sexta-feira, 7 de abril de 2017

Quando se perde a felicidade em viver, você começa a questionar qual é o motivo da vida

A reflexão faz parte do vídeo “Eu tinha um cachorro preto”, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos materiais da campanha de alerta sobre a depressão para 2017
“Eu tinha um cachorro preto. Seu nome era Depressão. Com ele, era necessária força sobre-humana para fazer qualquer coisa. Ele adorava me acordar com pensamentos negativos e repetitivos. Ele também gostava de me lembrar o quão cansado eu estaria no dia seguinte. Eu envelhecia e o cachorro preto ficava maior, aparecendo toda hora...”
Nunca tenha medo de pedir ajuda
O parágrafo acima é um dos trechos do vídeo “Eu tinha um cachorro preto...”, com 4 minutos de duração, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos materiais da campanha de alerta sobre a depressão para 2017. De maneira muito suave e comovente, o vídeo mostra uma pessoa que está o tempo todo, 24 horas por dia, acompanhada por um “cachorro preto”, que simboliza a sua depressão.
“Quando se perde a felicidade em viver, você começa a questionar qual é o motivo da vida”, enfatiza o personagem do vídeo.
Se você está com problemas, nunca tenha medo de pedir ajuda. “Não existe vergonha alguma em fazê-lo. A única vergonha é deixar a vida passar”, completa.
Depressão: procure ajuda e você será ajudado! Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=4dwaOLeBCCg

Amor não tem raça

Projeto em Juiz de Fora (MG) levou cães para visitarem um lar de idosos, mostrando que o contato com os animais traz sensação de bem estar e ajuda a prevenir e tratar diversas doenças e transtornos
 O cão é o melhor amigo do homem”. O ditado popular mais antigo do mundo é válido em qualquer idade – principalmente, na 3ª idade.
O “Amor não tem raça”, um projeto desenvolvido pela prefeitura de Juiz de Fora (MG), levou cães para visitarem idosos que moram na Fundação João de Freitas, em fevereiro deste ano. Os cães são do Canil Municipal, que é administrado pelo Departamento de Controle Animal, e o encontro foi apoiado por um shopping da cidade.
Pet terapia
O objetivo dos organizadores é mostrar que os animais domésticos se adaptam facilmente ao ambiente e a todas as pessoas, independentemente da idade. No caso dos idosos, podem inclusive ajudar a prevenir e tratar diversas doenças e transtornos.
“O contato com os animais, a partir de 15 minutos, já libera endorfina, serotonina, que traz sensação de bem estar e isso ajuda os idosos a se sentirem melhor. São muitos benefícios que nós podemos ter com o que chamamos de ‘pet terapia’”, explicou a psicóloga Elisângela Pereira.
A presidente da fundação, Ana Maria Ribero, ressaltou o carinho entre os cães e os idosos. “O animal traz esse aconchego. Eu os vi abraçando, beijando e conversando, como se fossem pessoas, colegas. Isso eu achei muito bonito”, contou.
Assista à reportagem completa, clicando no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Dw--_ULPZwI

Betty Friedan foi um símbolo de luta pelos direitos das mulheres

Conhecida mundialmente como uma das principais arquitetas do movimento de liberação feminina do final dos anos 1960, no fim da vida, voltou-se para a discussão sobre como a sociedade trata os idosos
No mês do Dia Internacional da Mulher, celebrado em todo o mundo no dia 8 de março, não poderíamos deixar de lembrar de Betty Friedan, que se tornou conhecida mundialmente como uma das principais arquitetas do movimento de liberação feminina do final dos anos 1960.
Nascida em 4 de fevereiro de 1921, nos Estados Unidos, a escritora e pioneira feminista faleceu, em razão de um problema cardíaco, no dia de seu aniversário, em 2006, aos 85 anos.
Igualdade de oportunidades para a mulher
Seu primeiro livro, com o título “A Mística Feminina”, de 1963, é uma análise apaixonada – mas contundente e clara – das questões que afetaram as mulheres nas décadas que se seguiram a Segunda Guerra Mundial: a domesticidade forçada, as perspectivas profissionais restritas e a campanha pela legalização do aborto.
A ideia para “A Mística Feminina” surgiu de um encontro de ex-alunos do Smith College, colégio onde estudou, quando comprovou que suas antigas colegas estavam tão insatisfeitas em sua vida do lar como ela, que tinha se casado em 1947 com Carl Friedan, de quem se divorciou em 1969.
Na obra, Friedan se queixava da perda de potencial das mulheres dos EUA pela discriminação social, e denunciava que elas eram vítimas de um sistema que as forçava a encontrar satisfação pessoal de forma indireta, através do êxito de seus maridos e filhos.
“As mulheres americanas estão impedidas de crescer até atingir sua capacidade humana total. Este ‘problema sem nome’ é mais grave para a saúde física e mental de nosso país que qualquer doença conhecida”, afirmou Friedan em um dos trechos do livro.
Como a sociedade trata os idosos
Em 1966, Friedan ajudou a fundar a Organização Nacional de Mulheres (NOW, na sigla em inglês), da qual foi a primeira presidente. Em 1969, foi uma das fundadoras da Associação Nacional para a revogação das Leis do Aborto, hoje conhecida como Naral América Pró-Escolha. Em 1971, com Gloria Steinem e Bella Abzug, fundou o Organização Política de Mulheres.
Muitos dos aspectos da vida moderna que hoje parecem corriqueiros – desde os anúncios de “Procura-se Profissional”, que não especificam o sexo do profissional procurado, até a presença das mulheres na política, medicina, no clero e nas forças armadas – é consequência direta das conquistas que ela ajudou as mulheres a conseguir.
No final da década de 80, sexagenária, voltou-se para a discussão sobre como a sociedade trata os idosos. É dessa época o livro “The foutain of age” (A fonte da idade).

Não desperdice tempo com besteiras

O conselho é do belga Paulus Langerock, 103, um dos irmãos gêmeos mais velhos do mundo. Para eles, comer e beber com moderação e tomar um copo de vinho por dia estão entre os hábitos que os fazem esticar a vida
Companheiros há mais de um século, para os irmãos belgas Pieter e Paulus Langerock, o passar dos anos traz, além de mais sabedoria, a extensão de um recorde: aos 103 anos, completados em julho do ano passado, são os gêmeos mais velhos do mundo.
O recorde já havia sido registrado pelo jornal local "Le Soir" um ano antes, quando os gêmeos completaram 102 anos de idade.
Hábitos que fazem esticar a vida
Para eles, comer e beber com moderação e tomar um copo de vinho por dia estão entre os hábitos que os fazem esticar a vida.
“Não desperdice seu tempo com besteiras, não coma muito e não corra atrás de mulheres”, afirma Paulus. Outro conselho importante aos jovens que querem viver bastante é: “Casem-se com uma mulher que amem e tenham filhos”. Nenhum dos dois irmãos, no entanto, fez isto. O motivo, segundo eles, foi o fato de eles terem sempre desaprovado as potenciais parceiras um do outro.
Nascidos em 8 de julho de 1913, os gêmeos mais velhos do mundo, que atualmente vivem em um retiro para idosos na cidade de Sint-Martens-Latem, município com apenas 14 km² e pouco mais de 8 mil habitantes, na Bélgica, precisarão viver mais dois anos para bater o recorde dos irmãos norte-americanos Glen e Dale Moyer, que morreram aos 105 anos.
Nada que preocupe Paulus. Quando tinham 85 anos, foram ao médico e ele lhes disse: “Não acho que vocês viverão até os 100”. Ainda bem que o médico não acertou sua previsão.

Sem saber ler e nem escrever até os 82 anos, viúva se torna artista plástica de sucesso

Em pouco mais de dois anos, Tetê, como gosta de ser chamada, aprendeu a ler e, com mais de 150 trabalhos produzidos, já realizou exposições em cinco cidades brasileiras, vendendo seus quadros até para o exterior
A história de vida de Therezinha Brandolim de Souza, 84, parece novela de TV. Viúva e mãe de cinco filhos, até os 82 anos de idade, ela não sabia ler e nem escrever. Em pouco mais de dois anos, aprendeu a ler e, sem nenhuma experiência prévia, começou uma promissora carreira nas artes plásticas. Com mais de 150 trabalhos produzidos, Tetê, como gosta de ser chamada, já realizou exposições em cinco cidades brasileiras e vendeu quadros até para o exterior.
Não conseguia aprender a ler e escrever
Neta de imigrantes italianos, Tetê nasceu em Monte Azul Paulista, em São Paulo, e, como milhares de paulistanos no interior do Estado, trabalhou na roça e não teve chances de se alfabetizar. Em 1974, mudou-se para Ribeirão Preto, onde trabalhou como faxineira e dona de casa.
Após a aposentadoria, tentou aprender a ler, mas não teve sucesso. No total, foram dez anos de matrículas, entre 2000 e 2010, nos cursos de EJA (Educação de Jovens e Adultos). Os professores da época diziam que ela tinha algum tipo de bloqueio. “Tinha muita coisa que não tinha nada a ver comigo. Eu simplesmente não conseguia. Tentei muito, mas acabei deixando esse sonho de lado”, desabafou Tetê.
Em 2013, uma de suas filhas, Maria Zulmira, fez contato com a educadora Jany Dilourdes Nascimento, especializada no Método Paulo Freire – método que propõe a identificação das palavras-chave do vocabulário dos alunos, sugerindo situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua.
Foi com ela que Tetê finalmente conseguiu aprender a ler. E foi também com Jany que ela iniciou um caminho que não esperava seguir: as artes plásticas.
Durante uma das aulas, quando Tetê escrevia mensagens de Páscoa para familiares, Jany levou chita para fazer a decoração dos cartões. As flores recortadas que sobraram se transformaram no primeiro quadro. De lá para cá, Tetê não parou mais. “Comecei brincando e deu certo. Continuo brincando até hoje”, conta a artista.
Do Minhocão a Nova Iorque
Em pouco mais de dois anos de atividade artística, ela já produziu mais de 150 trabalhos tendo a chita como principal matéria-prima, sendo que alguns deles foram vendidos para o exterior. O mais caro custou R$ 1,5 mil. Também já grafitou no Minhocão em São Paulo e sonha em fazer um mural num grande painel, expor em muitos lugares e ir para Nova Iorque.
Questionada, Tetê deixa a modéstia de lado e acredita que outras pessoas podem seguir o exemplo dela na velhice. “Eu acho que sou exemplo sim. Acho muito bom porque, ao invés de olhar para as paredes, eu faço uma coisa. Gostaria de falar para as pessoas se animarem, fazerem qualquer trabalho. Eu acho que Deus deu a vida, então qualquer pessoa viva pode realizar o seu sonho”, enfatizou.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Receita de otimismo

Já reparou que algumas pessoas sempre enxergam o lado bom das situações enquanto outras reclamam de tudo, remoem o rancor e imaginam que o mal sempre está para acontecer? As primeiras seguem aquele ditado: “Se você tem um limão, faça uma limonada!”. O resultado desses dois comportamentos se reflete no dia a dia: o otimista procura sempre encontrar soluções, perspectivas, abrir horizontes, enquanto o pessimista vive no maior baixo astral.
2016 carrega uma série de prognósticos preocupantes, mas parte dos brasileiros tem boas expectativas. Basta checar os números recém-divulgados do Barômetro Global de Otimismo, uma pesquisa mundial que mede a presença desse sentimento pelo mundo. Para constatar que a onda “pra frente Brasil” ainda toma conta do país, 50% da população acredita que 2016 será melhor que 2015.
E então, como enfrentar adversidades e contratempos? A receita para superar os desafios pode ser levar a vida com mais otimismo e bom humor. Embora pareça difícil, manter uma atitude positiva pode ajudá-lo a alcançar um melhor desempenho, seja no trabalho ou na vida pessoal.
Apesar do cenário pessimista no mercado de trabalho, Guilherme de Almeida, da UP Lins, não perdeu a esperança e foi em busca do seu primeiro emprego. “Nunca havia trabalhado com carteira assinada e não tinha experiência. Mesmo em épocas difíceis, sempre existem as oportunidades. O esforço, o comprometimento e a persistência fazem a diferença para quem está procurando uma vaga”, aconselha.
Se não acreditasse em um mundo melhor, a “otimista social”, Grazielle Ramos, da UP Lins, teria abandonado os ensinamentos transmitidos pela família em ajudar as pessoas por meio de ações sociais. “Servir ao próximo é uma questão de amor à vida. É gratificante quando consigo impactar positivamente a vida de uma pessoa. Pode parecer utópico, mas, se estudos mostram a influência do otimismo de um povo na recuperação econômica do país, por que esse mesmo fator não poderia reduzir a desigualdade social?”.
E os impactos do otimismo, comprova a ciência, vão além de acreditar no amanhã. Ele aumenta a autoestima, facilita os relacionamentos e faz bem à saúde. Mas calma lá: não se trata de cruzar os dedos e esperar que tudo aconteça. É preciso agir.
Mirtha Guzmán, da UP Paraguai, preocupada com o futuro do planeta, arregaçou as mangas e se comprometeu com a sustentabilidade. “Reciclar, transformar, economizar, são atitudes essenciais para vivermos em um mundo melhor, com mais qualidade de vida. Mudar a sociedade é muito dificil, mas é preciso insistir na preservação do meio ambiente.”
E você, o que faz para praticar o otimismo no dia a dia? Que tal refletir um pouco, pensar em mais coisas que você pode fazer ou mudar e começar a colocar em prática? Não espere a mudança do outro: seja você a mudança!



Ser solidário faz bem

O que você faz bem pode fazer bem a alguém. Esse é o espírito do trabalho voluntário, que significa colocar à disposição da sociedade um talento nosso. Mas essa história, que já seria bonita se terminasse aí, vai além: as pessoas que atuam como voluntárias vivem em média quatro anos mais, segundo estudo da Universidade de Michigan (EUA). Comprometidos e dedicados, os novos membros do Projeto Motivar promoverão durante o ano ações internas e externas que contribuem com uma comunidade mais humana, participativa e cidadã.    

Que tal fazer diferente?

Segunda-feira é o dia internacional para fazer tudo diferente (ou pelo menos prometer isso). Admita: quantas vezes você não jurou que iria começar uma dieta, progredir nos estudos ou cumprir uma meta?
Aproveite não só o início da semana, mas todos os dias e traga perguntas para o seu departamento. Será que aquela falha teria sido evitada se eu tivesse me esforçado mais? Ou poderia ter resolvido aquele problema se houvesse planejamento?
Pequenas ideias se transformam em grandes ações capazes de transformar o seu ambiente de trabalho. Afinal, não dá para esperar resultados diferentes fazendo tudo sempre igual, concorda?
Prepare-se para o novo semestre do PPLR e faça sua parte! Afinal, o resultado depende do empenho de todos.

Xô mosquito

Após a epidemia de dengue, está aberta a guerra contra as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypt

Primeiro foi a febre amarela, que matou milhares de brasileiros em epidemias no passado. Depois a dengue que, de acordo com o Ministério da Saúde, só em 2015 afetou mais de 1,5 milhão de pessoas no país e 400 milhões no mundo. Recentemente, duas outras doenças se uniram à lista: chikungunya e zika.
Fabiano Colucci, da UP Castanhal, teve dengue há dez anos e foi diagnosticado recentemente com a zika, doença que também é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e está associada à microcefalia. “Tive febre, manchas pelo corpo e coceira. Passei pelo médico e ele disse que era apenas uma alergia. Voltei para casa e os sintomas se agravaram. Pesquisei na internet o que poderia ser, fiz repouso e tomei os medicamentos por contra própria.”
Embora apresentem sinais clinicamente parecidos como febre, náusea, dores nas articulações e nos olhos, a médica do trabalho da UP Castanhal, Dra. Karoline Costa, esclarece que é importante não só prevenir as doenças, mas saber identificá-las. “Em casos de suspeita a pessoa deve procurar, imediatamente, por um serviço de saúde. Seja qual for o sintoma, a automedicação não é aconselhada e traz sérios riscos à saúde, podendo levar à morte.”
E, para evitar uma possível epidemia, cada pessoa precisa fazer a sua parte, promovendo uma blitz constante dentro e fora de casa. A colaboradora Elizabeth Carpine, da unidade Lins, redobrou os cuidados após o marido contrair a dengue e perceber que vizinhos armazenavam incorretamente materiais para reciclagem. “Só o esforço coletivo é capaz de combater o mosquito e evitar sua proliferação. Para se prevenir basta evitar o acúmulo de água em vasos de plantas, caixa d’água, pneus velhos, garrafas descartáveis, entre outros. São precauções que devem ser tomadas dentro do ambiente doméstico, por qualquer pessoa, e que não duram mais do que alguns minutos na semana.”

Novos aliados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em dezembro de 2015, o registro da primeira vacina contra a dengue no país. Produzida por um importante laboratório francês, o Sanofi Pasteur, a imunização previne os quatros tipos do vírus da dengue, mas não protege contra a chikungunya e zika. A vacina será administrada em três doses, com intervalos de seis meses, e é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos. O Ministério da Saúde avalia a possibilidade de agregar o produto ao sistema público ainda no primeiro semestre e distribuir até o final de 2016, em todos os estados, 500 mil testes rápidos que confirmam em vinte minutos se o paciente tem alguma das doenças. Em convênios particulares, os testes já estão na lista de procedimentos com cobertura obrigatória. 


Longevidade com qualidade de vida

Temas como ergonomia, educação financeira e motivação profissional foram abordados durante a SIPAT

Com o objetivo de promover ações preventivas e esclarecimentos voltados à prevenção de acidentes e doenças do trabalho, as unidades de Lins e Castanhal realizaram a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, com o tema “Longevidade com qualidade de vida”.
Equipes do SESI, SENAC, Corpo de Bombeiros e Unilins falaram sobre qualidade de vida, educação financeira, álcool e drogas, educação no trânsito e motivação profissional. “A SIPAT é um momento para conscientizar os funcionários quanto aos seus direitos e deveres no que se refere à Segurança no Trabalho, adotando atitudes positivas para reconhecer e corrigir riscos”, destaca o técnico em Segurança do Trabalho da UP Lins, Danilo Almeida.
Segundo o técnico, uma das principais causas dos acidentes ocupacionais é a falta de atenção. “A despreocupação do trabalhador gera consequências graves e até mesmo a morte. A unidade de Lins está há mais de 280 dias sem registro de acidentes. Isso se deve ao trabalho contínuo de conscientização e ao uso correto de EPIs para garantir o principal patrimônio de todos: a segurança.”
Os palestrantes também abordaram a importância da ergonomia no ambiente de trabalho e os problemas que o corpo pode sofrer devido à má postura. Enfermeira na unidade Castanhal, Fernanda Vasconcellos comenta que os cuidados visam uma melhor qualidade de vida, seja nas atividades desenvolvidas em casa, assim como nas que praticamos todos os dias na empresa. “As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ganharam destaque, uma vez que, segundo o Ministério da Saúde, estas têm sido as doenças ocupacionais mais comuns registradas entre os trabalhadores.”
A melhor forma de cuidar da postura é criar hábitos diários e praticá-los com consciência. Manter os utensílios ao alcance das mãos, regular a cadeira adequadamente e utilizar todo o corpo para levantar objetos foram algumas das dicas oferecidas aos colaboradores. “A atitude preventiva reduz acidentes, dores, possibilidade de erros, absenteísmo, além de aumentar o conforto e a produtividade”, orienta a enfermeira.
Durante o ano, as áreas da Medicina e Segurança do Trabalho desenvolvem atividades em prol da saúde e bem-estar.  Diariamente são realizadas sessões de ginástica laboral que duram em média 10 minutos com o apoio de educadores físicos. Os exercícios – principalmente de alongamento e relaxamento – abrangem pescoço, ombros, braços, mãos, pernas e coluna e proporcionam uma rotina de trabalho mais saudável aos colaboradores.
  
Fique sabendo 
Em 28 de abril de 1969, a explosão de uma mina nos Estados Unidos matou 78 trabalhadores. A tragédia marcou a data como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho. De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), anualmente, cerca de 270 milhões de trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho em todo o mundo. Os dados oficiais dão conta de que, no Brasil, acontecem cerca de 2400 acidentes do trabalho diariamente. São cerca de 100 por hora e 1,5 por minuto. Nas estatísticas, os homens são os mais atingidos com 73,06% dos acidentes e as mulheres representam 26,99% do total. Quanto à faixa etária, a maioria das ocorrências – cerca de 40% - acontecem entre os 20 a 29 anos.