segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lei Maria da Penha beneficia idoso que sofria agressões de um jovem de 21 anos de idade

O caso ocorrido em Planaltina, no interior de Goiás, cria um precedente para que a lei, criada para coibir agressões contra as mulheres, possa ser usada, também, para proteger homens

Há pouco mais de cinco anos, foi criada uma lei no Brasil que cria mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens, no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.

O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não têm nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há três anos, de favor, na casa do idoso.

Com base no Estatuto do Idoso, no último dia 9 de fevereiro, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.

O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. A decisão pode abrir precedentes para outros casos.

Com o objetivo de ampliar a aplicação da Lei Maria da Penha - Lei 11.340, criada em agosto de 2006, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, no último dia 10 de fevereiro, que permite à lei enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.

“É uma grande conquista”, afirmou a conselheira da OAB (Organização dos Advogados do Brasil) e do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, a advogada Marília Gallo. Ela lembrou haver mais de 33 mil processos na Justiça brasileira envolvendo agressões cometidas no seio familiar, o que demonstra, a seu ver, a gravidade do problema.

Desde a sanção da lei, foram abertos mais de 300 mil processos e promulgadas mais de 100 mil sentenças, com, pelo menos, 1.500 prisões.

Na opinião da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), “a violência fere os direitos da mulher, maltrata e humilha, mas, agora, ela se sentirá encorajada para denunciar todo tipo de agressão que sofrer, seja moral, corporal ou patrimonial”. “A decisão do Supremo também tem um caráter didático para o agressor, pois, quando não há punição, ele se sente livre para agredir. Mas, sabendo que pode ser punido, ele vai pensar duas vezes antes de praticar uma violência contra a mulher”, enfatiza.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cilmar Machado


Quem já não passou horas e horas ouvindo programas de rádio enquanto executava tarefas cotidianas? Quem não já se pegou dando asas à imaginação durante uma história contada no rádio ou respondendo as perguntas feitas pelo locutor? Radialista há mais de 50 anos e proprietário da Rádio Alvorada, Cilmar Machado dos Santos nos conta um pouco sobre a sua vida pessoal e profissional. Confira:

Há quem diga que ele já faz parte do dia a dia, como se fosse parte da família. Com apenas um bom dia, ele entra sem pedir licença e permanece em sua casa. Quando você vê, ele está lá, todos os dias, há muitos anos. Um dia sem ouvi-lo é como um dia sem sorrisos. Ele dá conselhos. Fala sobre horóscopo. Fofoca. Toca as suas músicas preferidas. E sempre tem uma palavra de afeto ou consolo na ponta da língua. Desde 1982 ele se apresenta diariamente como Cilmar Machado em um programa de variedades. Cilmar é radialista desde os 17 anos. Nascido em Garça em 28 de julho de 1941 veio para Lins com os pais aos seis anos de idade. Sem influência direta de comunicadores na família, Cilmar descobriu o seu talento muito cedo. Desde pequeno andava pela cidade ajudando profissionais em propagandas de rádios e igrejas. Foi então que se tornou conhecido e começou a trabalhar em 1958 na Rádio Clube de Lins. De lá para cá não parou mais.

Hoje, com os seus bem dispostos 70 anos, ele continua diariamente com o “Bom dia amigos” todas as manhãs. São oficialmente 53 anos no ar. Já passou por todas as bodas existentes na profissão, até a de ouro. Cilmar tem experiência e amor pelo o que faz. Trabalhando na rádio Clube, Cilmar dividia o seu tempo entre locutor e apresentador de shows pelo Brasil afora. Chegou a morar em São Paulo em 1964 para trabalhar na rádio CBN como é conhecida atualmente. Silvio Santos, Hebe Camargo, Chacrinha e grandes nomes da música da época eram alguns dos seus companheiros de trabalho. Mas Cilmar gosta mesmo do interior. Resolveu voltar e cursar serviço social. Terminando a faculdade e ainda trabalhando como locutor, o radialista decidiu que era hora do seu sonho virar realidade. Em 1967, ao lado do seu irmão Sid, Cilmar passou a ser sócio e proprietário de uma grande rádio que estava desativada, a Rádio Piratininga.

Em 1973, no mesmo ano em que se casou, a rádio Piratininga mudou de local e passou a se chamar Rádio Alvorada. Em sua grade há uma variedade de programas onde os ouvintes participam e podem reclamar do que estão insatisfeitos: política, economia, esporte, amizade, até amor. Tem também o “troca-troca”, um espaço destinado à troca e venda de todos os tipos de objetos. Tem religião. Tem transmissão de jogos. Tem espaço para você pedir o que gosta de ouvir.

Ser radialista é mais do que um talento e uma profissão. É amor para toda vida. Cilmar nunca exerceu o curso que fez, mas garante que foi uma boa escolha. Cilmar é apaixonado pelas pessoas, pela energia e emoção que elas transmitem para o próximo.

Pela força política da época e por uma pressão da sociedade, Cilmar foi prefeito em Lins pelo antigo partido PL (Partido Liberal), do período de 1989 a 1992. Conta que seu mandato não foi nada fácil. Havia muita coisa para ser colocada em seu devido lugar. Antes de ser político, Cilmar era membro de um grupo que trouxe escolas de ensino superior para Lins. A construção de centenas de casas, novas escolas municipais, a inauguração da Delegacia de Defesa da Mulher e a criação do Conselho Municipal de Saúde foram os principais feitos desses quatro anos no poder municipal.

Cilmar é indiferente em relação à política. Depois de 1992 nunca mais se envolveu com isso. Foi uma boa experiência. Mas única. Crê que as ideias precisam ser renovadas e novos projetos criados por políticos diferentes.

Seu destino sempre foi o rádio. Tinha certeza de que não conseguiria ficar longe do meio mais antigo de comunicação. Atualmente o radialista permanece pouco na Rádio Alvorada. Seu filho Silmar Silva Santos (radialista há 14 anos) formado em jornalismo, sua esposa Kellen Patrícia Rodrigues, Jardel Silva Santos advogado e Guilherme Silva Santos administrador, tomam conta da parte burocrática da empresa da família. Sua esposa, Sonia Silva Santos, 62 anos, professora aposentada, passa os dias com o marido desfrutando o que a idade e o conforto lhes oferecem. Cilmar conquistou tudo com o seu trabalho. E está passando isso para os filhos. Está no sangue. Cilmar não pensa em deixar apenas na memória ou aposentar o dom que lhe foi dado. Tornou-se um vício, que cultivado virou paixão.

Cilmar também é adepto das redes sociais: passou a fazer parte dos meios de comunicação da internet, e perde pelo menos algumas horas do dia se comunicando com os amigos. Desde 2007, Cilmar também escreve crônicas para o Jornal Debate. Já são 276 contos imaginários, políticos, amorosos e muito curiosos.

Cilmar deseja que as rádios, inclusive as AM continuem sobrevivendo no Brasil, mesmo que seja apenas de publicidade e de ouvintes fiéis. É amor verdadeiro que não vai morrer jamais. E que nunca vai sair de dentro do peito dele.

Terceira idade volta às aulas em 2012

Geraldo Silva de Souza, 65 (foto), teve uma infância parecida com a de muitas crianças brasileiras. Nascido em Jequié, na Bahia, de umafamília de lavradores, não conheceu seus pais, que perdeu muito cedo. “Não tive pai nem mãe. Uma avó analfabeta me criou. Naquela época se apanhava na escola e de palmatória”, comenta.

Fugiu da escola cedo, talvez por medo de levar uma surra prometida pela avó pelas suas traquinagens. “Ela percebeu que eu tinha fugido por medo da surra e me perdoou. Mas acabei não voltando pra escola”, completa.

Aos 15 anos foi para São Paulo onde exerce até hoje a profissão de mecânico de carros. No entanto, Geraldosempre quis estudar. “Um dia, em casa, vi uma reportagem na TV sobre a Universidade Aberta à Terceira Idade. Eu, correndo tanto atrás e ela já existia há muitos anos... Antes tarde do que nunca!”.

Hoje, ele é aluno da Universidade Aberta à Terceira Idade da USP(Universidade de São Paulo), onde estuda Engenharia Mecânica (disciplina Aerodinâmica) na Politécnica. Com muita disposição para os estudos e interessando cada vez mais sobre como funciona a mente das pessoas, quer fazer, também, Psicologia e Psiquiatria.

“A escola pública do passado foi boa. Aos 10 anos, eu já lia e escrevia. Hoje, com tanta tecnologia, a escola não está alfabetizando como antes. A universidade aberta à 3ª idade foi para mim a oportunidade, que não tive, de estudar. O sonho é ousado, mas os amigos ajudam”, afirma orgulhoso.

Assim como Geraldo, milhares de pessoas em todo o País com idade acima de 60 anos estão voltando a estudar. O objetivo das UNATIs, Universidades Abertas à Terceira Idade, é possibilitar ao idoso aprofundar conhecimentosem alguma área de seu interesse e ao mesmo tempo trocar informações e experiências com os jovens.

Se você tem sessenta anos ou mais e pretende voltar – ou começar – a estudar, a USP está com as inscrições abertas em disciplinas dos cursos de graduação da Universidade. Além das vagas nas chamadas “disciplinas regulares”, a USP oferece também atividades complementares, como palestras, oficinas, excursões, caminhadas, entre outras. As inscrições podem ser feitas de 27 de fevereiro a 9 de março.

Para consultar cursos oferecidos por diversas UNATIs espalhadas em outros estados do Brasil, clique no link recomendado abaixo, em ‘saiba mais sobre o assunto’.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Seja um Papai Noel voluntário! Cuide de um idoso neste Natal

O Natal está chegando, e nessa época do ano somos inundados por centenas de campanhas de solidariedade de todos os tipos, com foco em vários segmentos da nossa sociedade, e que, naturalmente, necessitam de ajuda: crianças carentes, pessoas desabrigadas ou sem lar, pessoas com deficiências, entre outras.

Mas pouca gente se lembra das pessoas mais importantes na nossa vida, que nos cuidaram desde nossa infância, nos educaram e, com seu amor e carinho incondicionais, nos possibilitaram viver, sonhar, trabalhar e criar nossas próprias famílias: os idosos.

O Brasil está envelhecendo, e isto é uma realidade. Mas, infelizmente, nem todas as pessoas que chegam à 3ª idade em nosso país têm condições, sejam físicas, mentais ou sociais, de poderem se cuidar, com qualidade, nessa fase tão delicada da vida. Alguns têm condições de recorrer a instituições que cuidam de idosos – na maioria das vezes, muito caras –, e são poucos os que podem contratar o serviço de cuidadores pagos.

Mas ainda bem que existem pessoas que se colocam a disposição, voluntariamente, para cuidar de quem precisa e não pode arcar com as despesas de um cuidador particular.

Em novembro de 2008, o Portal lançou a Campanha “Seja um cuidador voluntário!”, motivado por um e-mail de uma internauta que relatava o descaso para com uma senhora de 82 anos que sofreu uma grave queda em frente ao Centro de Referência do Idoso, na Zona Norte de São Paulo.

A autora do e-mail, Anisia Spezia, hoje com 65 anos, tornou-se a coordenadora da campanha que, em seus mais de 3 anos no ar, conseguiu o apoio de mais de mil cuidadores em todo o Brasil, oferecendo seus serviços, voluntariamente, através do Portal Terceira Idade.

Todos nós temos um vizinho, um amigo, um parente, ou mesmo alguém que não conhecemos que precisa de nossa ajuda. Que tal doarmos algumas horas do nosso dia para quem precisa?

Vale ressaltar que é bom e faz bem ajudar alguém no Natal... Mas por que não fazer isso o ano inteiro? Se você pode doar um pouquinho do seu tempo a quem precisa, torne-se você também um(a) Papai(Mamãe) Noel do Portal!

Lembre-se: eles fizeram muito por nós e, agora, precisam de nossa ajuda. O seu trabalho é voluntário, mas o pagamento é o lindo e carinhoso sorriso que você verá estampado no rosto de quem você visitou.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PASCHOAL ANGOTTI

Mais conhecido como Dr. Angotti, nosso último Persona foi escolhido especialmente para a edição mais esperada do ano. O médico que já foi de tudo um pouco, nos conta momentos de felicidade e surpresas em 88 anos de vida. Confira a seguir tudo o que ele nos revelou em um bate-papo, sobre épocas de faculdade até os dias de hoje, ainda ativo.
Tenente da Força Aérea Brasileira, dentista, professor nas seguintes áreas: educação física, serviço social e judô, jogador de basquete (Palmeiras), locutor de rádio, e por último, médico. Poucas pessoas conhecem as várias profissões que Paschoal Angotti já teve. Filho de Franscisco Angotti e Nicolina Angotti, Dr. Angotti nasceu em 1º de maio de 1923 na pequena cidade de Bocaína. Com seis anos de idade, sua família mudou-se para a capital. Por lá permaneceu até decidir fazer faculdade de odontologia em Araraquara. Dr. Angotti que já fazia parte da Força Aérea Brasileira, nos revela que só decidiu se formar em odontologia, porque pretendia casar o mais rápido possível. Foi em uma das viagens como aspirante, que ele esteve em Lins e conheceu Aracy, professora, que mais tarde seria sua esposa. Dr. Angotti lembra exatamente como foi: um baile no Clube dos Bancários; amor a primeira vista. Começaria ali um amor que já completou 60 anos de fidelidade, dedicação e muito respeito. Mas namorar a distância nunca foi tarefa fácil para ninguém. Após sete anos de namoro, Paschoal se formou, casou-se com Aracy e a levou para São Paulo. A distância acabaria ali e finalmente ele viveria com ela o que sempre sonhou.
Dr. Paschoal exerceu apenas cinco anos a profissão como dentista. O que ele queria mesmo era ser chamado de médico. Decidiu então fazer faculdade de medicina em Uberaba. Aracy é claro, o apoiou. Foram para uma nova cidade, com casa nova, faculdade nova e uma vida nova! Depois da faculdade, Paschoal decidiu se especializar no Rio de Janeiro, foi quando Aracy voltou para Lins com os filhos. A distância mais uma vez entraria em cena. Foi quando em 1962, ele decidiu vir definitivamente para Lins.
Em seguida, abriu o seu próprio consultório na rua 21 de Abril, atual calçadão, como Dr. Paschoal Angotti – Oncologista, Cirurgia geral, Ginecologista e Obstetrícia. O seu consultório era uma referência na cidade e há 18 anos, um dos doutores mais conhecidos em Lins e na região, decidiu se aposentar.
Aracy e Paschoal tiveram seis filhos: Renata, Márcio, Marcos, Silvia, Célia e Marcela. Com eles, vieram os 12 netos e dois bisnetos que o enchem de alegria. Apenas Márcio seguiu uma das suas profissões, formou-se em odontologia.
Conhecido também pela sua passagem como Secretário Municipal de Saúde, Diretor da Santa Casa de Lins, Diretor do Hospital São Lucas e presidente do Clube Linense, hoje, Dr. Angotti divide o seu tempo entre a casa e o hospital. É supervisor de prontuários no Hospital São Lucas e passa todas as manhãs também pela APAE.
Dr. Angotti foi o fundador da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Lins), em 1969. Após descobrir que a sua filha mais nova, Marcela, era portadora de Síndrome de Down, o médico decidiu que era hora de fazer algo pela cidade e por essas pessoas especiais e tão importantes na vida de cada família. A primeira sede da APAE foi inaugurada em um antigo seminário, onde é atualmente o colégio Salesiano. A Associação atendia em média 60 pessoas. Com o aumento da procura de atendimentos, estava na hora da instituição ter uma casa nova. Em 1988, foi inaugurada a APAE na rua João Moreira, onde se localiza até hoje. Por dia, são mais de 160 pessoas atendidas em tempo integral nas mais diversas atividades como: aulas de alfabetização, fisioterapia, educação física, atendimento médico, dentista, entre outras.
A APAE sobrevive de convênios e colaborações de sócios. Em 42 anos, Dr. Angotti nunca deixou de estar um dia ao lado dessas pessoas tão especiais, que ofuscam com o seu brilho quem está ao lado.
Ao longo dos anos, além do reconhecimento na profissão, Paschoal foi surpreendido com diversas medalhas como médico e outras de honra como a Medalha do Mérito Militar e a do Pacificador.
Apesar de todas as dificuldades, distâncias e contratempos, Dr. Angotti nos prova que é possível estar sempre cercado de pessoas nos apoiam e nos acolhem com tanto carinho, assim como Lins fez com ele.
Quando se dedica tempo para quem ama, em seu caso, a medicina, a resposta vem rápida e sincera. Cada dia que chega ao final dá espaço para o início de outro, e para ele um motivo a mais para viver e se dedicar a profissão. Cada dia é uma benção e cada detalhe deve ser vivido intensamente. É assim que encontramos Dr. Angotti todos os dias: pronto para viver e reviver cada munuto.

Apelido: Lino, dado especialmente pelo seu avô
Comida preferida: Uma bela macarronada, como todo italiano
Bebida preferida: Vinho
Música: Brasileira
Uma qualidade: Ser prestativo com o próximo
Lugar especial: Sou dividido entre a minha casa e o hospital
Uma viagem: Lua de mel em Buenos Aires
O que é Lins pra você: Cidade das moças bonitas (risos)
Curiosidades: Um presente que ganhei foi a enfermaria do 37º Batalhão de Infantaria Leve de Lins ser “batizada” como 2º Tenente Dr. Paschoal Angotti. Já fui para o Japão como médico da seleção brasileira de baseball e também inaugurei duas rádios FM na cidade, na década de 80.
Um conselho para quem deseja seguir a carreira de médico: Ser médico é um dom. Meu conselho é fazer uma boa faculdade e nunca parar de estudar, gostar acima de tudo do que faz e o mais importante: atender bem os seus pacientes.
O que significa a APAE em sua vida: Só tenho a dizer que foi e é a melhor coisa na minha vida!
Um momento marcante: Vários momentos marcaram a minha vida, mas a situação mais inesquecível e surpreendente foi quando descobrimos que a Marcela era portadora da síndrome de Down. Sua chegada, sem dúvida, foi uma benção.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fórum sobre Deficiência Auditiva

No último dia 22, no auditório da Unimep em Lins, aconteceu em tempo integral o Fórum sobre Deficiência Auditiva. O encontro teve como tema "Ciência, Tecnologia e Acolhimento da Criança com Deficiência de Audição: Um Modelo de Atenção”, e teve como objetivo principal evidenciar ações consolidadas e voltadas à saúde auditiva através da promoção da saúde, além de discutir e firmar uma política de atenção à saúde auditiva em Lins.
Participaram do encontro que se estendeu ao longo do dia, profissionais de saúde, professores, pais e familiares de crianças com deficiência de audição. O principal objetivo foi evidenciar ações consolidadas e voltadas à saúde auditiva através da promoção da saúde, além de discutir e firmar uma política de atenção à saúde auditiva na cidade.
Atuaram como palestrantes profissionais de destaque na área, como o Dr. Domingos Lamonica Neto (do Hospital Centrinho de Bauru), Dra Érika Bucuvic, Midori Otake Yamada, Daniela Provenza e Kátia Fugiwara, todos da USP/Bauru.
Os vereadores Edgar de Souza (presidente da Câmara Municipal) e Guadalupe Boa Sorte também participaram do Fórum.
Também marcaram presença Marisa Nechar Tobias (Associação Beneficente Santa Paulina, que promoveu o evento), secretárias municipais Claudia Nunes (Secretária de Saúde) e Cidinha Golmia (Secretária de Educação), Fátima Bortoletto (Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência) e Dr. Paulo Imamura (UTI Neonatal da Santa Casa de Lins), Kátia de Moura Paixão, do( N A I A E E) e a Associação dos Deficientes Auditivos de Bauru, representada pela assistente Social Cristiane Vieira e Marcela Stefanini.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sucesso por aí!

A Revista Mais! e o nosso “famoso” entrevistado da edição 30, viveram um pouco mais de 15 minutos de fama! Greco participou entre os dias 13 e 15 desse mês do 20º Congresso Sindical Comerciário, em Santos. No último dia, após a palestra “O Sindicato vencendo atritos e se aproximando mais dos jornalistas”, feita pelo apresentador do SBT, Carlos Nascimento, o jornalista recebeu Greco, homenageou o seu trabalho e esforço como garçom, elogiou a linha editorial da Revista Mais! e em especial a matéria publicada a respeito do Greco.
Como todos os anos, o nosso conterrâneo participou do evento que reuniu mais de 1000 congressistas, entre comerciários e práticos de farmácia, distribuídos nos mais de 600 municípios paulistas.
Após chegar na cidade, Greco, orgulhoso, esteve na revista e nos mostrou a foto com o jornalista e o autógrafo que deu a ele após ler a matéria.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

SADAMI NISHIMOTO

Conhecida por ser proprietária da padaria “Santa Margarida” há mais de 50 anos, Sadami nos recebeu em sua casa, e contou um pouco sobre a sua trajetória na cidade que lhe acolheu com os braços abertos. Confira:
Dizem que a primeira impressão é a que fica. A minha ao conhecer a querida Bassan, como é conhecida, não poderia ter sido melhor. Com a sabedoria e a calma de uma verdadeira oriental, Sadami abriu as portas da sua casa, na manhã do dia 3 de setembro e nos revelou segredos de uma vida tranquila e feliz, após anos de trabalho.
Não há quem não a conheça. Sadami é um ícone linense, cheia de história e saudade para relembrar. Sua vida pode ser resumida apenas em algumas palavras: vontade de viver! Quando nos deparamos com pessoas assim, dá vontade de perguntar: de onde vem tanta energia? Com disposição de dar inveja, ela conseguiu ir além das barreiras que a vida lhe reservou, conquistando aos poucos tudo o que sonhava.
Sadami nasceu próximo a Guaiçara, no dia 19 de agosto de 1925. Filha de imigrantes vindos de Kumamoto (uma província do Japão localizada na ilha de Kyushu) para trabalhar na lavoura de café e na agricultura, seu pai; Nobue, e sua mãe; Yoshitaro, chegaram ao Brasil e se mudaram para um sítio perto dali. Como todo imigrante, a vida da família não era nada fácil e o que não faltava eram dificuldades. Sadami é primogênita dos seis filhos; perdeu os pais muito cedo. Todos ficaram aos cuidados da avó. Após algum tempo vieram para um sítio em Lins e por lá residiram até se casarem. Poucos estudaram; todos precisavam trabalhar e ajudar nas despesas da casa. Em 1950, Sadami casou-se com Kami e tiveram quatro filhos: Akico, Yaeko, Luis Toshio e Hatsue. Depois do casamento, eles decidiram mudar para o bairro do Ribeiro, onde parte da família vive até hoje. Em 1953, o casal comprou a padaria Santa Margarida; já havia o ponto, mas o antigo proprietário não obteve sucesso no ramo. Porém, com a família de Kami a história não se repetiria.
O casal vivia para o trabalho, e ela admite que ficar o dia todo na padaria era o seu maior prazer. Sadami aprendeu a fazer sozinha, bolos, pães e doces em geral. Diariamente eram feitos mais de 1500 pães, além dos confeitos. Trabalhavam quase 24 horas por dia, sem descanso ou férias. A padaria abria às 5 da manhã e fechava no final da tarde, mas Sadami continuava trabalhando nos fundos, e atendendo a todos que ali passavam. O respeito dos clientes com a família era tão grande, que os mesmos pegavam os pães e depositavam o dinheiro em uma caixinha, sem ninguém conferir a quantidade e os valores.
Com muita simplicidade e humildade a família conquistou tudo o que possui. Também foram proprietários das padarias Cristal e Brasil, deixando aos cuidados de parentes. Depois de algum tempo foram vendidas para os atuais donos, ficando apenas com a Santa Margarida, que hoje conta com treze funcionários; cinco padeiros e oito balconistas.
Viúva, Sadami mora perto da família e ao lado do atual prédio inaugurado há cerca de cinco anos. Ela relembra dos presentes que ganhou ao longo da vida; seus filhos (alguns moram longe), doze netos e três bisnetos.
Além de se dedicar longos anos da sua vida à padaria, Sadami foi voluntária no Templo Honpa Hongwanji, colaborando nos dias que havia festas, encontros e confraternizações.
Curiosamente descubro que apesar de ter descendências orientais, Sadami nunca esteve no Japão; admite que o medo de avião a impeça de viajar e conhecer os familiares que ficaram na terra do Sol Nascente. Os filhos, e o marido Kami também nunca foram.
Nossa Persona acorda todos os dias às 5 da manhã para preparar o café da família, e no final de quase todas as tardes passa pela padaria para matar a saudade. Sadami e sua família são exemplos de que a vida não pode parar. E não pára. Ela continua para que no fim tudo dê certo. Com disciplina e paciência, ela descobriu como viver pode ser espetacular e surpreendente a cada momento.

Uma curiosidade: Quando a padaria localizava-se na Rua Rui Barbosa havia uma farmácia ao lado, e o farmacêutico Aguinaldo, que era amigo da família, não conseguia decorar o nome de todos e tão pouco pronunciá-los. Com criatividade, ele inventou outros nomes, apelidando Sadami como “dona Vilma” e o seu marido, como “Kamilo”. Os filhos passaram a se chamar “Terezinha”, “Salete”, “Luiz” e “Doralice”. Dados há mais de 50 anos, esses apelidos permanecem até hoje entre os amigos.
Comida preferida: Todo o tipo de comida japonesa, principalmente sashimi.
Bebida: Suco.
Música: Japonesa.
Um defeito: Teimosia.
Uma qualidade: Trabalhadora.
Um orgulho: O seu maior orgulho foi quando percebeu que as filhas estavam aos poucos assumindo os negócios da família. Não ver a padaria ser vendida ou esquecida, sem dúvida a deixou emocionada.
Um momento marcante: Vários momentos marcaram sua vida, mas ela não esquece a boa convivência que tinha com os seus funcionários e a ajuda que deu a eles, como uma verdadeira mãe. Sadami ajudava a todos como podia; dava abrigo, muitas vezes oferecia trabalho, roupas e refeições para quem a procurasse na padaria.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lançada campanha global contra raiva animal

Com objetivo de combater a doença que mata cerca de 55 mil pessoas anualmente no mundo e evitar o extermínio de 20 milhões de cães, a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) lançou o Dia Mundial do Combate à Raiva, uma campanha global intitulada Coleiras Vermelhas.
A gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosangela Ribeiro, disse à Agência Brasil que nos países que não realizam campanhas de vacinação em massa e que tiveram surto de raiva humana, em vez de vacinar os cães, a opção foi pelo seu extermínio. “A gente sabe que 20 milhões de cães são mortos todos os anos, para controlar a raiva, principalmente nos países da Ásia e da África”.
O Brasil é um dos poucos países que mantêm uma campanha anual maciça e gratuita de vacinação, que atinge quase 30 milhões de animais. “Os Estados Unidos, por exemplo, não têm essa campanha gratuita. As pessoas têm que levar os animais em um veterinário para fazer essa vacinação. Graças a Deus, o Brasil, há mais de três décadas, tem essa campanha de vacinação”, declarou Rosangela Ribeiro.
Ela disse ainda que devido ao problema com as vacinas contra a raiva registrado no país, em 2010, o calendário de vacinação atrasou este ano. O governo federal comprou 10 milhões de doses de vacina importada para a cobertura nos estados do Norte e do Nordeste e a campanha já foi realizada no Maranhão e no Ceará. Para o restante do país, entretanto, as vacinas ainda estão sendo produzidas no Paraná, sob a supervisão técnica do governo. “Só que essas vacinas não ficaram prontas ainda. Então, todo o calendário, que estava previsto para começar em agosto, atrasou”, disse.
Segundo a veterinária da WSPA Brasil, com a vacinação de 70% da população canina, o país consegue controlar a raiva no prazo de dois a três anos. Ressaltou que nas grandes cidades, a raiva humana é resultado, em especial, da mordedura de cães. De acordo com dados da entidade, 90% dos casos de raiva humana no mundo ocorrem hoje por esse tipo de transmissão.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Horário de verão tem início no próximo dia 16

O horário de verão deste ano terá início no dia 16 de outubro e terminará no dia 26 de fevereiro de 2012. Neste período, os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste terão que adiantar o relógio em uma hora como são feitos todos os anos.
O horário é adotado no país com o objetivo de aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso.
Na última vez em que foi adotado, no entanto, o resultado da medida foi inferior ao esperado pelo setor elétrico e em relação à edição anterior. A redução de demanda na última edição foi de 4,4%. No ano anterior, a economia foi maior, de 4,7%.
Um decreto presidencial de 2008 estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Segundo ele, a mudança no horário ocorrerá, todos os anos, no terceiro domingo de outubro e terminará no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval --como ocorrerá em 2012--, o final do horário de verão é transferido para o próximo domingo.