sexta-feira, 1 de abril de 2016

Xô mosquito

Após a epidemia de dengue, está aberta a guerra contra as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypt

Primeiro foi a febre amarela, que matou milhares de brasileiros em epidemias no passado. Depois a dengue que, de acordo com o Ministério da Saúde, só em 2015 afetou mais de 1,5 milhão de pessoas no país e 400 milhões no mundo. Recentemente, duas outras doenças se uniram à lista: chikungunya e zika.
Fabiano Colucci, da UP Castanhal, teve dengue há dez anos e foi diagnosticado recentemente com a zika, doença que também é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e está associada à microcefalia. “Tive febre, manchas pelo corpo e coceira. Passei pelo médico e ele disse que era apenas uma alergia. Voltei para casa e os sintomas se agravaram. Pesquisei na internet o que poderia ser, fiz repouso e tomei os medicamentos por contra própria.”
Embora apresentem sinais clinicamente parecidos como febre, náusea, dores nas articulações e nos olhos, a médica do trabalho da UP Castanhal, Dra. Karoline Costa, esclarece que é importante não só prevenir as doenças, mas saber identificá-las. “Em casos de suspeita a pessoa deve procurar, imediatamente, por um serviço de saúde. Seja qual for o sintoma, a automedicação não é aconselhada e traz sérios riscos à saúde, podendo levar à morte.”
E, para evitar uma possível epidemia, cada pessoa precisa fazer a sua parte, promovendo uma blitz constante dentro e fora de casa. A colaboradora Elizabeth Carpine, da unidade Lins, redobrou os cuidados após o marido contrair a dengue e perceber que vizinhos armazenavam incorretamente materiais para reciclagem. “Só o esforço coletivo é capaz de combater o mosquito e evitar sua proliferação. Para se prevenir basta evitar o acúmulo de água em vasos de plantas, caixa d’água, pneus velhos, garrafas descartáveis, entre outros. São precauções que devem ser tomadas dentro do ambiente doméstico, por qualquer pessoa, e que não duram mais do que alguns minutos na semana.”

Novos aliados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em dezembro de 2015, o registro da primeira vacina contra a dengue no país. Produzida por um importante laboratório francês, o Sanofi Pasteur, a imunização previne os quatros tipos do vírus da dengue, mas não protege contra a chikungunya e zika. A vacina será administrada em três doses, com intervalos de seis meses, e é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos. O Ministério da Saúde avalia a possibilidade de agregar o produto ao sistema público ainda no primeiro semestre e distribuir até o final de 2016, em todos os estados, 500 mil testes rápidos que confirmam em vinte minutos se o paciente tem alguma das doenças. Em convênios particulares, os testes já estão na lista de procedimentos com cobertura obrigatória. 


Longevidade com qualidade de vida

Temas como ergonomia, educação financeira e motivação profissional foram abordados durante a SIPAT

Com o objetivo de promover ações preventivas e esclarecimentos voltados à prevenção de acidentes e doenças do trabalho, as unidades de Lins e Castanhal realizaram a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, com o tema “Longevidade com qualidade de vida”.
Equipes do SESI, SENAC, Corpo de Bombeiros e Unilins falaram sobre qualidade de vida, educação financeira, álcool e drogas, educação no trânsito e motivação profissional. “A SIPAT é um momento para conscientizar os funcionários quanto aos seus direitos e deveres no que se refere à Segurança no Trabalho, adotando atitudes positivas para reconhecer e corrigir riscos”, destaca o técnico em Segurança do Trabalho da UP Lins, Danilo Almeida.
Segundo o técnico, uma das principais causas dos acidentes ocupacionais é a falta de atenção. “A despreocupação do trabalhador gera consequências graves e até mesmo a morte. A unidade de Lins está há mais de 280 dias sem registro de acidentes. Isso se deve ao trabalho contínuo de conscientização e ao uso correto de EPIs para garantir o principal patrimônio de todos: a segurança.”
Os palestrantes também abordaram a importância da ergonomia no ambiente de trabalho e os problemas que o corpo pode sofrer devido à má postura. Enfermeira na unidade Castanhal, Fernanda Vasconcellos comenta que os cuidados visam uma melhor qualidade de vida, seja nas atividades desenvolvidas em casa, assim como nas que praticamos todos os dias na empresa. “As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ganharam destaque, uma vez que, segundo o Ministério da Saúde, estas têm sido as doenças ocupacionais mais comuns registradas entre os trabalhadores.”
A melhor forma de cuidar da postura é criar hábitos diários e praticá-los com consciência. Manter os utensílios ao alcance das mãos, regular a cadeira adequadamente e utilizar todo o corpo para levantar objetos foram algumas das dicas oferecidas aos colaboradores. “A atitude preventiva reduz acidentes, dores, possibilidade de erros, absenteísmo, além de aumentar o conforto e a produtividade”, orienta a enfermeira.
Durante o ano, as áreas da Medicina e Segurança do Trabalho desenvolvem atividades em prol da saúde e bem-estar.  Diariamente são realizadas sessões de ginástica laboral que duram em média 10 minutos com o apoio de educadores físicos. Os exercícios – principalmente de alongamento e relaxamento – abrangem pescoço, ombros, braços, mãos, pernas e coluna e proporcionam uma rotina de trabalho mais saudável aos colaboradores.
  
Fique sabendo 
Em 28 de abril de 1969, a explosão de uma mina nos Estados Unidos matou 78 trabalhadores. A tragédia marcou a data como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho. De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), anualmente, cerca de 270 milhões de trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho em todo o mundo. Os dados oficiais dão conta de que, no Brasil, acontecem cerca de 2400 acidentes do trabalho diariamente. São cerca de 100 por hora e 1,5 por minuto. Nas estatísticas, os homens são os mais atingidos com 73,06% dos acidentes e as mulheres representam 26,99% do total. Quanto à faixa etária, a maioria das ocorrências – cerca de 40% - acontecem entre os 20 a 29 anos. 




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Para aqueles que desejam aproveitar as delícias da Páscoa, uma boa notícia: chocolate faz bem à saúde

Estudos publicados nos EUA e Espanha mostram que, quando consumido com moderação, o chocolate meio amargo combate o envelhecimento precoce, diminui a ansiedade e melhora a memória

A Páscoa vem aí e, com ela, ovos e mais ovos de chocolate. E, com certeza, você já se perguntou em Páscoas anteriores: “Será que faz mal comer tanto chocolate?” Para aqueles que desejam aproveitar as delícias da Páscoa, uma boa notícia: chocolate faz bem à saúde.
Estudos publicados por universidades dos Estados Unidos e Espanha mostram que, quando consumido com moderação e dentro de um plano alimentar equilibrado, o chocolate meio amargo, por ter grande concentração de cacau e maior quantidade de flavonoides, oferece benefícios à saúde. Confira alguns benefícios do chocolate amargo:
Valor nutricional
O grão do cacau, além de oferecer energia, fornece os minerais: magnésio, cálcio, ferro, cobre, zinco, potássio e as vitaminas: B1, B2, B3, C, proteínas, gorduras, cafeína e flavonoides.
Alto poder antioxidante
O chocolate amargo tem maior ação antioxidante – inativando radicais livres responsáveis pelo envelhecimento precoce – comparado com outros alimentos, como o chocolate ao leite, vinho e chá preto.
Melhora a memória e função cognitiva cerebral
É fonte de cafeína, elevando a disposição mental e melhorando a função cognitiva cerebral.
Proteção cardiovascular
Os flavonoides presentes no cacau e no chocolate amargo oferecem proteção contra doenças cardiovasculares e podem, também, ajudar a reduzir o risco de AVC e ataque cardíaco.
Ação anti-inflamatória
Os flavonoides presentes no cacau podem modular processos inflamatórios.
Reduz glicemia (açúcar no sangue)
Um dos estudos mostrou a redução dos níveis sanguíneos de glicose em ratos que receberam a suplementação com licor de cacau por 3 semanas. A sensibilidade ao hormônio insulina também foi aumentada após 15 dias do consumo de chocolate amargo.
Combate a ansiedade
O consumo de chocolate com alto teor de cacau (75%) reduz a excreção do hormônio cortisol e catecolaminas em indivíduos ansiosos.
Melhora o humor
É o alimento que exerce maior impacto positivo no humor, isso porque estimula a liberação de endorfinas, responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer.
Redução do IMC (índice de massa corporal)
Por mais contraditório que pareça – já que o chocolate está associado ao aumento de peso –, uma das pesquisas mostrou que o consumo regular (duas vezes por semana) moderado de chocolate amargo não resulta em ganho de peso, pelo contrário, na amostra dos indivíduos estudados, eles apresentaram redução do IMC.

Todo dia é dia das mães!

Contadora de histórias presenteia as mães do Portal com o conto “Minha Vida Querida”, uma lenda comovente sobre o amor incondicional de uma mãe por sua filha

Dia das Mães, celebrado em vários países em diferentes datas do ano, é comemorado, no Brasil, no 2º domingo do mês de maio. Este ano, as mães brasileiras recebem a homenagem no dia 10 deste mês.
Mas quando e onde começou esta tradição? A mais antiga comemoração do Dia das Mães remonta à mitologia. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a mãe dos deuses. Já na história mais recente, na Inglaterra do início do século XVII, a data começou a ser comemorada no quarto domingo da Quaresma, dia dedicado às mães das operárias inglesas, que tinham, então, um dia de folga para ficar em casa com as mães.
No início do século XX, quando uma jovem norte-americana, Annie Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão, suas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Anny com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração, e consequentemente o Dia das Mães, se espalhou por todos os Estados Unidos e, em 1914, a data foi oficializada pelo presidente no dia 9 de Maio.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
“Minha Vida Querida”
Em maio de 2012, durante uma entrevista exclusiva ao Portal Terceira Idade, a professora de literatura e contadora de estórias Cristina Paoliello contou uma estória comovente em homenagem ao Dia das Mães.
No vídeo, Cristina narra o conto “Minha Vida Querida”, de Malba Tahan*, uma lenda do Tibet sobre Te-há-tá, um jovem mercador, que faz um curioso acordo com o Anjo da Morte, ao vir cumprir sua tarefa de levar sua noiva, Li-Tsen-Li.
Como este dia é muito especial em todos os anos, resolvemos reapresentar o vídeo para que todos os internautas do Portal pudessem se emocionar com esta linda estória.

Parabéns a todas as mães do Portal e do Brasil neste 10 de maio e em todos os dias do ano. Afinal, todo dia é dia das mães!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo Brasil

É o que revela pesquisa realizada com turistas da 3ª idade. Eles declararam, também, o desejo de viajar pelo mundo para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas

O desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
 Uma pesquisa revela que 58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo país (veja vídeo acima). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada, Leontina Carvalho, de 80 anos.
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.
Obstáculos 
No entanto, o desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.  Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ingestão inadequada de nutrientes compromete a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento

Produto desenvolvido no Brasil pela Nestlé traz combinação de vitaminas e minerais essenciais para manter o bom estado nutricional e a saúde muscular e óssea de pessoas com mais de 60 anos

A independência na execução de atividades diversas do dia a dia depende do bom funcionamento de todo o corpo. Pesquisas recentes mostram que um dos fatores que comprometem a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento é a ingestão inadequada de nutrientes necessários à longevidade, a manutenção de boa saúde e a qualidade de vida.
Segundo o médico geriatra e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Ronaldo Delmonte Piovezan, de acordo com a idade, nível de atividade e gênero, há um declínio da massa magra e consequente deterioração morfofuncional no músculo esquelético.
“Na faixa etária acima de 60 anos, 50% das pessoas consomem menos proteína do que é recomendado, mais de 55% não ingerem a quantidade ideal de cálcio, 90% têm deficiência de vitamina D e 30% não absorvem a quantidade adequada zinco, selênio e vitamina B12”, explica o geriatra.
Preocupada com a importância de uma alimentação adequada após os 60 anos de idade e as necessidades nutricionais dessa faixa etária, a Nestlé Health Science, divisão da Nestlé destinada ao desenvolvimento de soluções nutricionais científicas personalizadas, lançou no Brasil, no início do ano passado, o Nutren Senior, primeiro produto da companhia feito com formulação exclusiva pensando nas múltiplas necessidades de quem já passou dos 60 anos.
Fórmula exclusiva
O produto, desenvolvido no Brasil, contém ACT-3, uma combinação de proteína, vitamina D e cálcio, essenciais para manter o bom estado nutricional e a saúde muscular e óssea desta faixa etária. Além disso, oferece 26 vitaminas e minerais e mix de fibras. Uma porção de 233ml do produto fornece 20g de proteínas, 11 µg de vitamina D, 480mg de cálcio e somente 200 calorias.
Um diferencial importante do novo produto é a ausência de sabor, o que permite ser utilizado em receitas salgadas e doces.
https://www.youtube.com/watch?v=Jf6WERIpL_8#t=22 

domingo, 27 de julho de 2014

“Velhos Guris” mostra que talento não tem idade

O grupo musical, que já tem 2 CDs gravados, surgiu há 11 anos em um lar de idosos em Curitiba, no Paraná

 Demônios da Garoa” e “Os Incríveis” são apenas alguns dos nomes que nos vêm à mente quando nos lembramos de conjuntos famosos da música brasileira – e que fazem parte do crescente grupo de músicos que já estão na 3ª idade.
Mas não é só a “moçada” famosa que está cantando e tocando por esse Brasil afora... Em Curitiba, no Paraná, um grupo muito carismático de idosos, que completa onze anos, já tem até 2 CDs lançados. E estão planejando o terceiro.
“Os Velhos Guris” surgiu de um projeto de atividades de musicoterapia do Lar dos Idosos - Recanto Tarumã, mantido pela entidade Socorro aos Necessitados. O grupo teve três formações, mas um dos idealizadores, Odamir Bartholomeu, 81 anos, segue embalando o conjunto com música de qualidade.
Músico da noite curitibana “do tempo que tinha bonde”, Bartholomeu tocou seu inseparável pandeiro em casas noturnas como a boate Marrocos, mas, durante o dia, tinha sua segunda profissão, de técnico eletrônico. A chegada ao lar dos idosos aconteceu em 2003, porque não conseguia mais emprego. “Tinha voltado para Curitiba e lembrei que certa vez havia tocado no lar com a Nhá Gabriela e comentei que o final da vida seria aqui. Procurei a FAS (Fundação de Ação Social, parceira da entidade) e aquele comentário acabou se realizando”, explica.
Logo no primeiro dia, ele reencontrou um velho amigo músico, Jorge Xavier de Barros, conhecido como “coringa do pandeiro” e cujo nome artístico era Edson Jorge. “Edson por conta do inventor da lâmpada (Thomas Edson) e Jorge em homenagem ao São Jorge”, recorda. “Chegamos no mesmo dia aqui e nos encontramos no refeitório. Foi algo emocionante”, afirma. Reza a lenda que Edson Jorge integrou o grupo vocal “Bando da Lua” e tocou com Carmem Miranda antes dela ir para os Estados Unidos. “Um biógrafo veio procurá-lo no lar”, defende Bartholomeu.
Música como terapia
Meses depois, a musicoterapeuta e coordenadora do grupo, Claudimara Zanchetta, veio trabalhar no local com objetivo terapêutico. “O objetivo inicial era trabalhar a história musical de cada morador do lar, mas eles e um terceiro morador, Honório Santos, que como o Jorge ‘já foram chamados para o céu’, quiseram mais e fundaram o grupo”, revela.
Dos 117 moradores do Lar dos Idosos – todos homens –, 60% participam da musicoterapia. “São visíveis os reflexos positivos da atividade na autoestima deles. Muitos chegam aqui com depressão, já que a maioria vem por uma situação de abandono, mas a música resgata a alegria de viver, a memória e a vontade se cuidar”, relata. Ela admite que a prática clínica com os integrantes do grupo exigiu um esforço maior. “O atendimento resgata a produção musical da época vivida por eles e, para isso, precisei estudar para poder acompanhá-los, até porque, antes de chegar ao lar, a minha experiência era oposta, com crianças e jovens”.
Serenatas para lembrar das velhas namoradas
Os integrantes do grupo (foto acima), que, além de Bartholomeu, conta com José Ferreira da Costa, Ivo Domingues Mendes e Flávio Nunes, já gravaram dois CDs – um de moda de viola e outro de samba –, tendo sido consagrados com diversas premiações de projetos envolvendo a terceira idade e já fizeram apresentações memoráveis em lugares importantes da cidade, como o Museu Oscar Niemeyer.
Sem fazer muitos planos, os “guris” querem envelhecer com dignidade e, se possível, gravar um terceiro CD. “O terceiro poderia ser de serenatas, para lembrar das velhas namoradas”, declara Bartholomeu.
Conheça um pouco mais sobre o grupo assistindo ao documentário abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=3lxQNNPVxtQ


Fotos: divulgação
Vídeos: Camilla La Souza / divulgação

sábado, 21 de junho de 2014

Mulheres no Portal

No mês do Dia Internacional da Mulher, conheça algumas das mulheres que já foram notícia no Portal Terceira Idade

Este mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março e, como todos os anos, homenageamos aqui algumas mulheres que foram notícia no Portal.
Clique abaixo para ver as matérias completas:

A terceira idade no divã

O “novo idoso”, como os especialistas chamam quem pertence a essa geração, quer conversar com alguém capaz de entender o significado do envelhecimento: o terapeuta

O “novo idoso”, como os especialistas chamam quem pertence a essa geração, quer conversar com alguém capaz de entender o significado do envelhecimento: o terapeuta. O movimento inédito revela uma geração que busca mudar sua vida na terceira idade.
“O novo idoso chega aos 60 com expectativa de viver por pelo menos mais um terço da vida – e deseja fazê-lo de forma alegre, com autonomia e protagonismo1. Eles têm urgência de reinventar sua própria história”, afirma a psicóloga Ruth Gelehrter, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

“Aos 30 anos, não era a mulher forte que sou hoje”
Com ajuda financeira dos filhos, Maria Teresa Savi (foto), 60, procurou um terapeuta “para descobrir quem era”. Como muitas mulheres de sua geração, cresceu em família rígida, ouvindo que a trajetória de uma mulher inclui somente dois momentos importantes: casamento e maternidade. A história de Maria Teresa teve um casamento e três filhos, mas não o final feliz que ela sonhara. 
O divórcio, aos 50 anos, tampouco trouxe as respostas que esperara. Experimentou pela primeira vez a liberdade de fazer as próprias escolhas, mas não sabia como aproveitá-la – afinal, crescera obedecendo à vontade do outro. Em um ano no consultório, conquistou algo que não esperava mais da vida: confiança. “Aos 30, não era a mulher forte que sou hoje. Aprendi a dar valor ao que faço”, afirma.
“Essa geração tem mais informação e chega à terceira idade em excelentes condições de saúde. Por isso, faz sentido buscar um novo sentido para a vida, como fez Maria Teresa e como fazem quatro em cada dez pacientes da terapia”, diz Maria Cecília Minayo, socióloga da Fiocruz.
Para melhor desfrutar esse momento, outras questões são tratadas pelos “novos idosos” no divã: como lidar com a aposentadoria, as limitações que o avanço da idade impõe – e a possibilidade de ter que depender de alguém –, as mudanças na aparência, o convívio familiar e a vida sexual. Os pacientes têm dúvidas a que nem a família nem os amigos podem responder. “O idoso é amado e respeitado, mas não é ouvido”, diz o psicólogo Fernando Genaro, pioneiro de um serviço público de atendimento psicológico ao idoso num centro de saúde na Zona Norte de São Paulo.
“Encarar o novo ou confrontar o passado significa assumir para si mesmo que é preciso mudar. Isso nunca foi fácil em idade nenhuma. Começar aos 60 anos, segundo os terapeutas, tem uma vantagem fundamental: quem entra num consultório nessa idade não tem mais tempo a perder”, enfatiza Walcyr Carrasco, escritor, dramaturgo e autor de telenovelas brasileiro.

Foto/ilustração: Rogério Cassimiro/ÉPOCA / Portal Terceira Idade
Fonte: Revista Época
1Protagonismo: (do Dicionário Aulete) Qualidade de quem exerce papel de destaque em qualquer acontecimento.

domingo, 1 de junho de 2014

‘Envelhecimento VIP’ garante segurança dos idosos no transporte coletivo

O projeto, desenvolvido em São Caetano do Sul (SP), pretende conscientizar a sociedade e profissionais do transporte público sobre as particularidades do processo de envelhecimento

 Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano do Sul firmou parceria com a Viação Padre Eustáquio (VIPE) para desenvolver na cidade o projeto denominado Envelhecimento VIP, que garante ao pessoal da terceira idade do município respeito e a segurança no uso do transporte coletivo, com motoristas e cobradores conscientes e capacitados sobre suas responsabilidades com os idosos. 
Como parte desse programa, os gerontólogos Felipe Borges e Tiago Nascimento Ordonez, da equipe de Gerontologia da Terceira Idade do município, também membros da ABG (Associação Brasileira de Gerontologia), e que estão à frente da iniciativa, ministrarão palestras sobre o tema no espaço de educação continuada da empresa.
Projeto Envelhecimento VIP
O Projeto Envelhecimento VIP foi dividido em três etapas. Na primeira, foram feitas pesquisas com idosos frequentadores dos Centros Integrados de Saúde e Educação da Terceira Idade e com integrantes do Conselho Municipal do Idoso de São Caetano, a fim de colher opiniões e informações a respeito do transporte coletivo municipal.
Na fase seguinte, será realizada sensibilização de colaboradores envolvidos na dinâmica do transporte urbano da cidade, por meio de vestimentas que simulam a velhice avançada. No final, haverá uma campanha de conscientização para promoção do respeito à pessoa idosa.
Como parte da atividade, os funcionários da empresa carregarão mochilas com pesos e usarão óculos para simular o cotidiano da terceira idade.
“É um projeto espetacular, que fará os funcionários sentirem na pele as dificuldades encontradas pelos idosos nos transporte público”, avalia Carlos Henrique Silveira, diretor da VIPE.
A ação, que ocorre no período de 26 a 30 de maio, tem o apoio das secretarias municipais de Mobilidade Urbana, Segurança (Guarda Civil Municipal) e Educação (EME Alcina Dantas Feijão); e Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

Fotos/ilustrações: divulgação