quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ingestão inadequada de nutrientes compromete a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento

Produto desenvolvido no Brasil pela Nestlé traz combinação de vitaminas e minerais essenciais para manter o bom estado nutricional e a saúde muscular e óssea de pessoas com mais de 60 anos

A independência na execução de atividades diversas do dia a dia depende do bom funcionamento de todo o corpo. Pesquisas recentes mostram que um dos fatores que comprometem a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento é a ingestão inadequada de nutrientes necessários à longevidade, a manutenção de boa saúde e a qualidade de vida.
Segundo o médico geriatra e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Ronaldo Delmonte Piovezan, de acordo com a idade, nível de atividade e gênero, há um declínio da massa magra e consequente deterioração morfofuncional no músculo esquelético.
“Na faixa etária acima de 60 anos, 50% das pessoas consomem menos proteína do que é recomendado, mais de 55% não ingerem a quantidade ideal de cálcio, 90% têm deficiência de vitamina D e 30% não absorvem a quantidade adequada zinco, selênio e vitamina B12”, explica o geriatra.
Preocupada com a importância de uma alimentação adequada após os 60 anos de idade e as necessidades nutricionais dessa faixa etária, a Nestlé Health Science, divisão da Nestlé destinada ao desenvolvimento de soluções nutricionais científicas personalizadas, lançou no Brasil, no início do ano passado, o Nutren Senior, primeiro produto da companhia feito com formulação exclusiva pensando nas múltiplas necessidades de quem já passou dos 60 anos.
Fórmula exclusiva
O produto, desenvolvido no Brasil, contém ACT-3, uma combinação de proteína, vitamina D e cálcio, essenciais para manter o bom estado nutricional e a saúde muscular e óssea desta faixa etária. Além disso, oferece 26 vitaminas e minerais e mix de fibras. Uma porção de 233ml do produto fornece 20g de proteínas, 11 µg de vitamina D, 480mg de cálcio e somente 200 calorias.
Um diferencial importante do novo produto é a ausência de sabor, o que permite ser utilizado em receitas salgadas e doces.
https://www.youtube.com/watch?v=Jf6WERIpL_8#t=22 

domingo, 27 de julho de 2014

“Velhos Guris” mostra que talento não tem idade

O grupo musical, que já tem 2 CDs gravados, surgiu há 11 anos em um lar de idosos em Curitiba, no Paraná

 Demônios da Garoa” e “Os Incríveis” são apenas alguns dos nomes que nos vêm à mente quando nos lembramos de conjuntos famosos da música brasileira – e que fazem parte do crescente grupo de músicos que já estão na 3ª idade.
Mas não é só a “moçada” famosa que está cantando e tocando por esse Brasil afora... Em Curitiba, no Paraná, um grupo muito carismático de idosos, que completa onze anos, já tem até 2 CDs lançados. E estão planejando o terceiro.
“Os Velhos Guris” surgiu de um projeto de atividades de musicoterapia do Lar dos Idosos - Recanto Tarumã, mantido pela entidade Socorro aos Necessitados. O grupo teve três formações, mas um dos idealizadores, Odamir Bartholomeu, 81 anos, segue embalando o conjunto com música de qualidade.
Músico da noite curitibana “do tempo que tinha bonde”, Bartholomeu tocou seu inseparável pandeiro em casas noturnas como a boate Marrocos, mas, durante o dia, tinha sua segunda profissão, de técnico eletrônico. A chegada ao lar dos idosos aconteceu em 2003, porque não conseguia mais emprego. “Tinha voltado para Curitiba e lembrei que certa vez havia tocado no lar com a Nhá Gabriela e comentei que o final da vida seria aqui. Procurei a FAS (Fundação de Ação Social, parceira da entidade) e aquele comentário acabou se realizando”, explica.
Logo no primeiro dia, ele reencontrou um velho amigo músico, Jorge Xavier de Barros, conhecido como “coringa do pandeiro” e cujo nome artístico era Edson Jorge. “Edson por conta do inventor da lâmpada (Thomas Edson) e Jorge em homenagem ao São Jorge”, recorda. “Chegamos no mesmo dia aqui e nos encontramos no refeitório. Foi algo emocionante”, afirma. Reza a lenda que Edson Jorge integrou o grupo vocal “Bando da Lua” e tocou com Carmem Miranda antes dela ir para os Estados Unidos. “Um biógrafo veio procurá-lo no lar”, defende Bartholomeu.
Música como terapia
Meses depois, a musicoterapeuta e coordenadora do grupo, Claudimara Zanchetta, veio trabalhar no local com objetivo terapêutico. “O objetivo inicial era trabalhar a história musical de cada morador do lar, mas eles e um terceiro morador, Honório Santos, que como o Jorge ‘já foram chamados para o céu’, quiseram mais e fundaram o grupo”, revela.
Dos 117 moradores do Lar dos Idosos – todos homens –, 60% participam da musicoterapia. “São visíveis os reflexos positivos da atividade na autoestima deles. Muitos chegam aqui com depressão, já que a maioria vem por uma situação de abandono, mas a música resgata a alegria de viver, a memória e a vontade se cuidar”, relata. Ela admite que a prática clínica com os integrantes do grupo exigiu um esforço maior. “O atendimento resgata a produção musical da época vivida por eles e, para isso, precisei estudar para poder acompanhá-los, até porque, antes de chegar ao lar, a minha experiência era oposta, com crianças e jovens”.
Serenatas para lembrar das velhas namoradas
Os integrantes do grupo (foto acima), que, além de Bartholomeu, conta com José Ferreira da Costa, Ivo Domingues Mendes e Flávio Nunes, já gravaram dois CDs – um de moda de viola e outro de samba –, tendo sido consagrados com diversas premiações de projetos envolvendo a terceira idade e já fizeram apresentações memoráveis em lugares importantes da cidade, como o Museu Oscar Niemeyer.
Sem fazer muitos planos, os “guris” querem envelhecer com dignidade e, se possível, gravar um terceiro CD. “O terceiro poderia ser de serenatas, para lembrar das velhas namoradas”, declara Bartholomeu.
Conheça um pouco mais sobre o grupo assistindo ao documentário abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=3lxQNNPVxtQ


Fotos: divulgação
Vídeos: Camilla La Souza / divulgação

sábado, 21 de junho de 2014

Mulheres no Portal

No mês do Dia Internacional da Mulher, conheça algumas das mulheres que já foram notícia no Portal Terceira Idade

Este mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março e, como todos os anos, homenageamos aqui algumas mulheres que foram notícia no Portal.
Clique abaixo para ver as matérias completas:

A terceira idade no divã

O “novo idoso”, como os especialistas chamam quem pertence a essa geração, quer conversar com alguém capaz de entender o significado do envelhecimento: o terapeuta

O “novo idoso”, como os especialistas chamam quem pertence a essa geração, quer conversar com alguém capaz de entender o significado do envelhecimento: o terapeuta. O movimento inédito revela uma geração que busca mudar sua vida na terceira idade.
“O novo idoso chega aos 60 com expectativa de viver por pelo menos mais um terço da vida – e deseja fazê-lo de forma alegre, com autonomia e protagonismo1. Eles têm urgência de reinventar sua própria história”, afirma a psicóloga Ruth Gelehrter, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

“Aos 30 anos, não era a mulher forte que sou hoje”
Com ajuda financeira dos filhos, Maria Teresa Savi (foto), 60, procurou um terapeuta “para descobrir quem era”. Como muitas mulheres de sua geração, cresceu em família rígida, ouvindo que a trajetória de uma mulher inclui somente dois momentos importantes: casamento e maternidade. A história de Maria Teresa teve um casamento e três filhos, mas não o final feliz que ela sonhara. 
O divórcio, aos 50 anos, tampouco trouxe as respostas que esperara. Experimentou pela primeira vez a liberdade de fazer as próprias escolhas, mas não sabia como aproveitá-la – afinal, crescera obedecendo à vontade do outro. Em um ano no consultório, conquistou algo que não esperava mais da vida: confiança. “Aos 30, não era a mulher forte que sou hoje. Aprendi a dar valor ao que faço”, afirma.
“Essa geração tem mais informação e chega à terceira idade em excelentes condições de saúde. Por isso, faz sentido buscar um novo sentido para a vida, como fez Maria Teresa e como fazem quatro em cada dez pacientes da terapia”, diz Maria Cecília Minayo, socióloga da Fiocruz.
Para melhor desfrutar esse momento, outras questões são tratadas pelos “novos idosos” no divã: como lidar com a aposentadoria, as limitações que o avanço da idade impõe – e a possibilidade de ter que depender de alguém –, as mudanças na aparência, o convívio familiar e a vida sexual. Os pacientes têm dúvidas a que nem a família nem os amigos podem responder. “O idoso é amado e respeitado, mas não é ouvido”, diz o psicólogo Fernando Genaro, pioneiro de um serviço público de atendimento psicológico ao idoso num centro de saúde na Zona Norte de São Paulo.
“Encarar o novo ou confrontar o passado significa assumir para si mesmo que é preciso mudar. Isso nunca foi fácil em idade nenhuma. Começar aos 60 anos, segundo os terapeutas, tem uma vantagem fundamental: quem entra num consultório nessa idade não tem mais tempo a perder”, enfatiza Walcyr Carrasco, escritor, dramaturgo e autor de telenovelas brasileiro.

Foto/ilustração: Rogério Cassimiro/ÉPOCA / Portal Terceira Idade
Fonte: Revista Época
1Protagonismo: (do Dicionário Aulete) Qualidade de quem exerce papel de destaque em qualquer acontecimento.

domingo, 1 de junho de 2014

‘Envelhecimento VIP’ garante segurança dos idosos no transporte coletivo

O projeto, desenvolvido em São Caetano do Sul (SP), pretende conscientizar a sociedade e profissionais do transporte público sobre as particularidades do processo de envelhecimento

 Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano do Sul firmou parceria com a Viação Padre Eustáquio (VIPE) para desenvolver na cidade o projeto denominado Envelhecimento VIP, que garante ao pessoal da terceira idade do município respeito e a segurança no uso do transporte coletivo, com motoristas e cobradores conscientes e capacitados sobre suas responsabilidades com os idosos. 
Como parte desse programa, os gerontólogos Felipe Borges e Tiago Nascimento Ordonez, da equipe de Gerontologia da Terceira Idade do município, também membros da ABG (Associação Brasileira de Gerontologia), e que estão à frente da iniciativa, ministrarão palestras sobre o tema no espaço de educação continuada da empresa.
Projeto Envelhecimento VIP
O Projeto Envelhecimento VIP foi dividido em três etapas. Na primeira, foram feitas pesquisas com idosos frequentadores dos Centros Integrados de Saúde e Educação da Terceira Idade e com integrantes do Conselho Municipal do Idoso de São Caetano, a fim de colher opiniões e informações a respeito do transporte coletivo municipal.
Na fase seguinte, será realizada sensibilização de colaboradores envolvidos na dinâmica do transporte urbano da cidade, por meio de vestimentas que simulam a velhice avançada. No final, haverá uma campanha de conscientização para promoção do respeito à pessoa idosa.
Como parte da atividade, os funcionários da empresa carregarão mochilas com pesos e usarão óculos para simular o cotidiano da terceira idade.
“É um projeto espetacular, que fará os funcionários sentirem na pele as dificuldades encontradas pelos idosos nos transporte público”, avalia Carlos Henrique Silveira, diretor da VIPE.
A ação, que ocorre no período de 26 a 30 de maio, tem o apoio das secretarias municipais de Mobilidade Urbana, Segurança (Guarda Civil Municipal) e Educação (EME Alcina Dantas Feijão); e Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

Fotos/ilustrações: divulgação

sexta-feira, 28 de março de 2014

Concurso cultural estimula o resgate de lembranças e experiências com pessoas mais velhas

Para participar do concurso “A história que mudou sua vida”, promovido pela TENA, envie uma história vivida com alguém mais velho que mudou a sua maneira de ver o mundo

Todos nós já tivemos alguma experiência onde uma pessoa com mais idade – nossos pais, avós, ou algum amigo ou conhecido mais velho – nos transmitiu um bom conselho, uma boa ideia, uma crítica construtiva, uma lembrança de um amor ou relacionamento do passado, que tenha influenciado ou mudado o rumo de nossas vidas de alguma forma.
Este é o tema do concurso cultural “A história que mudou sua vida”, uma iniciativa da TENA, líder mundial em produtos para incontinência e parceira cultural do Portal Terceira Idade, que estimula o resgate de lembranças e experiências que têm influência direta na convivência com pessoas que estão na terceira idade.
“O objetivo, ao lançar este concurso cultural, é despertar a atenção para contribuição das pessoas mais experientes na formação de pessoas mais novas. Quem não guarda uma lição positiva, fruto da troca de experiência com uma pessoa mais vivida?”, destaca Rafael Leitão, coordenador de marketing da TENA no Brasil.
Conte sua história
Para participar do concurso, basta cadastrar-se no site indicado abaixo e deixar seu depoimento contando qual a história vivida com um idoso que mudou a sua maneira de ver o mundo.
Site do concurso cultural “A história que mudou sua vida”: www.tena.com.br/contesuahistoria
Premiação
Semanalmente, as melhores histórias ganharão um par de ingressos da rede de cinemas Cinemark e um kit de cuidados pessoais TENA.
Prêmio final:
Os vencedores de cada semana passam a concorrer ao prêmio final: uma viagem de 4 dias e 5 noites, com transporte aéreo e terrestre (aeroporto / hotel / aeroporto) incluídos.
No site há 3 sugestões de roteiro: Iberostar Premium Bahia Resort (BA), Salinas do Maragogi Resort (PE) e Florianópolis (SC).
E você? Qual é a história que mudou sua vida?

Participe do concurso e boa sorte!

quinta-feira, 6 de março de 2014

“Sexo na 3ª idade é saudável? Tem contraindicação?...”

Para desmistificar os tabus sobre este assunto, o programa @saúde, da TV UOL, entrevistou diversas pessoas nesta faixa etária, entre elas, Anísia Spezia, 68, colunista do Portal
A novela “Amor à Vida”, da Rede Globo, acabou, mas deixou um assunto no ar: o namoro e a relação sexual na 3ª idade. Os personagens Bernarda e Lutero, interpretados pelos atores Nathália Timberg e Ary Fontoura, mostraram que relacionamento na 3ª idade não é um bicho de 7 cabeças – pelo menos na televisão.
O assunto ainda é tabu para muita gente. Sexo na 3ª idade é saudável? Tem alguma contraindicação? Pode-se pegar alguma DST (doença sexualmente transmissível)?
Para responder estas e outras perguntas sobre sexualidade na 3ª idade, o programa @saúde com Jairo Bouer, da TV UOL, publicado no último dia 20 de fevereiro, entrevistou diversas pessoas nesta faixa etária, entre elas, Anísia Spezia (foto), 68 anos, colunista e coordenadora de cuidadores voluntários do Portal Terceira Idade, para saber o que elas pensam a respeito da sexualidade na 3ª idade.
“Namorar e amar, em qualquer idade, é sempre bom, faz bem para as pessoas”, declara Anísia. E quando o assunto é camisinha, a “moçada” afirma que usá-la durante as relações sexuais é importante em todas as idades. 
Para o geriatra Omar Jaluul, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), “não existe nenhuma contraindicação de se continuar fazendo sexo durante toda a nossa vida”.
Segundo o geriatra, o advento dos medicamentos para disfunção erétil foi um marco na vida de muitos homens com mais idade. Mas também avisa para o problema das interações dessas drogas com outras, muitas vezes utilizadas por essa faixa etária. “É muito melhor conversar com o médico do que usar por conta própria”, observa.
Jaluul explica que o hormônio mais ligado à libido, tanto do homem quanto da mulher, é a testosterona. O declínio do hormônio ao longo da vida é normal, e a reposição só deve ser feita com avaliação dos riscos e dos benefícios. O mesmo vale para a reposição de estrogênio para as mulheres.

Vídeo/Fotos: TV UOL / divulgação

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Mulher em Roraima mora há 10 anos em cima de uma árvore

Rosilene Costa, 63, afirma não ter medo de morar no seu abrigo, que tem até rede e uma coleção de livros, construído com pedaços de madeira amarrados uns aos outros e coberto com uma lona
Moradia sempre foi um dos principais problemas do País. Enquanto condomínios de luxo são erguidos diariamente nas grandes capitais, 47,5% da população brasileira, segundos dados do IBGE, “dão um jeitinho”, construindo residências humildes, muitas vezes feitas de maneira rudimentar e com pouca – ou quase nenhuma – condição de habitabilidade.
Rosilene Moraes Costa, 63 anos, “deu seu jeitinho” de uma maneira inusitada. Há dez anos, ela mora numa ‘casa’ construída no alto de uma árvore. 
Com uma rede e até livros, o abrigo, construído com pedaços de madeira amarrados uns aos outros e coberto com uma lona, fica às margens do igarapé Caxangá, no bairro Caetano Filho, Centro de Boa Vista, em Roraima. 
“Gosto de ficar sozinha e da liberdade”, explica Rosilene, que não tem filhos e nunca foi casada, ao ser questionada sobre o motivo pelo qual foi morar sobre uma árvore.
A decisão de viver em Boa Vista surgiu da vontade de estudar. “Aqui consegui terminar o ensino médio. Não sou analfabeta”, ressaltou, orgulhosa ao demonstrar que a escolha de morar na árvore não está relacionada à falta de conhecimento.
Ela disse que conhece os direitos que tem como idosa, incluindo ter uma moradia e condições básicas de saúde. No entanto, nos dez anos em que vive na árvore nunca teve acesso a eles.
“Já fui atrás, não adianta. O estatuto diz que o estado deve proteger os idosos. Mas, até agora, não tive nenhuma proteção. Nem aposentada sou. Me acomodei com essa situação. Mas, morar aqui não significa que não tenho nada. Tenho uma vida”, confessou.
Para se alimentar, ela diz que recebe ajuda dos moradores do bairro. Algumas vezes, pede ajuda na rua. Rosilene faz a higiene pessoal em um banheiro de uma loja que fica no centro comercial de Boa Vista.
Ela diz que não tem medo de morar sozinha e que não sente falta de serviços como água encanada ou energia elétrica. “A dignidade é algo que não nos compram. Não tenho condições de pagar um lugar para morar e também não vou sair por aí ‘sujando’ meu nome, devendo às pessoas. Tenho respeito”, desaba Rosilene.

Fotos: Valéria Oliveira e Natacha Portal / G1 / divulgação

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Vacinação é importante em todas as idades

Em entrevista exclusiva, o Dr. Renato Kfouri, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), fala sobre a importância da vacinação como forma de prevenção e promoção da saúde
Você pensa que vacina é só para crianças? A vacinação começa lá na infância, com vacinas contra gripe, pneumonia, sarampo, coqueluche e paralisia infantil. Mas as vacinas precisam continuar sendo feitas ao longo da vida. Umas são reforços das que tomamos na infância, outras são próprias para a idade adulta”, esclarece o Dr. Renato de Ávila Kfouri, pediatra-neonatologista. 
Em entrevista exclusiva dada ao Portal Terceira Idade, o médico e presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) alerta sobre a necessidade da vacinação nesta faixa etária, além de dar dicas sobre o calendário de vacinação do idoso, disponível no site da instituição (veja entrevista completa clicando no vídeo acima).
População idosa no mundo deve atingir 2 bilhões em 2050
foto colunasEstimativas apontam que a população global com idade superior a 60 anos deverá triplicar por volta de 2050, podendo chegar a 2 bilhões. Essa taxa vai crescer principalmente em países menos desenvolvidos do que naqueles países que já possuem alta taxa de população idosa. Essa realidade vai significar um enorme impacto social, médico e econômico. Para doenças imunopreveníveis, a melhor estratégia de prevenção e de custo-benefício economicamente viável é a implantação de vacinas eficazes e a adoção das já existentes pela população.
“É importante que todos tenham acesso à informação e que cada um faça a sua parte, o que inclui o médico, na hora da consulta, avaliar o estado vacinal de seus pacientes e prescrever as vacinas necessárias, e a população, cuidando para que sua vacinação esteja em dia”, alerta Kfouri.
Calendário de vacinação do idoso
Para os idosos e pessoas acima de 60 anos de idade, a SBIm recomenda vacinas contra as principais doenças que afetam esta faixa etária. Consulte o site da instituição para ver a lista completa e os locais disponíveis para vacinação (veja link abaixo).

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Heróis anônimos

Homem comum do dia a dia, Alcides Gomes, 75, participa ativamente na sua comunidade e, com poucos recursos e muita boa vontade, faz o que gosta: ajudar o próximo
Faça o bem, ajude o próximo...” Falar é fácil, mas quantos de nós realmente põe em prática essas palavras?
 
Alcides Gomes (foto), 75 anos, compositor e um grande benfeitor de sua comunidade local, é um destes heróis anônimos, uma pessoa do dia a dia que, com muito pouco, faz muito pelos outros sem exigir nada em troca.
Nascido na cidade de Mendes (RJ), Alcides Gomes veio para São Paulo em 1961, quando iniciou sua carreira artística na PRB-4 Rádio Clube de Santos, com o programa sertanejo “Bom Dia Trabalhador”. Em 1970, participou do Festival de Novos Compositores, na TV Bandeirantes e, em 1976, atuou como auxiliar de produção no Programa “A Arte de Realizar o Fantástico”, da TV Gazeta.
Seu primeiro trabalho comunitário começou em 1994, ajudando a emitir e entregar 800 cédulas de identidade no Conjunto Habitacional Inácio Monteiro, no bairro de Guaianazes. 
Entusiasmado com o sucesso de sua primeira ação comunitária, Alcides consegue realizar parcerias com o CONSEG 54 (Conselho Comunitário de Segurança) da Cidade Tiradentes, a 4ª Cia. do 19º BPM (Batalhão de Policia Militar) do Estado de São Paulo, a 8ª Delegacia Seccional de Policia Civil de São Mateus, o C.E.G. (Cartório Eleitoral de Guaianazes), e o I.I.R.G.D. (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), ajudando a encaminhar e expedir mais 1.165 cédulas de identidade, 380 títulos de eleitor e 355 carteiras de trabalho.
Três anos depois, consegue ajudar na emissão de mais 4.883 cédulas de identidade e 1.389 carteiras de trabalho nas regiões de Guaianazes e São Mateus.
Essa ação pela cidadania possibilitou a criação de recursos para que a comunidade local pudesse, com facilidade, adquirir documentos para o acesso ao trabalho, identificação pessoal e registros nos órgãos públicos.
Daí para frente criou vários outros grupos de apoio à comunidade:
1995: idealizou e criou a Associação Desportiva Cultural e Assistencial “Geração Dois Mil”;
1996: criou o primeiro grupo da “Guarda Mirim Metropolitana Presidente JK” da Zona Leste, em parceria com a Guarda Civil Metropolitana de Guaianazes e o Grupo de Mães “Novo Amanhecer”;
1999: criou o Projeto ”Brincando e Criando Arte”, no Jardim Wilma Flor (Comunidade Santa Luzia - Paróquia Sagrado Coração de Jesus) disponibilizando oficinas de terapia ocupacional para 500 crianças na faixa etária de 7a 16 anos;
 2000 a 2002: realizou atividades de terapia ocupacional com o grupo da Melhor Idade “Geração Dois Mil”, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e na comunidade “São Paulo Apóstolo”, em parceria com o projeto São Francisco de Assis (Projeto “Mãos Dadas”) e a Secretaria de Estado da Cultura;
2002: produziu o evento de comemoração do 14º aniversário da Cohab Inácio Monteiro. O complexo residencial tem 22 prédios e 1.228 casas, com uma população estimada de 20.000 habitantes;
2003: criou o ”Brincando e Criando Arte”, projeto social para atividades educativas e sociais com menores da Casa de Passagem ”Souza Brandão”, em parceria com a Sociedade “Amigos de Aricanduva” (Penha, São Paulo) e a Secretaria do Bem-Estar do Menor;
2007: ajuda a inaugurar o Parque Ecológico “Vila do Rodeio”, na Cohab Inácio Monteiro, com 630 mil metros quadrados de área para esporte e lazer.
Alcides Gomes é um homem simples que participa ativamente na sua comunidade. Com poucos recursos, e muita boa vontade, ele faz o que gosta: ajudar o próximo! Alcides é um exemplo de cidadania que serve para todos nós.