segunda-feira, 30 de abril de 2012
Roberto Bunemer
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Quase três milhões de idosos brasileiros moram sozinhos, de acordo com o IBGE
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Centenário de Mazzaropi

A figura do caipira do interior, bondoso e ingenuamente maroto, arrastava multidões aos cinemas, revelando inteligência e generosidade por trás de suas histórias simples de pessoas simples:
No dia 9 de abril, o ator e cineasta brasileiro Amácio Mazzaropi faria 100 anos. Seu personagem de caipira amável e ingênuo foi visto por mais de 1 milhão de espectadores durante a sua carreira no cinema.
Nascido no bairro da Barra Funda, em São Paulo, Mazzaropi iniciou a carreira no cinema com “Sai da Frente” (1952), comédia dirigida por Abílio Pereira de Almeida, que dirigiria, depois, outros filmes com o ator. Desde então participou do imaginário popular brasileiro com comédias leves, muitas vezes ingênuas, mas que revelam inteligência e generosidade por trás de suas histórias simples de pessoas simples.
A maior parte de sua produção está nos anos 1950 e 1960, quando rodou alguns de seus melhores filmes: “Zé do Periquito”, “O Lamparina”, “O Corintiano” e “O Puritano da Rua Augusta”. Mas foi em “Candinho” (1953) que ele aparece pela primeira vez como o famoso caipira.
“Jeca Tatu” (1959; trailer do filme acima), de Milton Amaral, foi um de seus filmes mais famosos – e talvez o mais bem-sucedido –, com o personagem do caipira sendo aperfeiçoado e se tornando maior do que o próprio criador: o caipira cheio de preguiça e malemolência, mas também de simpatia e bom coração. Após esse filme de enorme sucesso de público, Mazzaropi atingiu a maturidade como persona cinematográfica. Sua presença em cena passou a ser sempre muito consciente da potência que emana de seus personagens.
O ator começou a dirigir seus próprios filmes em 1960, na antiga Vera Cruz. No entanto, os estúdios preferiam investir alto nos chamados filmes de arte, muito parecidos aos europeus, e não entendiam bem por que produções modestas como essas faziam tanto sucesso.
Mazzaropi entendia, e depois do terceiro filme abandonou a Vera Cruz para abrir sua própria produtora, a PAM (Produções Amácio Mazzaropi), desfeita somente quando ele morreu, em junho de 1981. Na PAM ele produziu e dirigiu os 24 longas-metragens, nos quais atuou consolidando como quis o seu personagem caipira de fala arrastada, camisa xadrez sempre abotoada até o pescoço, paletó apertado, calças curtas sobre botas de cano curto e um toco de cigarro no canto da boca. A figura do caipira do interior, bondoso e ingenuamente maroto, arrastava multidões aos cinemas. Seu público sabia que, invariavelmente, todo dia 25 de janeiro havia no Cine Art Palácio, em São Paulo, a estréia de mais uma aventura do Jeca.
Não demorou muito para Mazzaropi tornar-se um invejado produtor milionário. Os críticos limitavam-se a ver nele apenas o empresário bem-sucedido, e, depois, ignoraram seu trabalho por completo. “Bom filme é filme que o povo gosta. Tudo o que tenho devo ao meu público. Quando eu morrer, tudo isto vai ficar para o cinema nacional”, respondia Mazzaropi.
Mas a melhor explicação para o fenômeno Mazzaropi foi dada pelo escritor e crítico de cinema da Folha de São Paulo Inácio Araújo: “A crítica nunca esteve com ele porque Jeca representa o Brasil subdesenvolvido, analfabeto, que ela não quer ver. Para o público, ele representa a vingança dessa massa de migrantes que vem do campo e se defronta com os códigos da cidade grande. É a malícia do campo contra a malícia da cidade. E a primeira ganha”.
Em comemoração ao centenário de seu nascimento, a Cinemateca Brasileira (São Paulo-SP) e o Instituto e Museu Mazzaropi (Taubaté-SP, cidade para onde se mudou quando criança) apresentam retrospectiva de seus filmes, além de eventos, com shows, debates, exposição e apresentação de filmes em praça pública.
Francisco Ponce
Arte tem idade?
No dia 21 de agosto de 1931 nascia em Lins, Francisco Ponce. Figura que anos depois se tornaria referência em arte e cultura na cidade. Não há como falar da história do município sem citar a trajetória de vida do linense.
Quem vê o sorriso no rosto de Francisco, 80 anos, não imagina tudo o que já superou. O constante bom humor e a tranquilidade que ele mostra diariamente escondem um passado cheio sonhos, determinação e muito trabalho.
Apesar da curiosidade pelos desenhos já existir desde a infância, sua aproximação com a arte se deu de forma natural; primeiro trabalhando com os seus tios como pintor, depois trabalhando por muitos anos com publicidade (pinturas) por toda a cidade. Trabalhou também como funcionário público estadual no Hospital Clemente Ferreira, onde mais tarde se aposentou.
Francisco Ponce teve sua infância ao lado dos cinco irmãos e dos pais no bairro da Vila Alta, onde vive até hoje. Perambulou em busca de trabalho por todos os cantos, com um sonho: de um dia ser artista. Desde muito novo, Francisco já rabiscava alguns desenhos, sem saber que se tornaria reconhecido por realizar grandes obras. A arte, que ele considera um dom desde o primeiro dia de vida e também uma profissão, descobriu Francisco e Francisco doou-se à arte.
Também ficou conhecido por fazer inúmeras esculturas em madeira, publicidades, desenhos, artes plásticas e pinturas. Com ingenuidade e espontaneidade, sem saber que a arte possui as mesmas características, Francisco mais tarde conquistou seu próprio espaço, onde ninguém mais duvidaria do seu talento.
Pouco a pouco, o artista conseguiu superar as barreiras e mudou o destino a seu favor. Foi então que a história dele começou a mudar. Eram aproximadamente 20 quadros por ano. No total são 300 quadros, 70 esculturas e uma curiosidade sem tamanho de conhecer a infinidade de uma paleta de cores. Quais seriam as cores que essa vida tem? A arte tem idade para terminar?
Paixão pela vida, pela família e pelas cores. Paciência, disciplina e profundidade são as qualidades visíveis e notáveis do artista. Francisco pintava com amor sem nenhum interesse em ganhar dinheiro com esse trabalho. Essa é a arte dele. Pequenos gestos e nota 10 no quesito criatividade.
Francisco gostava de pintar quadros grandes, não se apegava a miniaturas. Apreciava, pois, espalhar suas ideias em espaços amplos, onde pudesse colocar os detalhes mais importantes.
Francisco fez curso técnico de desenho na escola Fernando Costa. Era amigo e vizinho do consagrado artista Manabu Mabe, foi professor da pintora linense Joanita Cavalcanti, amigo de Saul Antônio Boa Sorte e também teve influências de Teisuke Kumassaka, pessoa que se tornou próxima devido à pintura.
Em 1978, Francisco decidiu que era a hora do seu sonho sair do papel e virar realidade. Alugou um galpão (Pinturas Ponce) em frente ao atual prédio da Ponce Tintas e prestava serviços de pintura e publicidade com apenas quatro funcionários. A determinação do pintor, junto ao seu filho transformou a empresa em comércio de tintas. Hoje, são três lojas no mesmo segmento com mais de 22 funcionários, que ficam nas mãos dos seus filhos.
Ao lado de Francisca há 55 anos, o casal teve quatro filhos: Francisco Carlos Perez Ponce, José Geraldo Perez Ponce, Luiz Geraldo Perez Ponce e Rita de Cássia Perez Ponce. Um dos episódios mais marcantes de sua vida foi a perda do seu filho Francisco Perez Carlos Ponce em um acidente de carro no ano de 2005.
Hoje, Francisco leva uma vida menos agitada ao lado da sua esposa Francisca, de 78 anos. Passa diariamente na Ponce Tintas e na parte da tarde vai para o rancho no rio Dourado, pescar, cuidar da horta e das plantações e descansar.
Com centenas de trabalhos em seu currículo e com toda a disposição para o trabalho, Francisco decidiu que era a hora de tirar um tempo para si próprio. Após a aposentadoria, Francisco deixou o trabalho no comércio e se dedica aos quadros e esculturas apenas como hobby.
Francisco não reclama da vida, tem somente a agradecer por ter desfrutado ao máximo todo o prazer que a pintura lhe proporcionou. O amor e dedicação de Francisco à arte irão acompanhá-lo até os últimos dias. Sempre com um toque de sensibilidade e sonhos que se tornam possíveis e reais com alguma criatividade.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Miss Mãe
Em outubro de 2011, ela teve o casamento dos sonhos com seu príncipe encantado, Natalino Bertin Junior. Logo em seguida, a alegria ficou completa com a descoberta que primeiro filho do casal estava a caminho.
Linda, reconhecida pelo seu trabalho, batalhadora e cheia de humildade, Giseli Finotti Bertin não poderia ser uma mulher mais realizada. Quer dizer, ainda vem mais herdeiros por aí, mas até o momento a felicidade já é completa.
Em meio à sua vida atribulada de mãe, mulher, filha, esposa, modelo, ela arrumou um tempinho para falar com a Mais! Magazine sobre esta 'pessoinha' que mudou sua vida: o pequeno Enzo.
Mamãe de primeira viagem e coruja assumida, Giseli nos contou um pouco sobre a sua nova etapa de vida, a mudança para o interior e como foi fazer a primeira sessão de fotos grávida. Confira a entrevista:
Mais!: O que você sentiu quando descobriu que estava grávida?
Descobri que ia ser mãe logo após meu casamento. Quando descobri senti uma onda de sentimentos dentro de mim, alegria por estar gerando um bebê da pessoa que eu amo, porém com um pouco de medo e insegurança, pois estou entrando em uma nova fase. Acredito que toda mudança causa uma instabilidade no começo, mas Deus sabe direitinho o que faz e o medo e a insegurança que senti no começo, já não sinto mais.
Mais!: Como foi a reação do pai, Junior, e das famílias? Estava planejado ter filhos logo após o casamento?
Já conversávamos sobre o assunto, mas estávamos planejando para daqui um ou dois anos, porém, Deus quis nos presentear antes. Eu e o Junior temos muita sintonia, e acredito que ele tenha sentido a mesma coisa que eu no começo: alegria e medo. Mas, após a confirmação do exame de sangue fizemos um ultrassom e já ouvimos o coraçãozinho do nosso filho. Foi muita emoção e desde então o Junior já se tornou um paizão. Ele me acompanha em todos os exames, se interessa por tudo que diz respeito ao nosso bebê e ele sempre está conversando com o Enzo na minha barriga. Como resposta, o Enzo não para de mexer quando estamos neste momento divino, já reconhece a voz do papai. Tudo isso pra mim é muito especial, não tenho dúvidas de que ele será um ótimo pai. A família esta radiante desde o início. O Enzo nem chegou ao mundo e graças a Deus já é muito amado por todos.
Mais!: Como foi a transição de Miss para Mãe? Você pretende seguir a carreira após a maternidade?
Eu aproveitei bastante a minha fase de Miss. Participo desde os 18 anos de concursos, a gente vai crescendo e com isso amadurecendo. Aproveitei bastante todas as fases da minha vida, e hoje, a minha fase é se preparar para ser mãe. Estou aproveitando cada segundo, porque ela será inesquecível, assim como todos os concursos que participei. Sempre levei a carreira de modelo como uma segunda profissão. Sou formada em Relações Públicas, mas desde os 12 anos já fazia desfiles para as lojas do comércio de minha cidade. A minha barriga já está aparecendo e pretendo fazer trabalhos como modelo gestante para o Dia das Mães, já tenho até algumas propostas em São Paulo. Após o nascimento do meu filho, ele e meu marido serão as prioridades na minha vida, mas se eu conseguir conciliar em ser esposa, mãe, Relações Públicas e modelo, com certeza, irei adorar.
Mais!: De onde surgiu a ideia do nome do Enzo?
Enzo é um nome de origem italiana, e tanto eu como o Junior somos descendentes de família italiana. O Junior estava lendo um livro sobre Enzo Ferrari, fundador da Ferrari, e quando ouvi ele falando o nome Enzo, logo eu disse que gostava, sem saber que tinha alguma ligação com "carros". Gostamos deste nome por ser curto e forte.
Mais!: Que mudanças o Enzo trouxe à sua vida? Como é o seu dia a dia?
A fase está sendo maravilhosa, cada mês uma descoberta diferente. Sentir uma vida crescendo dentro de você não tem palavras. O engraçado é que desde que você descobre que vai ser mãe, parece que nasce por dentro uma força iluminada, tudo é voltado para seu filho. Você chega até esquecer de você, então tudo o que faço é pensando na saúde dele. O meu dia a dia mudou um pouco: não estou mais fazendo tanto exercícios na academia, troquei as aulas de bike e localizada para hidroginástica e caminhadas eventuais. Minha alimentação está como sempre foi, pois sempre procurei seguir uma dieta saudável. No entanto, quando o Enzo nascer, pretendo voltar para a minha rotina de exercícios e trabalhos.
Mais!: Está tudo pronto para a chegada do Enzo?
Já planejei o enxoval e o quartinho dele. Minha sogra, a "Tia Olga" e algumas primas do Junior estão me ajudando muito, graças à ajuda de todos está ficando tudo lindo. Ainda faltam alguns detalhes, mas estou no prazo, nada para me preocupar. Estou fazendo tudo com muito carinho.
Mais!: Você e o Junior planejam ter mais filhos?
Planejamos ter três filhos, mas só vamos confirmar isso depois que o Enzo nascer. Gostamos da casa cheia e de muita alegria. Com certeza virá mais um daqui três ou quatro anos. Queremos curtir bastante o nosso primeiro filho.
Mais!: Defina o que é ser mãe para você.
A maternidade é uma dádiva, ajudar um pequenino a desenvolver-se e tornar-se um adulto digno é uma responsabilidade que Deus confere aos pais, mas gerar uma vida dentro de você é o melhor presente que Deus pode nos oferecer, e isso só confere a nós, mulheres. Hoje, pra mim, ser mãe é descobrir e sentir o verdadeiro amor incondicional.
Mais!: Como será a sensação de passar o primeiro Dia das Mães como mamãe?
Será inesquecível, com certeza. Quero tornar esse Dia das Mães especial por ser o primeiro. Mas, acredito que nos próximos vou curtir mais, pois o Enzo já estará em meu colo me reconhecendo como "mãe”. Não terei nem palavras para descrever como será esse momento.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
7 de abril: Dia do Jornalista!

A FENAJ homenageia a todos aqueles que, com condições de trabalho quase sempre aquém do necessário, ajudam a consolidar o estado de direito. Lembra, neste dia, a saga heróica de militantes da notícia que arriscaram sua integridade, sua liberdade e sua vida. Exige do estado brasileiro a imediata investigação da morte Wladimir Herzog e de todos os jornalistas que foram presos e torturados pela ditadura militar. A FENAJ reivindica liberdade, condições de trabalho e remuneração justas e dignas por parte daqueles que enriquecem utilizando a força de trabalho dos jornalistas brasileiros. Para isto propõe um piso salarial nacional para a categoria, de maneira a garantir a qualidade de vida e a independência no exercício de sua profissão.
A FENAJ alerta ao estado brasileiro para o perigoso crescimento dos crimes contra a integridade e a vida dos jornalistas. Exige a apuração dos crimes contra jornalistas no exercício de seu trabalho e o julgamento de todos os envolvidos. Também reivindica a federalização dos crimes contra estes profissionais como medida eficiente contra a impunidade.
A FENAJ compartilha com os cursos de Jornalismo, seus professores e alunos, a certeza que superaremos de uma vez por todas esta situação constrangedora criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando da decisão desastrada e obscurantista da retirada da exigência da formação superior para o exercício do Jornalismo. Agradece, mais uma vez, ao parlamento brasileiro que, sintonizado com a opinião pública, está restituindo a dignidade para o jornalista e a qualidade do Jornalismo para a sociedade.
A FENAJ, finalmente, convida os cidadãos para - ao homenagear seus jornalistas - defenderem um Jornalismo de qualidade: independente, informativo e ético, que assegure a liberdade de expressão contida na constituição brasileira, reconhecendo que esta liberdade não é propriedade privada de jornalistas ou empresas de comunicação e sim propriedade do cidadão brasileiro.
Viva aos jornalistas, lutadores da democracia.
Sociedade Beneficente Asilo São Vicente de Paulo
Lar Vicentino
No ano de 1931 iniciou-se em Lins a 1ª Conferência Vicentina, sendo presidente o confrade Romeu Freire de Lima. Em 1934, os confrades e consócias deram início à principal obra da Sociedade de São Vicente de Paulo em Lins, uma quadra de terrenos da Vila Clélia que foi doada à entidade pelo Coronel José Andrade Junqueira e Fausto Junqueira Andrade, cujo presidente foi Sebastião Monteiro Lopes. A escritura foi lavrada em 18 de setembro de 1940 e no dia 29 de junho de 1952 foi inaugurada a Capela São Vicente de Paulo, no terreno do asilo.
No dia 12 de março de 1975, os vicentinos José Francisco Junqueira Reis e José Luiz Dias dos Santos, estiveram com o prefeito Dr. Rubens Valadão Furquim solicitando o empréstimo de máquinas para os serviços de terraplanagem para a construção do novo asilo, na Chácara São José – Bairro Córrego do Barbosa. No dia 15 de novembro de 1979, foi inaugurado o novo asilo São Vicente de Paulo de Lins, atual Lar Vicentino.
Com capacidade para atender 55 idosos com idade acima de 60 anos, com vulnerabilidade social, a instituição têm hoje 42 moradores, 19 funcionários e sobrevive da renda de eventos, parcerias, doações e subvenções estaduais e municipais. Há também a ajuda dos voluntários nas mais diversas áreas, desde a saúde até o lazer. O atual Presidente Gilberto Aparecido Vanuchi e o vice Antonio Nunes Filho, já estão no segundo mandato e permanecerão no Lar até julho de 2012, quando outros, por meio de votos, assumirão a presidência.
O Lar tem como objetivo acolher e amparar idosos necessitados em regime de internato, proporcionando condições dignas de moradia com qualidade, cuidados básicos para a sobrevivência, alimentação balanceada, monitoração e orientação quanto a higiene pessoal, vestuário, locomoção/transporte, saúde, recreação, assistência material, moral, intelectual, social e espiritual, em condições de liberdade e dignidade, visando a preservação de sua saúde física e mental.
Para fazer parte da instituição o indivíduo passará por uma triagem, onde será avaliada a própria aceitação do indivíduo em relação à institucionalização; quadro clínico (exames), quadro psicológico (exames), condições de moradia, relacionamento família, disponibilidade de vagas e período de adaptação.
Venham conhecer o Lar Vicentino e seja um voluntário você também!
8ª Festa do Milho Verde
Realizada de 8 à 11 de março na Abcel (Associação Beneficente, Cultural e Esportiva de Lins), a 8ª Festa do Milho Verde contou com várias atrações como apresentações musicais, sorteios de prêmios, diversas barracas de alimentação com churrasco, kafta, pastel, cachorro-quente, bebidas, doces em geral, lanche de pernil com milho, curau, pamonha, bolo de milho, suco de milho, milho cozido, sopa de milho e a exposição de quadros do morador Vicente Campos.
A renda do evento foi revertida exclusivamente na manutenção e melhora da instituição linense para atender cada vez melhor os seus assistidos.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Agora você já tem como se defender de crimes na internet!
Grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito criam, em 2005, a SaferNet Brasil, com o objetivo de proteger os Direitos Humanos na sociedade da informação
Com dinâmica própria, a internet tem sido incorporada ao cotidiano dos brasileiros de todas as idades e de diferentes níveis sócio-econômicos. A rede criou novas e surpreendentes possibilidades para o internauta se comunicar, estudar, jogar, educar, se relacionar e acessar informações variadas com muita agilidade.
Mas, como novo espaço público, a internet não pode ser identificada como uma terra sem lei e do “posso tudo e ninguém me acha”.
Preocupados com a proteção dos Direitos Humanos nesta nova sociedade da informação, um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito criaram, em 2005, a SaferNet Brasil, uma associação sem fins lucrativos ou econômicos, sem vinculação político partidária, religiosa ou racial, com atuação nacional, que, logo em seguida, deu origem à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.
Como empenho adicional, a SaferNet desenvolve, também, ações nas áreas de educação e prevenção contra os perigos na web. O primeiro passo foi a realização, no segundo semestre de 2008, de uma pesquisa nacional inédita com crianças, jovens e pais de internautas sobre segurança na internet.
Os resultados revelam um cenário até então desconhecido sobre a relação dos jovens brasileiros com a rede, sobretudo, no que diz respeito aos riscos de um uso desorientado. A SaferNet realiza, periodicamente, novas pesquisas para subsidiar ações educativas e campanhas que orientem os internautas e ajudem a promover o uso ético e responsável da internet no Brasil.
Na seção ‘Prevenção’ do site da SaferNet, o internauta encontra uma cartilha com dicas de segurança e proteção, uma lista com termos indispensáveis para entender os perigos na rede, um guia de ‘Netiqueta’, com orientações sobre boas maneiras nas relações virtuais, além de noções básicas de Direitos Humanos na internet.
A instituição oferece, também, palestras, oficinas e cursos para alunos, pais, educadores e monitores de espaços que oferecem acesso público à internet interessados em conhecer mais sobre como proteger os direitos das crianças e adolescentes, bem como promover os Direitos Humanos e a cidadania no ciberespaço.
“Proibir não educa nem prevê. Diálogo e orientação ainda são as melhores tecnologias para proteger os internautas. Usando a internet com respeito e educação, podemos garantir que a rede continue sendo um espaço público livre e aberto para todos se expressar, interagir e se informar no mundo globalizado. Sempre que presenciar algo que viole os Direitos Humanos na internet, denuncie!”, alerta Rodrigo Nejm, Diretor de Prevenção da SaferNet Brasil.
segunda-feira, 12 de março de 2012
As donas da bola
No dia 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Mais! Magazine em parceria com o Cristal Palace conversou com exclusividade com as esposas de alguns craques do Clube Atlético Linense. Em um bate-papo descontraído, Anna Carolina de Jesus, mulher de Lenílson Batista de Jesus; Carolina Andrade, mulher de Fabão e Mara Santos, mulher de Makelelê (Leandro dos Santos), nos revelaram o lado bom e ruim de serem casadas com um atleta. Confira:
Tem gente que acha que casar com jogador de futebol é o mesmo que tirar a sorte grande ou se tornar uma celebridade da noite para o dia. Será que tudo é mesmo festa, mordomia, glamour e facilidades?
Casada com um jogador, a mulher, passa a fazer parte desse universo chamado futebol, que vai além do estádio. E com o passar dos anos ela se dá conta de que a vida real é bem diferente daquela vida tão sonhada.
Carolina Andrade defende a tese que ser mulher de jogador de futebol também pode ser considerada uma profissão. Esposa do zagueiro Fabão, Carolina garantiu que nada é fácil como parece. “Somos mulheres, esposas, mães, administramos uma casa e uma família. Levamos estrutura pra eles. São nossos maridos, homens comuns, diferente do que muitos pensam que são”. O casal está junto desde 2006; ela de Minas Gerais e ele carioca, se conheceram no Rio de Janeiro quando Fabão, profissional há 11 anos, estava de férias de uma temporada na Síria. De lá para cá não se separaram mais. Bernardo de três anos e Robson e um ano são seus dois filhos. Carolina que é formada em turismo e era proprietária de uma loja de roupa infantil, largou tudo para estar ao lado do amado. Em quatro anos, foram sete residências diferentes, algumas fora do país como na Síria, Catar e Líbano.
Para que dê retorno em campo, é preciso que tudo esteja bem em casa e com a família. E é a esposa quem cuida disso, mesmo que seja difícil. “Às vezes o Fabão liga antes de algum jogo muito importante perguntando se está tudo bem. Mesmo que não esteja eu preciso passar calma e confiança para ele se sair bem na partida. Vencendo ou perdendo, estarei sempre esperando ele em casa com um sorriso no rosto e algo especial para ele comer e lembrar como é querido aqui”, contou Carolina.
Anna Carolina saiu da casa da mãe muito cedo e abriu mão de uma carreira própria. Deixou a faculdade de administração de empresas para acompanhar o meio-campo Lenílson, baiano, que jogava no Noroeste em 2006. Anna morava em Bauru e nos contou que não sabia que a sua cidade tinha um time de futebol. Sem entender e acompanhar sobre o esporte, os dois se encontraram por acaso em um churrasco de amigos em comum e estão juntos até hoje. O casal, que tem um filho, Lucas, de três anos, tenta viver fora dos holofotes da mídia. Para Anna, não conseguir programar sua vida e viver em função da rotina e das mudanças do marido são as partes complicadas na vida de mulher de jogador. “Para ser mulher de jogador, não basta querer apenas o glamour, tem que estar do lado nas horas ruins, que são muitas”, conclui.
Arretada como toda baiana, Mara dos Santos conheceu o volante Makelelê, profissional há 10 anos, na Bahia em 2007. Mara, emocionada, revelou que para o marido que já perdeu os pais, como é difícil ficar longe da sua cidade natal e da família. Mara deixou cidade, familiares e o curso de serviço social quando decidiu se casar com o jogador. O casal tem uma filha, Anita, de três anos e espera ter um menino daqui algum tempo.
Mara está acostumada com os comentários preconceituosos da mídia e do público, que generalizam as esposas como Maria Chuteiras. “Eu como todas as mulheres ou namoradas já sofri muito com esse preconceito. Quando vim para Lins, não tive mais esse problema, a cidade é bem tranquila”, disse.
"Mesmo não querendo a mulher acaba se expondo com a família, ainda mais quando se perde um jogo ou um campeonato. O filho é ridicularizado na escola e a mulher também acaba sofrendo com isso até no supermercado”, ressalta Carolina.
A rotina de todas elas são bem semelhantes: cuidam da casa, do marido e dos filhos. Fazem academia, vão ao supermercado e levam uma vida normal. Anna, Carolina e Mara confessam que vão pouco aos jogos e que dentro de casa não se fala sobre futebol, devido à grande pressão que já ocorre dentro dos campos e dias antes na concentração. Elas garantem que Fabão, Makelelê e Lenílson são calmos, centrados e sofrem pouco de TPJ (tensão pré-jogo). Os três jogadores possuem contrato com o CAL até maio de 2012, quando termina o Campeonato Paulista.
Além do dia a dia, os sonhos também são muito parecidos: “Somos as fãs número um dos nossos maridos. Nosso maior sonho é que eles fechem um bom contrato e que conseguimos permanecer em um local por mais tempo para termos estabilidade com a nossa família”, conclui as três. Anna Carolina e Mara pretendem também voltar a estudar e quem sabe em breve ter mais filhos.
Além das nossas três entrevistadas, o Linense possui outros jogadores que são casados. Algumas dessas mulheres são amigas e se reúnem todas às sextas-feiras para falar sobre religião (todas são evangélicas) em um grupo chamado CÉLULA. Os jogadores também possuem um grupo próprio e se reúnem na própria concentração.
Dinheiro, estabilidade financeira, viagens, são pontos positivos visíveis na carreira de qualquer jogador. Stress com final de contrato, lesões, assédio feminino, solidão, certamente são os negativos mais citados por todas elas.
Depois de tantas confissões e desejos em comum, poucos sabem que essas esposas têm grande influência na atuação deles dentro e fora das quatro linhas.
Uma profissão onde os compromissos são muitos e a necessidade de abrir mão dos próprios desejos é evidente, no final da entrevista todas repetiram a mesma frase com muito orgulho: “Não me arrependo do que fiz e faria quantas vezes fosse necessário tudo de novo”.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Lei Maria da Penha beneficia idoso que sofria agressões de um jovem de 21 anos de idade
O caso ocorrido em Planaltina, no interior de Goiás, cria um precedente para que a lei, criada para coibir agressões contra as mulheres, possa ser usada, também, para proteger homens
Há pouco mais de cinco anos, foi criada uma lei no Brasil que cria mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens, no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.
O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não têm nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há três anos, de favor, na casa do idoso.
Com base no Estatuto do Idoso, no último dia 9 de fevereiro, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.
O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. A decisão pode abrir precedentes para outros casos.
Com o objetivo de ampliar a aplicação da Lei Maria da Penha - Lei 11.340, criada em agosto de 2006, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, no último dia 10 de fevereiro, que permite à lei enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.
“É uma grande conquista”, afirmou a conselheira da OAB (Organização dos Advogados do Brasil) e do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, a advogada Marília Gallo. Ela lembrou haver mais de 33 mil processos na Justiça brasileira envolvendo agressões cometidas no seio familiar, o que demonstra, a seu ver, a gravidade do problema.
Desde a sanção da lei, foram abertos mais de 300 mil processos e promulgadas mais de 100 mil sentenças, com, pelo menos, 1.500 prisões.
Na opinião da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), “a violência fere os direitos da mulher, maltrata e humilha, mas, agora, ela se sentirá encorajada para denunciar todo tipo de agressão que sofrer, seja moral, corporal ou patrimonial”. “A decisão do Supremo também tem um caráter didático para o agressor, pois, quando não há punição, ele se sente livre para agredir. Mas, sabendo que pode ser punido, ele vai pensar duas vezes antes de praticar uma violência contra a mulher”, enfatiza.

