quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Rádio Capital 1040 AM entrevista o Portal Terceira Idade


No programa “A Cara do Povo”, Anísia Spezia, uma das coordenadoras do Portal, falou sobre as campanhas de cidadania do site, entre elas, a de Cuidadores Voluntários

No último dia 2 de fevereiro, o Portal Terceira Idade foi convidado a participar de uma entrevista na Rádio Capital 1040 AM.
Anísia Spezia, 65, representou o Portal no quadro “São Paulo Cidadão” do programa “A Cara do Povo”, cuja audiência chega a 140 mil ouvintes por minuto, a maior no horário. O programa, que vai ao ar, ao vivo, todas as manhãs de sábado, das 10 às 12 horas, é apresentado por Andrea Matarazzo e Luis Ribeiro.
Na entrevista, Anísia falou sobre as campanhas que o Portal vem desenvolvendo em seus 7 anos no ar: “Empregue um Idoso!”, “Diga Não à Violência Contra o Idoso!”, “Envelhecer com Saúde e Prazer: Um Direito de Todos!” e, principalmente, a campanha de Cuidadores Voluntários, da qual ela é fundadora e coordenadora geral há mais de 4 anos.
“No caso de contratar um cuidador, profissional ou voluntário, é necessário obter referências, entrevistá-lo para verificar se ele – ou ela – tem perfil de cuidador, se tem paciência, enfim, se a pessoa conseguirá mesmo se dedicar ao idoso. Porque o idoso, principalmente o que estiver acamado ou acometido do Mal de Alzheimer, geralmente não reclama do tratamento. É preciso ficar bem atento”, advertiu Anísia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela que idosos estão viajando mais

No entanto, calçadas irregulares, a altura dos degraus nos ônibus e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes dos entrevistados

Uma pesquisa revela que 58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo país (veja vídeo ao lado). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada, Leontina Carvalho, de 80 anos.
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.

Obstáculos
No entanto, o desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.
Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.

Escritora faz doação para campanha do Portal contra a violência ao idoso

Autora de “Estudos sobre a Maturidade” doa parte da renda obtida com a venda do seu livro para o Portal. Comprando o livro, você estará colaborando com a campanha do Portal

Dados divulgados no último dia 10 de janeiro pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostram que denúncias de de abusos contra idosos aumentaram 199% em 2012 em relação ao mesmo período de 2011.
Preocupada com a violência que ainda é praticada contra a pessoa idosa no Brasil, a escritora Aída Gliksman de Shor (foto), que acaba de lançar seu mais recente livro, intitulado “Estudos sobre a Maturidade”, passou a apoiar a Campanha “Diga não à violência contra o idoso – Denuncie!”, do Portal Terceira Idade.
A autora está doando parte da renda obtida com a venda dos primeiros dois mil exemplares do livro para o Portal. 
Desde a sua criação, a campanha recebe centenas de denúncias enviadas pelos internautas do Portal – que podem ser anônimas –, relatando abusos contra idosos em todo o Brasil, muitas vezes praticadas por pessoas ligadas à própria família.

Sobre o livro
Além da função educativa e esclarecedora, “Estudos sobre a Maturidade” apresenta ao leitor uma ampla diretriz sobre como se preparar para a terceira idade nos dia de hoje. Aspecto ignorado por muitos no Brasil, a prevenção adulta nos alerta sobre a questão de como queremos ser e estar nos próximos anos, diante de uma expectativa de vida cada vez mais longa, adquirida graças aos recursos da medicina, informação e estilo de vida atual.

Mercado Livre apóia a campanha do Portal
Desde agosto do ano passado, o Portal Terceira Idade passou a fazer parte do grupo de ONGs parceiras do Mercado Solidário, projeto de Responsabilidade Social do Mercado Livre, 10º site de comércio eletrônico mais acessado do mundo e líder no varejo online na América Latina*, com mais de 77 milhões de usuários cadastrados.
Desse modo, o Portal passa a oferecer um meio fácil e seguro para a venda dos livros aos seus internautas. Veja, no final da matéria, como acessar a página do livro “Estudos sobre a Maturidade” no Mercado Solidário.

Entrevista
Em entrevista exclusiva ao Portal, a autora conta o que a levou a escrever o livro e como ela se sentiu durante o processo de criação:

Portal Terceira Idade: Porque a Sra. escolheu esse tema para editar o seu primeiro livro?
Aída Gliksman de Shore: No final de 1992, eu quis trazer para São Paulo a ideia de uma universidade para a 3ª idade, mas com cursos de graduação. Nessa época, quando despontavam os primeiros cursos de “Universidade Aberta para a Terceira Idade” promovidos pelas universidades paulistas, iniciei as pesquisas sobre a educação continuada em outros países, mas, depois de algum tempo, arquivei o projeto por falta de apoio. Naquela época, não havia visão e compreensão do que isso representaria hoje.
No início de 2011, conversando com a minha editora, falei sobre as pesquisas sobre a maturidade que havia guardado. Ela quis ver e me incentivou a publicar o livro.
Portal: Como a Sra. se sentiu durante o processo de criação e quais foram as suas dificuldades?
Aída Shor: O meu desejo era ajudar os meus contemporâneos a terem uma vida produtiva, a realizarem seus objetivos pessoais. Muitas pessoas isolam-se depois de certa idade, sentem-se desajustados, ainda têm sonhos, mas não vêem meios de alcançá-los. Sinto que, como eu, muitos idosos gostariam de dar vazão ao seu potencial criativo e intelectual.
Portal: Depois de toda essa pesquisa, quais são as perguntas que ficaram sem respostas?
Aída Shor: A principal é por que, quando somos mais jovens, sempre achamos que a velhice não nos atinge? E por que, apesar de todas as estatísticas que mostram o envelhecimento da população mundial e de todas as perspectivas de uma população madura e ativa num futuro próximo, ainda há que se procurar quem se interesse em promover iniciativas que preparem o terreno para esse novo momento? Será que conseguiremos a atenção da sociedade para esse novo mundo maduro e experiente, que ainda pode produzir, mas que também requer cuidados especiais como a acessibilidade e carga horária diferenciada, por exemplo?
Portal: Após todo o seu estudo, qual o recado que a Sra. daria para o idoso de hoje?
Aída Shor: Nunca se isole. Procure sempre um meio para fazer o que sente que deve fazer. Aquilo que deixou de fazer antes – porque estava cuidando da família ou por qualquer outro motivo – poderá ser feito hoje, agora. Vá em frente, busque a realização de seus próprios sonhos, mesmo que adaptados para o momento atual.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Outubro Rosa busca conscientizar população, empresas e entidades sobre prevenção do câncer de mama


O movimento, que dura o mês inteiro, alerta sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que deve atingir mais de 52 mil pessoas este ano
               
Dados recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontam que o Brasil será responsável por 52.680 novos casos de câncer de mama até o fim do ano – 3.400 a mais do que dois anos atrás.
Com o objetivo de conscientizar e combater este tipo de câncer, o movimento popular conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.
O movimento, que dura o mês inteiro, busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.
Segundo o mastologista Dr. José Roberto Filassi, coordenador de mastologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), uma das razões para o aumento da incidência de câncer de mama nos últimos anos é que as mulheres engravidam mais tarde e amamentam menos. “Além disso, tendem a ter maior índice de obesidade, ingerem mais bebida alcoólica e consomem mais alimentos industrializados”, completa.
O médico também destaca que existem os fatores de risco ligados a aspectos hormonais, genéticos e idade. “Vale lembrar que histórico familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, pode indicar predisposição genética”, comenta.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, em parte porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Em 2010, a doença foi responsável por 12.852 mortes, sendo 12.705 mulheres e 147 homens, que também podem ser surpreendidos pela doença. Especialistas alertam que quando mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de cura.
Mundo rosa
Algumas das principais cidades do Brasil e do mundo estão participando da campanha do câncer de mama, iluminando seus principais edifícios e monumentos históricos com luz rosa.
Em Londres, o Palácio de Buckingham, a Coluna de Nelson, a Torre 42, o HMS Belfast, o Somerset House, o Edifício Blue Fin e a Heron Tower foram banhados com o brilho rosado para aderir à campanha.
As cidades de Nova York e Tóquio também participam da campanha com os seus edifícios Empire State Building e a Torre de Tóquio.
No Brasil, monumentos e edifícios como o Congresso Nacional, em Brasília, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o MASP (Museu de Arte de São Paulo) receberam neste mês uma iluminação especial em comemoração ao Outubro Rosa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Casa para idosos carentes foi construída com prêmio de loteria

Há 59 anos, Álvaro Cardozo ganhou, sozinho, o 1º prêmio e usou todo o dinheiro para realizar o sonho de sua esposa
O que você faria se ganhasse sozinho o 1º prêmio na loteria? A maioria das pessoas compraria a tão sonhada casa própria, carro, mobília e muitas roupas novas, uma viagem ao redor do mundo, e, talvez, dividir um pouco com a família e, quem sabe, com alguns amigos...
Há 59 anos, um senhor, em Guarulhos, cidade próxima à São Paulo, teve essa oportunidade. Mas fez algo bem diferente.
Álvaro de Azambuja Cardozo, conhecido pelos amigos como Capitão Cardozo, e sua esposa Alice, formavam um casal com fortes e sinceros ideais de amor e fraternidade. Seu maior sonho era montar uma instituição de caridade onde pudessem abrigar idosos. “No Brasil, as pessoas preferem ajudar crianças. Pouco se faz para ajudar os idosos carentes, que muitas vezes são abandonados pelas próprias famílias e vivem nas ruas”, afirmava Alice.
Como eles não possuíam condições financeiras para tal empreendimento, guardaram o seu sonho. Os anos se passaram e Dona Alice morreu ainda jovem, sem realizar seu sonho.
Contudo, em 1952, Cardozo foi surpreendido pelo destino. Ele foi premiado, sozinho, com o 1º prêmio da Loteria Federal. No ano seguinte, com o dinheiro da premiação, ele adquiriu um terreno arborizado, com aproximadamente 30.000 m², junto à Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, e deu início à construção da “Casa dos Velhos Irmã Alice”, em homenagem à sua amada esposa. Os primeiros aposentos levantados já abrigaram, de imediato, alguns idosos carentes, que passaram a usufruir da solidariedade a que se propunha a casa.
As lutas de Álvaro para a concretização do seu intento duraram todos os dias de sua vida, desde a data da construção da primeira edificação. Ele dedicou não somente dinheiro, mas toda sua vida para sua casa de caridade. Optou por morar na instituição e abraçou a causa com toda sua alma e disposição até o dia 20 de março de 1970, data em que faleceu.
Hoje, a casa oferece 4 pavilhões de alojamento mobiliados para terceira idade, cozinha industrial, refeitório e lavanderia industrial, todos recém reformados. Os residentes também têm à sua disposição: salão de festa, sala de televisão, biblioteca, ambulatório médico, sala de fisioterapia e espaço para jogos. A equipe de funcionários conta com uma médica geriatra, enfermeira, técnicas de enfermagem e nutricionista.
“Desde o início, a manutenção da ‘Casa dos Velhos Irmã Alice’ é feita por meio de doações feitas por pessoas físicas e algumas empresas sensíveis à causa. Apesar das dificuldades inerentes à filantropia, a instituição abriga, em média, 30 idosos carentes, sem família ou sem relação normal com familiares próximos, sem bens, sem renda e que aqui são tratados de forma fraterna, carinhosa e amorosa, como sonhavam o Capitão Cardozo e sua esposa Alice. Nos últimos anos, tivemos uma importante queda nas doações, o que pode inviabilizar a continuidade das nossas atividades de caridade”, explica Claudia Ribeiro do Valle Armond, uma das voluntárias da casa.
 A “Casa dos Velhos Irmã Alice” precisa de ajuda. Pessoas físicas ou empresários podem fazer sua doação em dinheiro, roupas ou quaisquer utensílios que possam ajudar no dia a dia desses nossos amigos carentes, sem família, sem bens e sem renda, que são tratados com muito amor e respeito. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Aumento da longevidade na terceira idade não é privilégio só dos humanos


Com 23 anos, a cadela inglesa Lulu é uma das mais velhas do mundo. Como cada ano dos cães equivale a sete dos nossos, sua idade equivale a 161 anos
Com os avanços da medicina e da qualidade de vida no século passado, a expectativa de vida aumentou muito, tornando comum notícias sobre pessoas que facilmente chegam aos 100 anos e, em muitos casos, bem além disso.
Mas o aumento da longevidade na terceira idade não é privilégio só dos humanos. Nossos eternos e fieis amigos, os cães, também estão passando dos 100 anos.
Com 23 anos, Lulu (foto), da raça Beagle, é um dos cães mais velhos do mundo. Como cada ano dos cães equivale a sete dos nossos, Lulu tem a idade equivalente a 161 anos.
A simpática cadelinha vive com seu dono, Travis Buckley, em Longford, na cidade de Coventry, Inglaterra. Buckley ganhou a mascote de sua filha em 1989. Na época, a cadela tinha apenas seis semanas de idade.
Em declarações ao jornal inglês The Sun, Buckley, de 62 anos, acredita que a fórmula da longevidade de sua cadelinha pode ser explicada pelo hábito de acompanhá-lo fielmente ao pub que ele frequenta.
“Ela tem o hábito de passear ao invés de querer voltar para casa. Ela vem e senta-se no canto do bar esperando por mim. Todos a adoram”, explica Buckley, enquanto a Beagle ganha chamegos e bajulações de quem passa pelo bar.
Na festa de aniversário de seus 21 anos (foto), Lulu, já surda, praticamente cega e andando com dificuldade, ganhou um bolo e muito carinho de Buckley e sua esposa Susan Parybus, de 56 anos.
Ainda não foi criada a fórmula da longevidade, mas, com certeza, o exemplo de Lulu nos mostra que amizade e carinho são alguns de seus ingredientes principais.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Feito cão e gato


Existem pessoas que adoram animais, já possuem os seus bichos de estimação, mas gostariam de ajudar de alguma forma cães e gatos que não têm lar. "Adoção consciente é a solução contra o abandono de animais". Esse é o lema do Refúgio Pet, uma ONG (organização não-governamental) de Lins que tem como missão encontrar um novo lar para animais vítimas de abandono ou maus tratos.  
A idéia de montar a ONG surgiu de uma conversa entre a Presidente Denise Lima com amigos pessoais e um grupo que faz parte de uma rede social em março de 2012. “Precisávamos de dinheiro para manter esses primeiros animais e começamos a arrecadar dinheiro com uma rifa de uma cesta de Páscoa. A partir daí chegaram mais pessoas que abraçaram a causa e juntos organizamos a ONG Refúgio Pet”, esclarece. 
Mesmo sem nenhum preparo ou infra-estrutura adequada, os voluntários não conseguiram “fechar os olhos” para o problema. “Quando via que ninguém ia assumir o compromisso com os animais, não consegui ficar sem fazer nada”, explica Denise. Hoje, a ONG conta com uma equipe de 15 sócios ativos que colaboram financeiramente, divulgam o trabalho, oferecem um lar temporário, encontram mais voluntários, realizam o acompanhamento das adoções, além dos veterinários parceiros que realizam todo o tratamento necessário para os animais.
Desde março, foram mais de 60 animais resgatados das ruas. Todos que chegam são cuidados, vacinados e encaminhados para adoção. Mais de 30 já encontraram um novo lar, outros estão em lares temporários, alguns em tratamento, e outros já disponíveis para serem adotados.
O principal objetivo da ONG é recuperar o animal para reinserção em outro lar. Para isso, os cães recebem o tratamento necessário até estarem aptos para a adoção. O problema é que muitas vezes o tratamento pode demorar como foi o caso do gato Timóteo que, ao ser resgatado pela entidade, estava debilitado e com problemas na pele e pêlo, resultado do abandono.
Segundo Denise, alguns animais resgatados passaram por situações extremas de sobrevivência. Tufão, por exemplo, foi encontrado amarrado com arame com parte do pescoço cortado. Ao ser encontrado, o cachorro foi tratado e acabou vencendo a promoção Special Book como o cachorro mais bonito, após concorrer com outros animais que postaram e compartilharam fotos no Facebook.
Mas não são apenas histórias tristes que podem ser presenciadas no Refúgio Pet.  Há também feiras de adoções, como as que aconteceram no dia 3 de junho e 5 de agosto no estacionamento do Amigão Supermercado em Lins. O resultado dessa mobilização que envolveu centenas de pessoas foi cumprido: encontrar um lar para todos os animais que foram recolhidos das ruas pela ONG. O evento contou com veterinários e visitantes que se emocionaram e acabaram se responsabilizando em adotar um pet.
Para formalizar a adoção, o interessado tem de assinar um termo no qual se compromete a cuidar do animal. Depois da adoção, a ONG mantém contato com os donos para fazer monitoramento, visitas e constatar se não há ocorrência de maus tratos.
O próximo passo do projeto será a construção de um gatil e canil. Quem quiser colaborar, se tornar sócio ou voluntário, pode entrar em contato pelos telefones: (14) 9731-3200 ou 3025-4911, ou pela página http://www.facebook.com/refugiopet.lins.
Mas antes de adotar um animal, tenha certeza de que:
· Sua casa ou apartamento tem espaço suficiente para a espécie escolhida: informe-se sobre suas características e necessidades;
· Você está realmente disposto a cuidar dele por toda a vida. Cães e gatos vivem em média de 12 anos. Pergunte a toda família se estão de acordo em receber o novo integrante e se verifique se nas suas férias e períodos de ausência haverá pessoas para cuidar dele;
· Você está disposto a arcar com as despesas de um animal. Além de amor, alimentação e abrigo, ele vai precisar eventualmente de cuidados veterinários e remédios;
· Você deverá reservar uma parte de seu tempo para dar atenção e carinho, além de dar banho e escová-lo regularmente;
· Se você mora em apartamento ou numa casa com um pátio pequeno, analise se você terá tempo e disponibilidade para passear com ele. Animais necessitam de exercício físico com regularidade;
· Ele não ficará sozinho em casa por longos períodos. Cães deixados presos latem, choram, ficam estressados e, com isso, acabam “aprontando” para se distrair.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Hiroshi Hoketsu, 71 anos, é o mais velho atleta da Olimpíada de 2012


O recorde de idade no evento ainda pertence ao atirador sueco Oscar Swahn, que competiu nos Jogos de 1920 em Antuérpia, na Bélgica, com 72 anos

Desde os primeiros Jogos Olímpicos, realizados em Olímpia, na Grécia, do século VIII a.C. ao século V d.C., a imagem que temos dos atletas participantes é de pessoas bem treinadas nas modalidades esportivas que irão competir e, principalmente... jovens.
Mas, de lá para cá, muita coisa mudou, e o perfil dos competidores nas Olimpíadas, também, conforme o mundo todo pôde constatar no último dia 2 de Agosto, em Londres, após a disputa da primeira etapa da prova do adestramento de cavalo – uma modalidade mais clássica das que fazem parte do hipismo em Jogos –, realizada pelo japonês Hiroshi Hoketsu, 71 anos, o mais velho atleta da Olimpíada de 2012.
Hoketsu registrou a pontuação de 68.739 e teve o oitavo melhor desempenho entre os 13 competidores que se apresentaram na manhã daquele dia, em Greenwich. No entanto, muito exigente consigo mesmo, Hoketsu deixou a arena irritado com as falhas na apresentação, apontado os equívocos de desempenho na companhia da égua Whisper. “Cometi dois ou três erros que não deveria cometer”, comentou.
Jogos de Tóquio de 1964
O cavaleiro japonês estreou em Olimpíadas há quase cinco décadas, com apenas 23 anos, nos Jogos de Tóquio de 1964. Com a 40ª colocação, entendeu na época que sua missão no esporte estava cumprida.
Mas, depois de um longo período de inatividade, Hoketsu voltou a se dedicar ao esporte em 2003, ao se aposentar da função de presidente de uma companhia farmacêutica. Neste ano, resolveu se mudar sozinho para a Alemanha, deixando mulher e filha no Japão, para poder se dedicar exclusivamente aos treinamentos.
Mais de quarenta anos depois o cavaleiro voltou a disputar os jogos em 2008 em Pequim, com a 35ª posição geral. Agora, em Londres, faz sua despedida como segundo atleta mais velho da história das Olimpíadas.
Ao ser questionado sua motivação para seguir competindo já como setentão, Hiroshi afirmou que prefere “estar sentado em um cavalo do que sentado em uma cadeira em casa”.
Jogos do Rio de Janeiro 2016
Desapontado com a notícia de que sua égua, Whisper, irá se aposentar do mundo da competição este ano, Hoketsu descarta a possibilidade de participar dos Jogos do Rio de Janeiro em 2016. “Enquanto tiver motivação, vou competir. Mas não devo ir ao Brasil, será difícil achar um outro cavalo apropriado", comentou.
O recorde de idade nas Olimpíadas ainda pertence ao atirador sueco Oscar Swahn, que competiu nos Jogos de 1920 em Antuérpia, na Bélgica, com 72 anos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Velhice


Crônica do amigo radialista e escritor linense, Cilmar Machado do Santos.
Homenagem à terceira idade e também aos nossos parceiros do Portal da Terceira Idade!

                Há certos vocábulos em nossa língua que tendem a desparecer pelo desuso. A VELHICE é uma dessas palavras. Hoje, o máximo que se admite para alguém com muitos anos é ser chamado de idoso ou idosa. Mas, como na matemática, a ordem dos fatores não altera o produto final, todos os que atravessam a famigerada casa dos ENTA, são idosos e ponto final.
                Uma amiga minha, após tornar-se sessentona, inconformada com tal situação, desabafou num divertido E-mail, chegando a afirmar que devemos aceitar a velhice recusando as metáforas que nos impingem: ¨ terceira idade ¨, ¨ idade de ouro ¨ melhor idade ¨ e muitas outras mais. Segundo ela, ¨ ser velha não é crime, é apenas constrangedor ¨, sendo a velhice, ¨ a última sacanagem que a Natureza comete contra nós. ¨ De característica dinâmica e empreendedora, mesmo após aposentar-se na direção de uma respeitada multinacional, essa minha amiga passou a frequentar um dos chamados grupos da 3ª Idade e, em pouco tempo, constatou que o problema do idoso não é tanto saber de seus direitos e sim como comportar-se para dar menos trabalho aos seus familiares e amigos. Observadora arguta, minha amiga chegou a elaborar algumas normas de conduta para as idosas:
1)      Viva com inteligência o tempo de vida útil que lhe resta. Viva a sua vida, não a dos seus filhos, netos e/ou marido. Tenha seus próprios interesses e projetos.. Ainda se tem direito aos sonhos. Aliás, em breve teremos direito só aos sonhos;
2)      Coma menos, beba menos e fale menos. Velhas magras, sóbrias e contemplativas são menos doentes e chatas;
3)      Poupe seus familiares e amigos (para aquelas que ainda têm alguns) de conversas sobre o passado, doenças e dinheiro. Estes assuntos devem ser tratados, só e somente só, com seu psicoterapeuta. Em caso de emergência, a exceção é aquela sua amiga que já teve dois AVCS e não tem condições de reagir;
4)      Não aborreça ninguém com os relatórios de suas viagens. As viagens de velhas são interessantes só pra elas mesmas. Aprenda a ser concisa, comente apenas o destino e a duração da viagem. Se por algum milagre, alguém perguntar mais alguma coisa, procure responder com monossílabos;
5)      Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Velhas tristes são chatíssimas. Velhas alegres demais, mais ainda. Não se ofereça para ir a carnaval fora de época com seus sobrinhos. Fora de época, é você. Não tenha certeza de que vai ser uma companhia agradável em acampamentos e shows de rock. Um ataque cardíaco pode acabar com a festa de todo mundo;
6)      Escolha um bom médico. Ele, sim, vai ser seu pai, irmão, marido e amigo querido. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que velha metida a curandeira.
E, por último:
        Pense muitas vezes antes de se aposentar. Trabalhar tem muitas vantagens, além do dinheiro. A principal delas é para sua família, pois serão seus colegas de trabalho que vão ter que lhe aguentar a maior parte do tempo.
                Há outros sábios conselhos de minha amiga sessentona que não concebe que às idosas sejam aceitas apenas atividades como: cuidar da horta, do jardim ou mesmo trabalhar para a caridade. Também os homens precisam fugir do estereótipo de que ¨ velho só serve para jogar damas, bingo e dançar forró.  ¨ Aleluia! Há uma luz no final do túnel!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Campanha “Empregue um Idoso!”


Participe da campanha do Portal e conheça mais sobre o benefício fiscal do selo “Empresa Amiga da 3ª Idade – Responsabilidade Sócio-Ambiental”
Aproximadamente 12 milhões de brasileiros da 3ª idade de norte a sul do país, além de vários países de língua portuguesa, visitam mensalmente mais de 2 milhões de páginas do Portal, tornando-o, segundo a Microsoft Comunidades Brasil, principal referência no assunto terceira idade no Brasil.
No ar desde janeiro de 2006, o Portal alcançou o 1º lugar no Google em fevereiro de 2007, mantendo essa posição no ranking até hoje.

Mural de Empregos do Portal

Dentre os vários canais de informação e cultura oferecidos pelo Portal, um dos que mais tem se destacado é o Mural de Empregos do Portal, onde mais de 1000 idosos já postaram anúncios oferecendo-se para trabalhar em várias áreas de atuação: de motoristas e secretárias a professores e advogados.
Uma pesquisa realizada pelo Portal destacou que os perfis profissionais enviados ao Mural de Empregos são em sua maioria de internautas de 3ª idade que aspiram por um posto no mercado de trabalho com muito profissionalismo, responsabilidade e muita boa vontade.
Sabemos, também, que o mercado de trabalho para esta faixa etária é muito pequeno.

Empresa Amiga da 3ª Idade: Empregue um Idoso!

O Portal Terceira Idade lança, então, a Campanha “Empregue um Idoso!”. Empregando um idoso, sua empresa poderá tornar-se parceira do Portal e usar o selo “Empresa Amiga da 3ª Idade – Responsabilidade Sócio-Ambiental” (figura ao lado). Por ser desenvolvido e mantido por uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos, a Associação Cultural Cidadão Brasil, fundada em 1984, os parceiros do Portal desfrutam de incentivo fiscal oferecido pela Lei 9.249/95 (artigo 13, parágrafo 2o), que permite deduzir até 2% do imposto de renda do investimento aplicado.