quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Seja um Papai Noel voluntário! Cuide de um idoso neste Natal

O Natal está chegando, e nessa época do ano somos inundados por centenas de campanhas de solidariedade de todos os tipos, com foco em vários segmentos da nossa sociedade, e que, naturalmente, necessitam de ajuda: crianças carentes, pessoas desabrigadas ou sem lar, pessoas com deficiências, entre outras.

Mas pouca gente se lembra das pessoas mais importantes na nossa vida, que nos cuidaram desde nossa infância, nos educaram e, com seu amor e carinho incondicionais, nos possibilitaram viver, sonhar, trabalhar e criar nossas próprias famílias: os idosos.

O Brasil está envelhecendo, e isto é uma realidade. Mas, infelizmente, nem todas as pessoas que chegam à 3ª idade em nosso país têm condições, sejam físicas, mentais ou sociais, de poderem se cuidar, com qualidade, nessa fase tão delicada da vida. Alguns têm condições de recorrer a instituições que cuidam de idosos – na maioria das vezes, muito caras –, e são poucos os que podem contratar o serviço de cuidadores pagos.

Mas ainda bem que existem pessoas que se colocam a disposição, voluntariamente, para cuidar de quem precisa e não pode arcar com as despesas de um cuidador particular.

Em novembro de 2008, o Portal lançou a Campanha “Seja um cuidador voluntário!”, motivado por um e-mail de uma internauta que relatava o descaso para com uma senhora de 82 anos que sofreu uma grave queda em frente ao Centro de Referência do Idoso, na Zona Norte de São Paulo.

A autora do e-mail, Anisia Spezia, hoje com 65 anos, tornou-se a coordenadora da campanha que, em seus mais de 3 anos no ar, conseguiu o apoio de mais de mil cuidadores em todo o Brasil, oferecendo seus serviços, voluntariamente, através do Portal Terceira Idade.

Todos nós temos um vizinho, um amigo, um parente, ou mesmo alguém que não conhecemos que precisa de nossa ajuda. Que tal doarmos algumas horas do nosso dia para quem precisa?

Vale ressaltar que é bom e faz bem ajudar alguém no Natal... Mas por que não fazer isso o ano inteiro? Se você pode doar um pouquinho do seu tempo a quem precisa, torne-se você também um(a) Papai(Mamãe) Noel do Portal!

Lembre-se: eles fizeram muito por nós e, agora, precisam de nossa ajuda. O seu trabalho é voluntário, mas o pagamento é o lindo e carinhoso sorriso que você verá estampado no rosto de quem você visitou.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PASCHOAL ANGOTTI

Mais conhecido como Dr. Angotti, nosso último Persona foi escolhido especialmente para a edição mais esperada do ano. O médico que já foi de tudo um pouco, nos conta momentos de felicidade e surpresas em 88 anos de vida. Confira a seguir tudo o que ele nos revelou em um bate-papo, sobre épocas de faculdade até os dias de hoje, ainda ativo.
Tenente da Força Aérea Brasileira, dentista, professor nas seguintes áreas: educação física, serviço social e judô, jogador de basquete (Palmeiras), locutor de rádio, e por último, médico. Poucas pessoas conhecem as várias profissões que Paschoal Angotti já teve. Filho de Franscisco Angotti e Nicolina Angotti, Dr. Angotti nasceu em 1º de maio de 1923 na pequena cidade de Bocaína. Com seis anos de idade, sua família mudou-se para a capital. Por lá permaneceu até decidir fazer faculdade de odontologia em Araraquara. Dr. Angotti que já fazia parte da Força Aérea Brasileira, nos revela que só decidiu se formar em odontologia, porque pretendia casar o mais rápido possível. Foi em uma das viagens como aspirante, que ele esteve em Lins e conheceu Aracy, professora, que mais tarde seria sua esposa. Dr. Angotti lembra exatamente como foi: um baile no Clube dos Bancários; amor a primeira vista. Começaria ali um amor que já completou 60 anos de fidelidade, dedicação e muito respeito. Mas namorar a distância nunca foi tarefa fácil para ninguém. Após sete anos de namoro, Paschoal se formou, casou-se com Aracy e a levou para São Paulo. A distância acabaria ali e finalmente ele viveria com ela o que sempre sonhou.
Dr. Paschoal exerceu apenas cinco anos a profissão como dentista. O que ele queria mesmo era ser chamado de médico. Decidiu então fazer faculdade de medicina em Uberaba. Aracy é claro, o apoiou. Foram para uma nova cidade, com casa nova, faculdade nova e uma vida nova! Depois da faculdade, Paschoal decidiu se especializar no Rio de Janeiro, foi quando Aracy voltou para Lins com os filhos. A distância mais uma vez entraria em cena. Foi quando em 1962, ele decidiu vir definitivamente para Lins.
Em seguida, abriu o seu próprio consultório na rua 21 de Abril, atual calçadão, como Dr. Paschoal Angotti – Oncologista, Cirurgia geral, Ginecologista e Obstetrícia. O seu consultório era uma referência na cidade e há 18 anos, um dos doutores mais conhecidos em Lins e na região, decidiu se aposentar.
Aracy e Paschoal tiveram seis filhos: Renata, Márcio, Marcos, Silvia, Célia e Marcela. Com eles, vieram os 12 netos e dois bisnetos que o enchem de alegria. Apenas Márcio seguiu uma das suas profissões, formou-se em odontologia.
Conhecido também pela sua passagem como Secretário Municipal de Saúde, Diretor da Santa Casa de Lins, Diretor do Hospital São Lucas e presidente do Clube Linense, hoje, Dr. Angotti divide o seu tempo entre a casa e o hospital. É supervisor de prontuários no Hospital São Lucas e passa todas as manhãs também pela APAE.
Dr. Angotti foi o fundador da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Lins), em 1969. Após descobrir que a sua filha mais nova, Marcela, era portadora de Síndrome de Down, o médico decidiu que era hora de fazer algo pela cidade e por essas pessoas especiais e tão importantes na vida de cada família. A primeira sede da APAE foi inaugurada em um antigo seminário, onde é atualmente o colégio Salesiano. A Associação atendia em média 60 pessoas. Com o aumento da procura de atendimentos, estava na hora da instituição ter uma casa nova. Em 1988, foi inaugurada a APAE na rua João Moreira, onde se localiza até hoje. Por dia, são mais de 160 pessoas atendidas em tempo integral nas mais diversas atividades como: aulas de alfabetização, fisioterapia, educação física, atendimento médico, dentista, entre outras.
A APAE sobrevive de convênios e colaborações de sócios. Em 42 anos, Dr. Angotti nunca deixou de estar um dia ao lado dessas pessoas tão especiais, que ofuscam com o seu brilho quem está ao lado.
Ao longo dos anos, além do reconhecimento na profissão, Paschoal foi surpreendido com diversas medalhas como médico e outras de honra como a Medalha do Mérito Militar e a do Pacificador.
Apesar de todas as dificuldades, distâncias e contratempos, Dr. Angotti nos prova que é possível estar sempre cercado de pessoas nos apoiam e nos acolhem com tanto carinho, assim como Lins fez com ele.
Quando se dedica tempo para quem ama, em seu caso, a medicina, a resposta vem rápida e sincera. Cada dia que chega ao final dá espaço para o início de outro, e para ele um motivo a mais para viver e se dedicar a profissão. Cada dia é uma benção e cada detalhe deve ser vivido intensamente. É assim que encontramos Dr. Angotti todos os dias: pronto para viver e reviver cada munuto.

Apelido: Lino, dado especialmente pelo seu avô
Comida preferida: Uma bela macarronada, como todo italiano
Bebida preferida: Vinho
Música: Brasileira
Uma qualidade: Ser prestativo com o próximo
Lugar especial: Sou dividido entre a minha casa e o hospital
Uma viagem: Lua de mel em Buenos Aires
O que é Lins pra você: Cidade das moças bonitas (risos)
Curiosidades: Um presente que ganhei foi a enfermaria do 37º Batalhão de Infantaria Leve de Lins ser “batizada” como 2º Tenente Dr. Paschoal Angotti. Já fui para o Japão como médico da seleção brasileira de baseball e também inaugurei duas rádios FM na cidade, na década de 80.
Um conselho para quem deseja seguir a carreira de médico: Ser médico é um dom. Meu conselho é fazer uma boa faculdade e nunca parar de estudar, gostar acima de tudo do que faz e o mais importante: atender bem os seus pacientes.
O que significa a APAE em sua vida: Só tenho a dizer que foi e é a melhor coisa na minha vida!
Um momento marcante: Vários momentos marcaram a minha vida, mas a situação mais inesquecível e surpreendente foi quando descobrimos que a Marcela era portadora da síndrome de Down. Sua chegada, sem dúvida, foi uma benção.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fórum sobre Deficiência Auditiva

No último dia 22, no auditório da Unimep em Lins, aconteceu em tempo integral o Fórum sobre Deficiência Auditiva. O encontro teve como tema "Ciência, Tecnologia e Acolhimento da Criança com Deficiência de Audição: Um Modelo de Atenção”, e teve como objetivo principal evidenciar ações consolidadas e voltadas à saúde auditiva através da promoção da saúde, além de discutir e firmar uma política de atenção à saúde auditiva em Lins.
Participaram do encontro que se estendeu ao longo do dia, profissionais de saúde, professores, pais e familiares de crianças com deficiência de audição. O principal objetivo foi evidenciar ações consolidadas e voltadas à saúde auditiva através da promoção da saúde, além de discutir e firmar uma política de atenção à saúde auditiva na cidade.
Atuaram como palestrantes profissionais de destaque na área, como o Dr. Domingos Lamonica Neto (do Hospital Centrinho de Bauru), Dra Érika Bucuvic, Midori Otake Yamada, Daniela Provenza e Kátia Fugiwara, todos da USP/Bauru.
Os vereadores Edgar de Souza (presidente da Câmara Municipal) e Guadalupe Boa Sorte também participaram do Fórum.
Também marcaram presença Marisa Nechar Tobias (Associação Beneficente Santa Paulina, que promoveu o evento), secretárias municipais Claudia Nunes (Secretária de Saúde) e Cidinha Golmia (Secretária de Educação), Fátima Bortoletto (Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência) e Dr. Paulo Imamura (UTI Neonatal da Santa Casa de Lins), Kátia de Moura Paixão, do( N A I A E E) e a Associação dos Deficientes Auditivos de Bauru, representada pela assistente Social Cristiane Vieira e Marcela Stefanini.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sucesso por aí!

A Revista Mais! e o nosso “famoso” entrevistado da edição 30, viveram um pouco mais de 15 minutos de fama! Greco participou entre os dias 13 e 15 desse mês do 20º Congresso Sindical Comerciário, em Santos. No último dia, após a palestra “O Sindicato vencendo atritos e se aproximando mais dos jornalistas”, feita pelo apresentador do SBT, Carlos Nascimento, o jornalista recebeu Greco, homenageou o seu trabalho e esforço como garçom, elogiou a linha editorial da Revista Mais! e em especial a matéria publicada a respeito do Greco.
Como todos os anos, o nosso conterrâneo participou do evento que reuniu mais de 1000 congressistas, entre comerciários e práticos de farmácia, distribuídos nos mais de 600 municípios paulistas.
Após chegar na cidade, Greco, orgulhoso, esteve na revista e nos mostrou a foto com o jornalista e o autógrafo que deu a ele após ler a matéria.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

SADAMI NISHIMOTO

Conhecida por ser proprietária da padaria “Santa Margarida” há mais de 50 anos, Sadami nos recebeu em sua casa, e contou um pouco sobre a sua trajetória na cidade que lhe acolheu com os braços abertos. Confira:
Dizem que a primeira impressão é a que fica. A minha ao conhecer a querida Bassan, como é conhecida, não poderia ter sido melhor. Com a sabedoria e a calma de uma verdadeira oriental, Sadami abriu as portas da sua casa, na manhã do dia 3 de setembro e nos revelou segredos de uma vida tranquila e feliz, após anos de trabalho.
Não há quem não a conheça. Sadami é um ícone linense, cheia de história e saudade para relembrar. Sua vida pode ser resumida apenas em algumas palavras: vontade de viver! Quando nos deparamos com pessoas assim, dá vontade de perguntar: de onde vem tanta energia? Com disposição de dar inveja, ela conseguiu ir além das barreiras que a vida lhe reservou, conquistando aos poucos tudo o que sonhava.
Sadami nasceu próximo a Guaiçara, no dia 19 de agosto de 1925. Filha de imigrantes vindos de Kumamoto (uma província do Japão localizada na ilha de Kyushu) para trabalhar na lavoura de café e na agricultura, seu pai; Nobue, e sua mãe; Yoshitaro, chegaram ao Brasil e se mudaram para um sítio perto dali. Como todo imigrante, a vida da família não era nada fácil e o que não faltava eram dificuldades. Sadami é primogênita dos seis filhos; perdeu os pais muito cedo. Todos ficaram aos cuidados da avó. Após algum tempo vieram para um sítio em Lins e por lá residiram até se casarem. Poucos estudaram; todos precisavam trabalhar e ajudar nas despesas da casa. Em 1950, Sadami casou-se com Kami e tiveram quatro filhos: Akico, Yaeko, Luis Toshio e Hatsue. Depois do casamento, eles decidiram mudar para o bairro do Ribeiro, onde parte da família vive até hoje. Em 1953, o casal comprou a padaria Santa Margarida; já havia o ponto, mas o antigo proprietário não obteve sucesso no ramo. Porém, com a família de Kami a história não se repetiria.
O casal vivia para o trabalho, e ela admite que ficar o dia todo na padaria era o seu maior prazer. Sadami aprendeu a fazer sozinha, bolos, pães e doces em geral. Diariamente eram feitos mais de 1500 pães, além dos confeitos. Trabalhavam quase 24 horas por dia, sem descanso ou férias. A padaria abria às 5 da manhã e fechava no final da tarde, mas Sadami continuava trabalhando nos fundos, e atendendo a todos que ali passavam. O respeito dos clientes com a família era tão grande, que os mesmos pegavam os pães e depositavam o dinheiro em uma caixinha, sem ninguém conferir a quantidade e os valores.
Com muita simplicidade e humildade a família conquistou tudo o que possui. Também foram proprietários das padarias Cristal e Brasil, deixando aos cuidados de parentes. Depois de algum tempo foram vendidas para os atuais donos, ficando apenas com a Santa Margarida, que hoje conta com treze funcionários; cinco padeiros e oito balconistas.
Viúva, Sadami mora perto da família e ao lado do atual prédio inaugurado há cerca de cinco anos. Ela relembra dos presentes que ganhou ao longo da vida; seus filhos (alguns moram longe), doze netos e três bisnetos.
Além de se dedicar longos anos da sua vida à padaria, Sadami foi voluntária no Templo Honpa Hongwanji, colaborando nos dias que havia festas, encontros e confraternizações.
Curiosamente descubro que apesar de ter descendências orientais, Sadami nunca esteve no Japão; admite que o medo de avião a impeça de viajar e conhecer os familiares que ficaram na terra do Sol Nascente. Os filhos, e o marido Kami também nunca foram.
Nossa Persona acorda todos os dias às 5 da manhã para preparar o café da família, e no final de quase todas as tardes passa pela padaria para matar a saudade. Sadami e sua família são exemplos de que a vida não pode parar. E não pára. Ela continua para que no fim tudo dê certo. Com disciplina e paciência, ela descobriu como viver pode ser espetacular e surpreendente a cada momento.

Uma curiosidade: Quando a padaria localizava-se na Rua Rui Barbosa havia uma farmácia ao lado, e o farmacêutico Aguinaldo, que era amigo da família, não conseguia decorar o nome de todos e tão pouco pronunciá-los. Com criatividade, ele inventou outros nomes, apelidando Sadami como “dona Vilma” e o seu marido, como “Kamilo”. Os filhos passaram a se chamar “Terezinha”, “Salete”, “Luiz” e “Doralice”. Dados há mais de 50 anos, esses apelidos permanecem até hoje entre os amigos.
Comida preferida: Todo o tipo de comida japonesa, principalmente sashimi.
Bebida: Suco.
Música: Japonesa.
Um defeito: Teimosia.
Uma qualidade: Trabalhadora.
Um orgulho: O seu maior orgulho foi quando percebeu que as filhas estavam aos poucos assumindo os negócios da família. Não ver a padaria ser vendida ou esquecida, sem dúvida a deixou emocionada.
Um momento marcante: Vários momentos marcaram sua vida, mas ela não esquece a boa convivência que tinha com os seus funcionários e a ajuda que deu a eles, como uma verdadeira mãe. Sadami ajudava a todos como podia; dava abrigo, muitas vezes oferecia trabalho, roupas e refeições para quem a procurasse na padaria.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lançada campanha global contra raiva animal

Com objetivo de combater a doença que mata cerca de 55 mil pessoas anualmente no mundo e evitar o extermínio de 20 milhões de cães, a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) lançou o Dia Mundial do Combate à Raiva, uma campanha global intitulada Coleiras Vermelhas.
A gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosangela Ribeiro, disse à Agência Brasil que nos países que não realizam campanhas de vacinação em massa e que tiveram surto de raiva humana, em vez de vacinar os cães, a opção foi pelo seu extermínio. “A gente sabe que 20 milhões de cães são mortos todos os anos, para controlar a raiva, principalmente nos países da Ásia e da África”.
O Brasil é um dos poucos países que mantêm uma campanha anual maciça e gratuita de vacinação, que atinge quase 30 milhões de animais. “Os Estados Unidos, por exemplo, não têm essa campanha gratuita. As pessoas têm que levar os animais em um veterinário para fazer essa vacinação. Graças a Deus, o Brasil, há mais de três décadas, tem essa campanha de vacinação”, declarou Rosangela Ribeiro.
Ela disse ainda que devido ao problema com as vacinas contra a raiva registrado no país, em 2010, o calendário de vacinação atrasou este ano. O governo federal comprou 10 milhões de doses de vacina importada para a cobertura nos estados do Norte e do Nordeste e a campanha já foi realizada no Maranhão e no Ceará. Para o restante do país, entretanto, as vacinas ainda estão sendo produzidas no Paraná, sob a supervisão técnica do governo. “Só que essas vacinas não ficaram prontas ainda. Então, todo o calendário, que estava previsto para começar em agosto, atrasou”, disse.
Segundo a veterinária da WSPA Brasil, com a vacinação de 70% da população canina, o país consegue controlar a raiva no prazo de dois a três anos. Ressaltou que nas grandes cidades, a raiva humana é resultado, em especial, da mordedura de cães. De acordo com dados da entidade, 90% dos casos de raiva humana no mundo ocorrem hoje por esse tipo de transmissão.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Horário de verão tem início no próximo dia 16

O horário de verão deste ano terá início no dia 16 de outubro e terminará no dia 26 de fevereiro de 2012. Neste período, os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste terão que adiantar o relógio em uma hora como são feitos todos os anos.
O horário é adotado no país com o objetivo de aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso.
Na última vez em que foi adotado, no entanto, o resultado da medida foi inferior ao esperado pelo setor elétrico e em relação à edição anterior. A redução de demanda na última edição foi de 4,4%. No ano anterior, a economia foi maior, de 4,7%.
Um decreto presidencial de 2008 estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Segundo ele, a mudança no horário ocorrerá, todos os anos, no terceiro domingo de outubro e terminará no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval --como ocorrerá em 2012--, o final do horário de verão é transferido para o próximo domingo.

Anvisa não pode exigir que publicidade de alimentos informe teor de açúcar, gorduras e sódio

A Justiça Federal decidiu que não compete à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regular a publicidade de produtos que possam ser nocivos à saúde. A decisão respondeu a um pedido da Associação Nacional das Indústrias de Biscoito (Anib) questionando uma resolução da agência que trata da propaganda de alimentos que contenham “quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans, de sódio, e de bebidas com baixo teor nutricional”.
A associação argumenta que a Constituição Federal diz que as restrições à publicidade devem ser reguladas por lei federal, e não por resoluções, e que os alimentos e bebidas não alcoólicas não estão no rol dos produtos que demandam alerta sobre riscos à saúde.
O desembargador Daniel Paes Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1° Região, disse que o assunto já foi objeto de apreciação e confirmou a decisão de que “não há qualquer dispositivo legal que discipline a necessidade, como pretende a Anvisa, de veiculação, em produtos alimentícios, das informações exigidas na Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 24/2010”, referindo-se à norma questionada pela Anib.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Infarto mata entre 10% e 15% das vítimas no Brasil; médico alerta para histórico familiar

O infarto agudo do miocárdio, uma das principais causas de óbitos no Brasil, junto com o acidente vascular cerebral (AVC), mata entre 10% e 15% das suas vítimas no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é reduzir o índice para 5%. Para o cardiologista João Poeys, a dica é incentivar hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física, sem descuidar do histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Esse tipo de enfermidade, segundo o médico, acontece por causa da obstrução das artérias do coração, provocada pelo acúmulo de gordura. Entre os fatores de risco estão pressão alta, taxas de colesterol e glicose elevadas, sobrepeso e obesidade, além de hábitos como fumo, baixa ingestão de frutas e verduras e sedentarismo.
“Hoje um fator muito importante que a gente está vendo na prática clínica é o histórico familiar. Pacientes que, mesmo que não tenham fatores clássicos, mas com mãe ou irmão que teve infarto jovem, têm uma propensão grande de desenvolver a doença”, destacou o cardiologista.
A orientação de Poeys é que os cuidados comecem desde cedo. “É preciso acabar com o mito de que criança saudável é criança gordinha”, ressaltou. Na adolescência, é recomendada a realização de exames de sangue para medir as taxas de colesterol e glicose. Homens, a partir dos 40 anos, e mulheres, a partir dos 50, já devem começar a fazer periodicamente o teste ergométrico.
“A gente vê, no dia a dia do hospital, que a maioria dos pacientes infartados ou infartando não fazia acompanhamento médico regular, não se tratava, é sedentária e tem alimentação ruim. Infelizmente, só depois do susto que tomam com um infarto ou uma angina, eles procuram mudar o estilo de vida.”
O comerciante Plínio Rodrigues Miranda, de 56 anos, tem o perfil de quem deve se cuidar em relação a doenças cardiovasculares – está 12 quilos acima do peso, é sedentário, não se alimenta bem e trabalha muito, o que aumenta o estresse. Enquanto aguardava para ser chamado para a consulta, já conseguia adiantar o que o cardiologista cobraria.
“Ele vai dizer que tenho que emagrecer, comer mais fruta e verdura, diminuir a cerveja”, contou. Apesar de manter uma frequência de consultas há pelo menos dez anos, Miranda admite: “Preciso me cuidar mais. Já senti dor no peito, fadiga, falta de ar”, disse.
Maria Aparecida Nascimento, de 58 anos, procurou o médico depois de sentir o coração “batendo apressado”. A família da aposentada tem histórico de pressão alta. Além dela, as filhas de 32 e 38 anos já apresentam o problema. Há alguns anos, depois da primeira visita ao cardiologista, Maria passou a cuidar mais da alimentação e, mesmo sem poder fazer esforço físico, faz hidroterapia.

Greco

Reconhecido pelo seu excelente trabalho, o garçom mais famoso de Lins nos contou um pouco sobre a arte de servir bem, em um bate-papo descontraído...
[Matéria publicada na revista Mais!]

Para você, como deve ser o garçom? Ágil? Atencioso? Discreto? Todas essas qualidades são valorizadas, mas certamente nos melhores bares ou restaurante em que você já esteve, havia um garçom bacana.
Com bom humor e simpatia, José Greco ou simplesmente Greco fez história com o seu ofício em Lins. Há 52 anos ele domina essa arte como poucos; abraçou com carinho a tarefa de trabalhar durante a diversão dos outros. Com 66 anos e muita dedicação, Greco se tornou o garçom mais conhecido e “cobiçado” da cidade.
Nascido em 1944, na cidade de Pirajuí e casado com Ana Neri há 32 anos, ele relembra que o início na profissão foi determinado pela necessidade. Greco saiu de casa muito cedo, sem destino. Arrumou trabalho e moradia no Pirajuí Hotel, e começou a ajudar no restaurante dando uma força no atendimento. Se foi parar na profissão sem querer, hoje, não se imagina fazendo outra coisa.
Em 1967, Greco veio para Lins com o mesmo modo de vida: de hotel em hotel. O fato de ser um bom observador fez com que ele aprendesse tudo na prática. Sem nenhum curso de aprimoramento, Greco trabalhou em hotéis e restaurante como: Rhodes, Veronezzi, Campus, Lins Palace Hotel, Onze Onze, Bola 7, Postinho de Guaiçara, Boliche, Cacique, Clube Linense, e foi proprietário por quase dois anos do restaurante Casarão.
Inventor dos pratos “Costa Azul” e “Gour dounbleu” na década de 70, o garçom encerrou o seu negócio e partiu para o comércio. Trabalhou 35 anos em várias lojas, alguns anos no Banco União Comercial e conciliava os eventos somente aos finais de semana. Nunca mais trabalhou como funcionário; Greco passou a fazer a sua agenda e os seus horários. Hoje, são 12 festas por mês, mas chegou a fazer mais de 25. Foi chamado para eventos nas cidades de Maringá, São José do Rio Preto, Bauru e Prudente. Atendeu celebridades como Jânio Quadros e Delfim Netto na época do Casarão.
Greco revelou que já trabalhou em despedida de solteiras e chás de bebê. “É preciso aceitar todo o tipo de oferta quando se precisa trabalhar”. Com o tempo passou a ser mais seletivo e menos disponível. A cidade possui por volta de 80 garçons no mais diferentes estabelecimentos. Greco acredita que 20 ou menos, se comportem como um verdadeiro profissional.
Sua paixão pelo trabalho é admirada por todos. Greco nunca quis ser metre ou apenas o proprietário. Para ele, o importante era estar ali, atendendo a todos sempre muito bem. Já “criou” mais de 50 profissionais, que hoje exercem brilhantemente a profissão.
Seus filhos Cléber e José Roberto não seguiram o seu exemplo. Ele confessa que no início do casamento, sua esposa não aprovava a profissão, pois ele quase não ficava em casa. Com o tempo, aceitou e o apoia em tudo.
Percebemos que os proprietários, ora os consideram parceiros, ora inimigos, mas o fato é que, sem uma boa equipe de garçons, nenhuma empresa conquista o sucesso.
Atualmente, não é fácil encontrar garçons experientes. Essa é uma das poucas profissões em que se avalia o profissional ao contrário. Ou seja, quanto menos ele for notado, melhor estará fazendo seu serviço. Não chamar atenção, nesse caso, não é desmerecimento, é competência. Ter técnica é importante, mas o que vale mesmo é o bom atendimento. Para muitos, o garçom cativante é o melhor, porém a simpatia tem de ter limite. O garçom precisa ter sensibilidade e perceber quando e como se aproximar, ser atencioso sem ser chato, enfim, tem que ser "legal", sem ser inconveniente. Sem contar que, nessa profissão, o bom humor é fundamental. O bom garçom é aquele cuja existência não se percebe até que se precise dele.
Como diz o escritor Xico Sá: “Garçom é como filho, por mais que a gente diga que gosta igualmente de todos, sempre tem um da nossa secreta preferência”.
Para Greco, ser garçom não é brincadeira. Segundo ele, um bom profissional deve ter uma boa apresentação, higiene pessoal, simpatia, educação, disposição, preparo físico, habilidade mental, estar sempre uniformizado, entre outros. “Só quem já trabalha há muito tempo pode dizer quais as qualidades que um bom profissional precisa ter”, disse Greco.

O que é mais divertido na profissão de garçom?
É o contato com as pessoas. Qualquer um pode atender um pedido e servir uma bandeja, mas ser garçom é mais do que isso. É preciso entender o cliente.

Você já trabalhou em vários lugares com um grande número de pessoas. Isso exige conhecimento?
Sim, com certeza. Já estive em uma festa com duas mil pessoas. Temos que aprender não só sobre bebidas e pratos, mas diversas coisas ao longo da profissão.

Existe algum inconveniente em trabalhar na área?
O atendimento tem que ser o mesmo para todos independente da classe social. Mas alguns clientes, às vezes exageram na bebida ou se comportam de maneira inadequada. Só o tempo ensina a gente a lidar com isso.

Qual é o segredo do bom atendimento?
Cordialidade e discrição. Para ser um bom garçom é preciso esquecer os problemas pessoais e se concentrar apenas no atendimento. Cada restaurante ou buffet tem as suas próprias regras e a sua forma de trabalho. É muito bom ganhar a confiança das pessoas e ser reconhecido pelo o que você faz.

Qual a maior desafio que o senhor encontrou na profissão?
Aprender a servir à francesa foi muito complicado. Hoje, faço isso sem dificuldades, além de ter ensinado muitos garçons a cumprirem essa tarefa.

Defina o bom profissional em apenas uma palavra.
Educação.