma de alunos do Aéreo Club de Lins, vindo a receber com um grupo local, o breve de piloto civil. Alistou-se para a 1ª Guerra Mundial e fez o seu treinamento na base Aérea do Galeão. Mesmo com tantas mudanças, de local e profissão, os pais sempre o incentivaram a estudar. Em 1942, Gil concorreu a uma bolsa oferecida pela Força Aérea Americana para treinamento nos Estados Unidos (Randolph Field - Texas) de pilotos e instrutores militares. Tornou-se oficial durante a Guerra, e foi convocado pela Força Aérea Brasileira para atuar na proteção da marinha mercante no nosso litoral pelos submarinos alemães. Dessa participação, recebeu medalhas da “Cruz de Aviação” e “Campanha do Atlântico Sul”.
Com o final do conflito mundial, Gil deixou a FAB e retornou às atividades civis como empresário do ramo automobilístico, atividade tradicional dos seus pais e familiares. Mas, a paixão por voar, tomou conta novamente de Gil, e em 1947, retornou aos Estados Unidos na cidade de Detroit, e além da profissão como piloto, Gil frequentou a Escola de Administração Ford em Michigan, pela qual se graduou.
Retornou a Lins no final de 1947, retomando a administração da Agência Ford local. Em 1949, com menos de um ano de namoro, apaixonou-se e casou-se com Aurora Ariano Moura, filha do fazendeiro José Ariano Rodrigues e Maria Crespo Rodrigues, com quem teve três filhos:  Eduardo, Ronaldo e Marina. Gil e Aurora são avós de oito netos e quatro bisnetos (dois a caminho).
Em 1960, em parceria com Dr. Francisco José de Oliveira Ratto, se engajou na instalação e funcionamento de um complexo industrial em nossa cidade: a empresa Cibral. Em seguida, na região amazônica em área determinada pela Sudam, implantou para uma indústria familiar, um projeto agropecuário de médio porte, nas mediações do Parque Xingu.
Independente das atividades comerciais, industriais e agrícolas, os herdeiros de Gil Pimentel Moura resolveram que era hora de dar continuidade ao sonho do seu pai em implantar um complexo assistencial voltado para a infância carente. Após cinco anos do seu falecimento, o projeto já estava construído e por escritura pública de Instituição e Constituição de 12 de abril de 1952, foi formalizada legalmente a existência da Fundação Gil Pimentel Moura. Entre os diretores eleitos, Gil Schueler Moura, passou a responder pela tesouraria, cargo que exerceu até 1978, quando assumiu a Presidência da Fundação e a administração do Lar Antonio de Pádua, cargo e função que exerce até hoje. Dona Aurora frequenta a Fundação há 35 anos, é Diretora Subintendente e tem paixão pelo o que faz.
A Fundação Gil Pimentel Moura, mantenedora do Lar Antônio de Pádua, é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, e atende crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade, em regime semi-aberto. Tem como objetivo amparar, educar e complementar o período escolar através de atividades como: estudo dirigido (oficina de apoio escolar), cursos de iniciação profissional (pedicure, manicure, bordado,  cabeleireiro), educação artístico-cultural, aulas de moral, esportes (futsal, futebol, basquete e atividades de educação física pelo projeto 2º Tempo), recreação e lazer (parque e brinquedoteca), saúde e alimentação e curso básico de informática.
Atualmente, a Fundação atende 130 crianças e sobrevive de contribuições de conselheiros, diretores e empresas; aluguel de imóvel da Instituição; subvenções estaduais e municipais, eventuais promoções e parcerias privadas.
Gil e Dona Aurora escolheram a profissão de “pai, mãe e amigos” dessas crianças e levarão até os últimos dias o amor que os une e os move para que um sonho não fique apenas no papel.
No próximo dia 15 de junho, a Fundação Gil Pimentel Moura receberá uma homenagem da Câmara Municipal de Lins pelos 60 anos de responsabilidade social em nossa cidade.
Ao olhar para trás, Gil não se arrepende de ter doado boa parte de sua vida ao projeto. Foram as páginas que lhe guiaram numa bela trajetória de vitórias. Seu nome é reconhecido por todos como sinônimo de talento, amor e dedicação.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Doce ou Salgado?


O inverno está chegando, o que torna o clima mais frio e também mais romântico. Desfrutar de uma boa companhia, um vinhozinho, e...fondue! Está aí a receita infalível para bons momentos. Quem não resiste a essa delícia? Típico de locais frios, a fondue é a pedida perfeita para o inverno: além do sabor inconfundível, ela combina perfeitamente com um encontro romântico ou uma reunião entre amigos em torno de uma cumbuca fumegante.
Pensando nisso, e para complementar essa atmosfera encantadora, preparamos um Gourmet especial de inverno com receitas de fondue doce e salgado.
Receita do Chef Jaime Pereira que é responsável pela cozinha de um dos Resorts de mais alto padrão do Brasil e comandante do Buffet Vila Nova, que agora em parceria com JC Eventos oferece à Lins o Vila Nova Festas e Eventos (Recinto de Exposições). Um novo espaço para festas, eventos e comemorações, com uma excelente estrutura, amplo estacionamento e fácil acesso.Vale a pena conferir!
Sem mais delongas, vamos à receita?

Fondue de chocolate
Ingredientes:
100 g de chocolate ao leite
100 g de chocolate meio amargo ralado no ralo grosso
1 lata de creme de leite
1/4 de xícara (chá) de conhaque
Acompanhamentos: Frutas picadas variadas: banana, morango, pêssego, gomos de tangerina, manga, cerejas, uva, kiwi, pêra, carambola, mamão, abacaxi.
Modo de preparo:
Coloque o creme de leite para aquecer em fogo baixo. Adicione o chocolate ralado e mexa até derreter por completo e formar uma mistura homogênea. Adicione o conhaque e mexa bem. Transfira então para a panela de foundue. Manter o fogo baixo para não queimar a fondue .
Dica do Chef:
Pedaços de pão-de-ló também podem ser mergulhados no chocolate.

Fondue de Queijo
Ingredientes:
1 lata de creme de leite
01 cálice de vinho branco seco
1 copo de requeijão
200g de queijo mussarela ralado
200g de queijo provolone ralado
200g de queijo gorgonzola picado
Noz moscada a gosto
Acompanhamentos: Pães, torradinhas, presunto cortado em tirinha, salame, linguiça fina frita, polenguinho, pedacinhos de legumes, pedacinhos de frango, entre outras coisas!
 Modo de Preparo:
Em uma panela aqueça em fogo médio o creme de leite com o requeijão até começar a borbulhar.
Adicione o queijo gorgonzola, vinho branco abaixe um pouco o fogo e mexa até o queijo gorgonzola incorporar bem a mistura. Acrescente o queijo mussarela e depois o provolone. Continue mexendo até que todos os queijos tenham derretido por completo, ficando uma mistura homogênea.
Prepare a panela de fondue: Passe um dente de alho na parte interna da panela, isto evitará que o queijo grude.
Transfira então para a panela de foundue. Manter o fogo  baixo para não queimar o fondue .
Dica do Chef:
Para apreciar a fondue escolha um bom vinho e tenha uma companhia muito especial, ideal para um jantar romântico; uma superdica para o Dia dos Namorados!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Click Inverno


O inverno está chegando e mesmo que em nossa cidade a estação não tenha temperaturas muito baixas, a moçada viaja para descobrir belos destinos e pontos turísticos ao redor do mundo onde os termômetros são bem gelados.
Com as baixas temperaturas, surge também um novo período de férias em família, em casal ou com os amigos. O que não falta é gente programando uma viagem e não importa para onde. Destino é o que não falta nesse mundo de 194 países. Notamos a preferência da galera por lugares como Londres, Chile, Paris, Buenos Aires, Canadá, Bariloche, Gramado e Campos do Jordão.
Mas como nesse período o inverno é quem dá as ordens, feliz de quem tomar o rumo de Campos do Jordão. Localizado a 1.628 metros de altitude, na região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo, a cidade é uma das estâncias preferidas de quem está de férias. Sem dúvida, o melhor período é em julho, pois acontece o Festival de Inverno de Campos do Jordão, de música erudita. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Ducha de Prata, com suas quedas d’água e barraquinhas com produtos artesanais. Turistas se esbaldam tomando banhos frios nas duchas formadas nas águas do Ribeirão das Perdizes.
Para quem quer sair do país, uma dica excelente é Bariloche, na Argentina. A região tem atraído turistas do mundo todo, porque é ideal para quem gosta de esquiar, já que está situada junto à Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. Entre junho e agosto, a temperatura chega a cair abaixo de zero.
Já Londres é cheia de história, realeza, riquezas, estilo, museus, palácios maravilhosos! O Big Ben, a agitada City, elegante, diferente do mundo, meca do rock, parques verdes, ícones vermelhos, punks e pubs. Londres moderna, vibrante, Notting Hill, puro charme....

1ª Feijoadíssima


Água na boca: vamos atiçar seu apetite. Feche os olhos, sinta o aroma, imagine as panelas de ferro fumegantes, prove as bistequinhas fritas na hora, os acompanhamentos, o caldinho de feijão, as batidas e muita gente bonita…
Foi dessa maneira, que a 1ª Glamourosa Feijoadíssima organizada por Lucia de Paula e Chef Jaime (Chef Lá em Casa) marcou o dia 26 de maio, no Vila Nova Festas e Eventos, no Recinto de Exposições.
Além da maravilhosa feijoada feita pelas mãos do experiente Chef, o cardápio teve também estação de caipirinha, pratos quentes, molhos, saladas, mesa de doces, frutas, decoração especial, recepção típica e um grande show ao vivo com a banda VR Zero2.
Além de participar deste evento, os convidados ainda puderam ajudar a Associação Linense dos Cegos, pois parte da renda foi doada para a instituição.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Record News entrevista o Portal sobre empregabilidade na terceira idade


No programa Nblogs, a jornalista e coordenadora do Portal, Tony Bernstein, participou de um debate, ao vivo, sobre a atual situação do mercado de trabalho para idosos
Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 35% dos idosos, ou seja, cerca de 4,5 milhões de pessoas acima de 60 anos, continua trabalhando, mesmo recebendo benefício da aposentadoria.
Muitas pessoas nesta faixa etária querem continuar trabalhando porque desejam continuar agindo e se sentindo bem. E há os que precisam de uma renda extra, sejam eles da classe A, B, C ou D.
Para falar sobre empregabilidade na 3ª idade, o Programa NBlogs, da Record News, entrevistou, ao vivo, o Portal Terceira Idade. Ao lado da jornalista e coordenadora geral do Portal Terceira Idade, Tony Bernstein, estavam presentes o sócio-fundador da Talent Solutions, Peter Mason, e Julio Cardoso, blogueiro do site de notícias R7. 
Durante a entrevista, Tony destacou o Mural de Empregos do Portal, que possibilita a publicação das aptidões profissionais da ‘moçada’ na internet, além de disponibilizar espaço para as empresas divulgarem as vagas no mercado de trabalho para essa faixa etária. “O Mural de Empregos do Portal conta com mais de mil postagens de internautas buscando emprego e disponibiliza mais de 500 vagas oferecidas por empresas especialmente para este público, as quais são sempre preenchidas rapidamente”, enfatiza.
Mason comentou sobre os desafios de recolocar pessoas bem experientes numa determinada área no mercado depois de certa idade. Já o blogueiro Julio enfatizou as vantagens que um idoso tem sobre as pessoas mais jovens, entre elas, a energia, a vontade e a experiência de vida, que não se aprende na escola, além de uma diferença que os empregadores estão começando a perceber: baixo nível de exigência.
“A pessoa mais velha e que está fora do mercado de trabalho, quando ela consegue o trabalho, age como num primeiro emprego. Ela vai dar tudo de si”, complementa Tony.
Confira o vídeo e também o Portal da Terceira Idade.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Roberto Bunemer


Bunemer como é chamado há muitos anos, além de ser um ícone muito conhecido em Lins é também um contador de histórias. Não há quem não se lembre da grande mansão construída na década de 40 pela família Bunemer localizada até hoje na rua Olavo Bilac.
Linense de berço, nasceu em 2 de outubro de 1940 e permaneceu na cidade até os 17 anos. Filho de Durval José Bunemer e Alice Abdo Bunemer, Roberto viveu os melhores anos de sua vida na cidade que ele considera sua grande paixão.
Seu avô José Elias Bunemer casado com Amélia Bunemer, um dos fundadores do Clube Linense e dono de uma das casas bancárias no comércio linense. Em 1938, o avô que era um visionário e sonhador, decidiu fazer uma grande construção nunca vista antes; casa que se tornaria uma referência na cidade. Ela ficaria pronta em 1940, e seria um exemplo de luxo e sofisticação na arquitetura em uma época que poucos tinham imóveis como esse. 
No tempo que esteve em Lins, Roberto sempre morou na casa que hoje é o 2º Cartório de Registro. Após a morte do seu pai, sua mãe decidiu mudar com os filhos para a capital, onde moravam os seus avós maternos. Em 1957, a mansão foi locada para o Dr. Adalberto Ariano Crespo, como residência e consultório. A casa que tem quatro quartos, uma sala de banhos, salas de jantar, visita, estar, almoço, piscina e grandes vitrais e belíssimas decorações, seria também o lar de Wilson Lima e família. Por um longo tempo, a casa da tradicional família Bunemer foi reformada, mobiliada e passou a ser o “refúgio” quando eles vinham para o interior. Desse modo, permaneceu até 2004, quando o Cartório assumiu e Roberto levou toda a mobília para a sua casa de passeio em Campos do Jordão.
O local também foi a Casa da Cultura “José Elias Bunemer” em 1983. Em 1986, sediaria um coquetel com grandes autoridades para Antonio Delfin Neto, em sua passagem pela cidade. Em 2007, por meio de votação, a casa ganhou em primeiro lugar como uma das sete maravilhas de Lins.
Quando se mudou para São Paulo, Roberto continuou os estudos e se formou em Direito pela USP.  No governo de General João Batista Figueiredo e do ministro da Agricultura Ângelo Amaury Stabili foi diretor da COBAL, e trabalhou por 30 anos com comercialização de carne em São Paulo, prestando serviços até para o frigorífico Bertin.
Sempre alegre, e com uma visão empreendedora, o empresário trouxe várias melhorias para Lins, como a central de serviços da COBAL. Sem medir esforços com o seu trabalho, em 1983 a Câmara Municipal aprovou o importante papel que Roberto desenvolveu para a implantação do Plano Piloto no Estado de São Paulo, na substituição do leite em pó pelo leite “in natura” na Merenda Escolar do município.
Nesse período de tantas transições e mudanças, Roberto casou-se com com Cristine Tieppo Bunemer e, nasceram os filhos Fernando, Roberto e Gustavo, todos formados em administração e já encaminhados profissionalmente. Cristine acompanhou praticamente tudo o que ele vivenciou nesses anos. Roberto deixa explícito como é bom estar ao lado dela e poder dividir uma vida com alguém tão especial. Completam esse ano 37 anos de companheirismo e vida a dois.
Roberto tem uma vida paulistana agitada e sempre foi privilegiado pela companhia de boas amizades e bons lugares que frequenta. Lembra das grandes festas e bailes que havia no interior.
Em Lins, Bunemer coleciona elogios, funções e paixões. Sócio e apaixonado pelo Clube Atlético Linense desde 1953, Roberto foi desde muito cedo Diretor Social do CAL (1979). Há algum tempo é vice-presidente do Clube e espera ser reeleito pela quarta vez. Fanático, vai em todos os jogos do Elefante, dentro ou fora de casa, tem boa relação com a Federação Paulista de Futebol, representando assim, o time em São Paulo. Quando a diretoria está na capital, costumam se reunir em um restaurante chamado Josephine para discutir sobre futebol, seu esporte preferido. Roberto acompanha e também é sócio do Clube Atlético Paulistano.
Vida intensa. Energia boa. Alto astral. Quando você se depara com uma pessoa assim dá vontade de perguntar: de onde vem tanta energia? Foi assim que ele conseguiu todas as suas realizações pessoais e profissionais.
Roberto nunca deixou nada se perder, nem o seu bom humor. Bunemer tem sonhos, mas fica o mistério de descobri-los. Diz que o que mais o deixaria feliz seria ver o Elefante ser campeão da A-1 Paulista.
Hoje, Roberto, frequenta o clube para nadar e jogar tênis. Está sempre no Ibirapuera para relaxar e vem para Lins toda vez que a saudade aperta; ao menos uma vez por mês podemos encontrar Roberto na casa de amigos e nos principais pontos gastronômicos da cidade. Ele me conta que é boêmio; sempre se encantou com a noite e gosta de estar com amigos e a família em algum lugar sem ter hora para voltar.
O linense pratica o exercício da liberdade, de ser livre e viver bem consigo mesmo. Ele arriscou, ousou e deu certo. Roberto é pensamento positivo e coração tranquilo. Mas Roberto conseguiu o que poucos conseguem: vencer na vida. Após o nosso encontro, Roberto conta que em breve retornaria para Lins, local onde ele esquece a saudade que sente, mas nunca se esquece das suas origens e raízes.
A história de uma família que sobrevive ao tempo, será sempre preservada e resgatada por esse linense de alma e coração. Roberto revive e recorda todos os detalhes que ficaram esquecidos no tempo e garante que os Bunemer’s ainda terão muitas histórias para contar.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quase três milhões de idosos brasileiros moram sozinhos, de acordo com o IBGE


Portal da Terceira Idade

Morar só ou acompanhado? As respostas variam muito de pessoa para pessoa. Mas, se depender da parcela de brasileiros que integram a faixa etária da terceira idade, parece que eles preferem a primeira opção.
De acordo com dados do Censo, realizado pelo IBGE em 2011, são quase 3 milhões de idosos que moram sozinhos, o que representa 14% do total de brasileiros com mais de 60 anos. E o número vem crescendo a cada ano.
“Me sinto bem assim. Na minha casa eu mando na minha vida”, afirma Catarina Fló, 92, que mora sozinha há quatro anos, desde que seu marido morreu.
O Dr. Wilson Jacob, responsável pelo serviço de geriatria do Hospital das Clínicas, divide os idosos que vivem sozinhos em três tipos: o que é totalmente independente, o que tem funcionários para ajudá-lo e o que vive com a família, porém recebe menos apoio do que o necessário.
Cyonea Villas-Bôas (foto), 82, dirige, usa o computador, administra e faz serviço de casa, além de viajar muito. Seu marido morreu há 17 anos – eram casados há 47. “Nunca tive a intenção de colocar alguém no lugar. Senti a falta dele, que era uma pessoa fina, amorosa, mas soube preencher com outras coisas”, confessa. “Vivo maravilhosamente bem sozinha. Não fico só. Aonde vou, converso com todo mundo e acabo conhecendo mais gente do que se estivesse acompanhada. Caminho no parque do Povo com um grupo de idosos, frequento a biblioteca com senhoras, fazemos aulas de literatura, de dança e de ioga”, completa.
O advogado Eliassy Vasconcellos (foto), 90, mora sozinho há 20 anos e está satisfeito com o jeito que vive. “Quero levar a minha vida sossegado, dormir e acordar na hora em que quiser. Não dou trabalho para ninguém. Como só tenho 90 anos, garanto que estarei bem até o próximo fim de semana”, brinca. Suas atividades principais são ler, escrever, fazer marchetaria, participa de cursos de informática e continua atuando em sua profissão.
Animais de estimação são uma excelente companhia para quem mora sozinho, principalmente para pessoas mais velhas. “Animais são excelentes. Ajudam a fazer amigos, oferecem amor incondicional, incentivam a atividade física, dão afeto e razão para viver, fazem a pessoa rir”, afirma a gerontóloga Marília Berzins.
A professora de piano Maria Julia Moraes (foto), 78, mora apenas com sua "sheep dog", Mel. “Ela é muito obediente. Às vezes, deita e joga os 'cabelinhos' para frente. Adora fazer dengo para a mamãe”, declara.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Centenário de Mazzaropi

A figura do caipira do interior, bondoso e ingenuamente maroto, arrastava multidões aos cinemas, revelando inteligência e generosidade por trás de suas histórias simples de pessoas simples:

No dia 9 de abril, o ator e cineasta brasileiro Amácio Mazzaropi faria 100 anos. Seu personagem de caipira amável e ingênuo foi visto por mais de 1 milhão de espectadores durante a sua carreira no cinema.

Nascido no bairro da Barra Funda, em São Paulo, Mazzaropi iniciou a carreira no cinema com “Sai da Frente” (1952), comédia dirigida por Abílio Pereira de Almeida, que dirigiria, depois, outros filmes com o ator. Desde então participou do imaginário popular brasileiro com comédias leves, muitas vezes ingênuas, mas que revelam inteligência e generosidade por trás de suas histórias simples de pessoas simples.

A maior parte de sua produção está nos anos 1950 e 1960, quando rodou alguns de seus melhores filmes: “Zé do Periquito”, “O Lamparina”, “O Corintiano” e “O Puritano da Rua Augusta”. Mas foi em “Candinho” (1953) que ele aparece pela primeira vez como o famoso caipira.

“Jeca Tatu” (1959; trailer do filme acima), de Milton Amaral, foi um de seus filmes mais famosos – e talvez o mais bem-sucedido –, com o personagem do caipira sendo aperfeiçoado e se tornando maior do que o próprio criador: o caipira cheio de preguiça e malemolência, mas também de simpatia e bom coração. Após esse filme de enorme sucesso de público, Mazzaropi atingiu a maturidade como persona cinematográfica. Sua presença em cena passou a ser sempre muito consciente da potência que emana de seus personagens.

O ator começou a dirigir seus próprios filmes em 1960, na antiga Vera Cruz. No entanto, os estúdios preferiam investir alto nos chamados filmes de arte, muito parecidos aos europeus, e não entendiam bem por que produções modestas como essas faziam tanto sucesso.

Mazzaropi entendia, e depois do terceiro filme abandonou a Vera Cruz para abrir sua própria produtora, a PAM (Produções Amácio Mazzaropi), desfeita somente quando ele morreu, em junho de 1981. Na PAM ele produziu e dirigiu os 24 longas-metragens, nos quais atuou consolidando como quis o seu personagem caipira de fala arrastada, camisa xadrez sempre abotoada até o pescoço, paletó apertado, calças curtas sobre botas de cano curto e um toco de cigarro no canto da boca. A figura do caipira do interior, bondoso e ingenuamente maroto, arrastava multidões aos cinemas. Seu público sabia que, invariavelmente, todo dia 25 de janeiro havia no Cine Art Palácio, em São Paulo, a estréia de mais uma aventura do Jeca.

Não demorou muito para Mazzaropi tornar-se um invejado produtor milionário. Os críticos limitavam-se a ver nele apenas o empresário bem-sucedido, e, depois, ignoraram seu trabalho por completo. “Bom filme é filme que o povo gosta. Tudo o que tenho devo ao meu público. Quando eu morrer, tudo isto vai ficar para o cinema nacional”, respondia Mazzaropi.

Mas a melhor explicação para o fenômeno Mazzaropi foi dada pelo escritor e crítico de cinema da Folha de São Paulo Inácio Araújo: “A crítica nunca esteve com ele porque Jeca representa o Brasil subdesenvolvido, analfabeto, que ela não quer ver. Para o público, ele representa a vingança dessa massa de migrantes que vem do campo e se defronta com os códigos da cidade grande. É a malícia do campo contra a malícia da cidade. E a primeira ganha”.

Em comemoração ao centenário de seu nascimento, a Cinemateca Brasileira (São Paulo-SP) e o Instituto e Museu Mazzaropi (Taubaté-SP, cidade para onde se mudou quando criança) apresentam retrospectiva de seus filmes, além de eventos, com shows, debates, exposição e apresentação de filmes em praça pública.

Francisco Ponce

Arte tem idade?

No dia 21 de agosto de 1931 nascia em Lins, Francisco Ponce. Figura que anos depois se tornaria referência em arte e cultura na cidade. Não há como falar da história do município sem citar a trajetória de vida do linense.

Quem vê o sorriso no rosto de Francisco, 80 anos, não imagina tudo o que já superou. O constante bom humor e a tranquilidade que ele mostra diariamente escondem um passado cheio sonhos, determinação e muito trabalho.

Apesar da curiosidade pelos desenhos já existir desde a infância, sua aproximação com a arte se deu de forma natural; primeiro trabalhando com os seus tios como pintor, depois trabalhando por muitos anos com publicidade (pinturas) por toda a cidade. Trabalhou também como funcionário público estadual no Hospital Clemente Ferreira, onde mais tarde se aposentou.

Francisco Ponce teve sua infância ao lado dos cinco irmãos e dos pais no bairro da Vila Alta, onde vive até hoje. Perambulou em busca de trabalho por todos os cantos, com um sonho: de um dia ser artista. Desde muito novo, Francisco já rabiscava alguns desenhos, sem saber que se tornaria reconhecido por realizar grandes obras. A arte, que ele considera um dom desde o primeiro dia de vida e também uma profissão, descobriu Francisco e Francisco doou-se à arte.

Também ficou conhecido por fazer inúmeras esculturas em madeira, publicidades, desenhos, artes plásticas e pinturas. Com ingenuidade e espontaneidade, sem saber que a arte possui as mesmas características, Francisco mais tarde conquistou seu próprio espaço, onde ninguém mais duvidaria do seu talento.

Pouco a pouco, o artista conseguiu superar as barreiras e mudou o destino a seu favor. Foi então que a história dele começou a mudar. Eram aproximadamente 20 quadros por ano. No total são 300 quadros, 70 esculturas e uma curiosidade sem tamanho de conhecer a infinidade de uma paleta de cores. Quais seriam as cores que essa vida tem? A arte tem idade para terminar?

Paixão pela vida, pela família e pelas cores. Paciência, disciplina e profundidade são as qualidades visíveis e notáveis do artista. Francisco pintava com amor sem nenhum interesse em ganhar dinheiro com esse trabalho. Essa é a arte dele. Pequenos gestos e nota 10 no quesito criatividade.

Francisco gostava de pintar quadros grandes, não se apegava a miniaturas. Apreciava, pois, espalhar suas ideias em espaços amplos, onde pudesse colocar os detalhes mais importantes.

Francisco fez curso técnico de desenho na escola Fernando Costa. Era amigo e vizinho do consagrado artista Manabu Mabe, foi professor da pintora linense Joanita Cavalcanti, amigo de Saul Antônio Boa Sorte e também teve influências de Teisuke Kumassaka, pessoa que se tornou próxima devido à pintura.

Em 1978, Francisco decidiu que era a hora do seu sonho sair do papel e virar realidade. Alugou um galpão (Pinturas Ponce) em frente ao atual prédio da Ponce Tintas e prestava serviços de pintura e publicidade com apenas quatro funcionários. A determinação do pintor, junto ao seu filho transformou a empresa em comércio de tintas. Hoje, são três lojas no mesmo segmento com mais de 22 funcionários, que ficam nas mãos dos seus filhos.

Ao lado de Francisca há 55 anos, o casal teve quatro filhos: Francisco Carlos Perez Ponce, José Geraldo Perez Ponce, Luiz Geraldo Perez Ponce e Rita de Cássia Perez Ponce. Um dos episódios mais marcantes de sua vida foi a perda do seu filho Francisco Perez Carlos Ponce em um acidente de carro no ano de 2005.

Hoje, Francisco leva uma vida menos agitada ao lado da sua esposa Francisca, de 78 anos. Passa diariamente na Ponce Tintas e na parte da tarde vai para o rancho no rio Dourado, pescar, cuidar da horta e das plantações e descansar.

Com centenas de trabalhos em seu currículo e com toda a disposição para o trabalho, Francisco decidiu que era a hora de tirar um tempo para si próprio. Após a aposentadoria, Francisco deixou o trabalho no comércio e se dedica aos quadros e esculturas apenas como hobby.

Francisco não reclama da vida, tem somente a agradecer por ter desfrutado ao máximo todo o prazer que a pintura lhe proporcionou. O amor e dedicação de Francisco à arte irão acompanhá-lo até os últimos dias. Sempre com um toque de sensibilidade e sonhos que se tornam possíveis e reais com alguma criatividade.