quarta-feira, 10 de julho de 2013

Terceira idade está viajando mais

No entanto, o desafio das cidades brasileiras é eliminar os obstáculos que surgem pelo caminho dos turistas desta faixa etária
O mês de julho chegou e, nessa época, muitas pessoas na faixa etária da terceira idade começam a planejar suas viagens pelas cidades do Brasil.
Praias, belos hotéis, museus e... calçadas irregulares, degraus nos ônibus muito altos, ausência de rampas e banheiros adaptados... Viajar é muito bom. Mas viajar pelo Brasil pode acabar se tornando uma “aventura”.
Uma pesquisa revela que 58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo país (veja vídeo ao lado). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada, Leontina Carvalho, de 80 anos. 
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.
Obstáculos
No entanto, o desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.
Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.

Vídeo: Globo.com – Programa ‘Bom Dia Brasil’
Fotos/ilustrações: divulgação

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Estudo mostra que mortalidade por AIDS entre idosos é 15% maior do que entre os jovens

Muitos idosos não só desconhecem que estão infectados, como também nem chegam a suspeitar que são portadores do vírus HIV
Praticar sexo na 3ª idade faz bem à saúde e traz felicidade. Porém, se feito sem segurança, pode trazer, também, uma grande dor de cabeça...
Desde a década de 1980, o fantasma da AIDS amedronta milhões de pessoas em todo o mundo. A infecção se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos. O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da AIDS, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais. 

A mídia fala muito sobre a AIDS entre os jovens e adultos. Mas pouco se fala sobre a doença na população idosa. Um estudo publicado na revista "Brazilian Journal of Infectious Diseases" assinala que a mortalidade por AIDS entre idosos é 15% maior do que entre os jovens.
“A explicação para a morte desses pacientes é que eles iniciaram o tratamento tarde demais”, afirma a professora Marise Oliveira Fonseca. “Muitos idosos não só desconhecem que estão infectados, como também nem chegam a suspeitar que são portadores do vírus HIV”, completa.
A pesquisa analisou aproximadamente 550 mil casos de AIDS no Brasil, entre 1980 e 2009, com 90% dos pacientes entre os 18 anos e 59 anos de idade.
Desse total, cerca de 2,5% (13.657 pessoas) tinham mais de 60 anos. A maior parte recebeu o diagnóstico entre os 60 anos e os 69 anos de idade.

Alerta
A AIDS não tem cura, mas os portadores do HIV dispõem de tratamento oferecido gratuitamente pelo Governo. Ao procurar ajuda médica, em um dos hospitais especializados em DST/AIDS, o paciente terá acesso ao tratamento anti-retroviral. Os objetivos do tratamento são prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente, pela redução da carga viral e reconstituição do sistema imunológico. O atendimento é garantido pelo SUS, por meio de sua rede de serviços.
Por isso, a frase que ouvimos em todos os meios de comunicação nos últimos 30 anos vale para os jovens e para a “moçada da 3ª idade” também: “Faça sexo seguro. Use camisinha!”.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Desenvolvido no Brasil, novo produto chega ao mercado para atender as necessidades nutricionais de pessoas com mais de 60 anos


O Portal Terceira Idade esteve presente ao evento de apresentação do produto, na Cozinha Experimental da Nestlé, em São Paulo
O último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta para uma forte tendência de envelhecimento da população brasileira. Nos últimos 20 anos, o número de idosos mais que dobrou e atingiu 23,5 milhões de pessoas em 2011. A previsão é que o número de idosos no Brasil triplique até 2050, passando para 64 milhões de pessoas.
A independência na execução de atividades diversas do dia a dia depende do bom funcionamento de todo o corpo. Pesquisas recentes mostram que um dos fatores que comprometem a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento é a ingestão inadequada de nutrientes necessários à longevidade, a manutenção de boa saúde e a qualidade de vida. 

O Portal Terceira Idade foi convidado a participar de um evento realizado pela Nestlé Health Science, na Cozinha Experimental da Nestlé, em São Paulo (SP).
No encontro, especialmente dedicado à nutrição na terceira idade, jornalistas dos principais órgãos de imprensa do País tiveram a oportunidade de assistir à uma palestra, proferida pelo Dr. Ronaldo Delmonte Piovezan, médico geriatra e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sobre a importância de uma alimentação adequada após os 60 anos de idade e as necessidades nutricionais dessa faixa etária.
“De acordo com a idade, nível de atividade e gênero, há um declínio da massa magra e consequente deterioração morfofuncional no músculo esquelético. Na faixa etária acima de 60 anos, 50% das pessoas consomem menos proteína do que é recomendado, mais de 55% não ingerem a quantidade ideal de cálcio, 90% têm deficiência de vitamina D e 30% não absorvem a quantidade adequada zinco, selênio e vitamina B12”, explicou o geriatra.
Durante o evento, foram apresentados os benefícios do Nutren Senior, o primeiro produto da companhia feito com formulação exclusiva pensando nas múltiplas necessidades de quem já passou dos 60 anos e ainda tem muito o que aproveitar. O produto foi desenvolvido no Brasil pela Nestlé Health Science, divisão da empresa destinada ao desenvolvimento de soluções nutricionais científicas personalizadas.
“O Nutren Senior contém Act 3, uma combinação de proteína, vitamina D e cálcio, essenciais para manter o bom estado nutricional e a saúde muscular e óssea desta faixa etária. Além disso, oferece 26 vitaminas e minerais e mix de fibras. Uma porção de 233ml do produto fornece 20g de proteínas, 11 µg de vitamina D, 480mg de cálcio e somente 200 calorias. Um diferencial importante do novo produto é a ausência de sabor, o que permite ser utilizado em receitas salgadas e doces”, afirma Mariana Lemos, Gerente de Marketing ao Consumidor de Nestle Health Science. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Parabéns a todas as mulheres da 3ª idade!



No mês do Dia Internacional da Mulher, uma homenagem a você e também a algumas cidadãs da terceira idade que já foram notícia no Portal
Neste mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março e, como nos anos anteriores, homenageamos aqui algumas mulheres da terceira idade que foram notícia no Portal.
Clique nas fotos ou nos títulos abaixo, para ver as matérias completas:

Anisia Spezia, 65, coordenadora da campanha do Portal "Seja um Cuidador Voluntário"
Convidada pelo Programa São Paulo no Ar, da TV Record, Anisia participa de reportagem sobre osteoporose, realizando um exame de densitometria óssea
Maria Enedina da Silva, que aprendeu a ler e escrever aos 101 anos de idade
Hoje ela já não faz parte dos 32% dos idosos brasileiros com mais de 60 anos não sabem ler nem escrever
Cacilda Bertoni, 90 anos, a primeira parteira de Brasília
Aos 38 anos, em 1957, ela não imaginava que, por suas mãos, viriam ao mundo mais de 800 crianças
Connie Brown, que comemorou seu aniversário de 102 anos com uma volta de moto
Connie Brown, do País de Gales, na Grã-Bretanha, já havia sido "sequestrada" por um cavaleiro e levada para um passeio em uma carruagem na comemoração do seu centenário
Ivy Bean, usuária mais idosa do site de postagem de recados Twitter
A inglesa Ivy Bean, 104 anos, que tem mais de 31 mil visitantes no site, também criou seu perfil em um site de relacionamentos, onde tem 4.800 amigos
Clarice Lispector, escritora
Clarice Lispector, mulher de todos os tempos, polêmica escritora brasileira reconhecida internacionalmente
Cora Coralina, escritora
Cora Coralina, pequena e franzina, criou asas e ganhou fama e, aos 95 anos, recebeu o Troféu Juca Pato, concedido pela União Brasileira de Escritores
Doris Lessing, escritora
Doris Lessing recebe o prêmio Nobel de Literatura aos 87 anos, sendo a pessoa mais idosa a receber o prêmio e a 11ª mulher a ser agraciada com o Nobel
Maria Lenk, nadadora
Maria Lenk, a “dama das águas”, 92, nadadora e pioneira nas Olimpíadas, morre durante treino
Dna. Manoelita, árbitra de futebol de salão
Dna. Manoelita, 72 anos, apita com o coração
Betty Friedan, escritora e pioneira feminista
Betty Friedan, 85 anos na luta pelos direitos das mulheres
Dna. Natalina
Dna. Natalina Cabral, primeira mulher a utilizar os serviços dos Telecentros



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Rádio Capital 1040 AM entrevista o Portal Terceira Idade


No programa “A Cara do Povo”, Anísia Spezia, uma das coordenadoras do Portal, falou sobre as campanhas de cidadania do site, entre elas, a de Cuidadores Voluntários

No último dia 2 de fevereiro, o Portal Terceira Idade foi convidado a participar de uma entrevista na Rádio Capital 1040 AM.
Anísia Spezia, 65, representou o Portal no quadro “São Paulo Cidadão” do programa “A Cara do Povo”, cuja audiência chega a 140 mil ouvintes por minuto, a maior no horário. O programa, que vai ao ar, ao vivo, todas as manhãs de sábado, das 10 às 12 horas, é apresentado por Andrea Matarazzo e Luis Ribeiro.
Na entrevista, Anísia falou sobre as campanhas que o Portal vem desenvolvendo em seus 7 anos no ar: “Empregue um Idoso!”, “Diga Não à Violência Contra o Idoso!”, “Envelhecer com Saúde e Prazer: Um Direito de Todos!” e, principalmente, a campanha de Cuidadores Voluntários, da qual ela é fundadora e coordenadora geral há mais de 4 anos.
“No caso de contratar um cuidador, profissional ou voluntário, é necessário obter referências, entrevistá-lo para verificar se ele – ou ela – tem perfil de cuidador, se tem paciência, enfim, se a pessoa conseguirá mesmo se dedicar ao idoso. Porque o idoso, principalmente o que estiver acamado ou acometido do Mal de Alzheimer, geralmente não reclama do tratamento. É preciso ficar bem atento”, advertiu Anísia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela que idosos estão viajando mais

No entanto, calçadas irregulares, a altura dos degraus nos ônibus e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes dos entrevistados

Uma pesquisa revela que 58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo país (veja vídeo ao lado). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada, Leontina Carvalho, de 80 anos.
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.

Obstáculos
No entanto, o desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.
Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.

Escritora faz doação para campanha do Portal contra a violência ao idoso

Autora de “Estudos sobre a Maturidade” doa parte da renda obtida com a venda do seu livro para o Portal. Comprando o livro, você estará colaborando com a campanha do Portal

Dados divulgados no último dia 10 de janeiro pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostram que denúncias de de abusos contra idosos aumentaram 199% em 2012 em relação ao mesmo período de 2011.
Preocupada com a violência que ainda é praticada contra a pessoa idosa no Brasil, a escritora Aída Gliksman de Shor (foto), que acaba de lançar seu mais recente livro, intitulado “Estudos sobre a Maturidade”, passou a apoiar a Campanha “Diga não à violência contra o idoso – Denuncie!”, do Portal Terceira Idade.
A autora está doando parte da renda obtida com a venda dos primeiros dois mil exemplares do livro para o Portal. 
Desde a sua criação, a campanha recebe centenas de denúncias enviadas pelos internautas do Portal – que podem ser anônimas –, relatando abusos contra idosos em todo o Brasil, muitas vezes praticadas por pessoas ligadas à própria família.

Sobre o livro
Além da função educativa e esclarecedora, “Estudos sobre a Maturidade” apresenta ao leitor uma ampla diretriz sobre como se preparar para a terceira idade nos dia de hoje. Aspecto ignorado por muitos no Brasil, a prevenção adulta nos alerta sobre a questão de como queremos ser e estar nos próximos anos, diante de uma expectativa de vida cada vez mais longa, adquirida graças aos recursos da medicina, informação e estilo de vida atual.

Mercado Livre apóia a campanha do Portal
Desde agosto do ano passado, o Portal Terceira Idade passou a fazer parte do grupo de ONGs parceiras do Mercado Solidário, projeto de Responsabilidade Social do Mercado Livre, 10º site de comércio eletrônico mais acessado do mundo e líder no varejo online na América Latina*, com mais de 77 milhões de usuários cadastrados.
Desse modo, o Portal passa a oferecer um meio fácil e seguro para a venda dos livros aos seus internautas. Veja, no final da matéria, como acessar a página do livro “Estudos sobre a Maturidade” no Mercado Solidário.

Entrevista
Em entrevista exclusiva ao Portal, a autora conta o que a levou a escrever o livro e como ela se sentiu durante o processo de criação:

Portal Terceira Idade: Porque a Sra. escolheu esse tema para editar o seu primeiro livro?
Aída Gliksman de Shore: No final de 1992, eu quis trazer para São Paulo a ideia de uma universidade para a 3ª idade, mas com cursos de graduação. Nessa época, quando despontavam os primeiros cursos de “Universidade Aberta para a Terceira Idade” promovidos pelas universidades paulistas, iniciei as pesquisas sobre a educação continuada em outros países, mas, depois de algum tempo, arquivei o projeto por falta de apoio. Naquela época, não havia visão e compreensão do que isso representaria hoje.
No início de 2011, conversando com a minha editora, falei sobre as pesquisas sobre a maturidade que havia guardado. Ela quis ver e me incentivou a publicar o livro.
Portal: Como a Sra. se sentiu durante o processo de criação e quais foram as suas dificuldades?
Aída Shor: O meu desejo era ajudar os meus contemporâneos a terem uma vida produtiva, a realizarem seus objetivos pessoais. Muitas pessoas isolam-se depois de certa idade, sentem-se desajustados, ainda têm sonhos, mas não vêem meios de alcançá-los. Sinto que, como eu, muitos idosos gostariam de dar vazão ao seu potencial criativo e intelectual.
Portal: Depois de toda essa pesquisa, quais são as perguntas que ficaram sem respostas?
Aída Shor: A principal é por que, quando somos mais jovens, sempre achamos que a velhice não nos atinge? E por que, apesar de todas as estatísticas que mostram o envelhecimento da população mundial e de todas as perspectivas de uma população madura e ativa num futuro próximo, ainda há que se procurar quem se interesse em promover iniciativas que preparem o terreno para esse novo momento? Será que conseguiremos a atenção da sociedade para esse novo mundo maduro e experiente, que ainda pode produzir, mas que também requer cuidados especiais como a acessibilidade e carga horária diferenciada, por exemplo?
Portal: Após todo o seu estudo, qual o recado que a Sra. daria para o idoso de hoje?
Aída Shor: Nunca se isole. Procure sempre um meio para fazer o que sente que deve fazer. Aquilo que deixou de fazer antes – porque estava cuidando da família ou por qualquer outro motivo – poderá ser feito hoje, agora. Vá em frente, busque a realização de seus próprios sonhos, mesmo que adaptados para o momento atual.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Outubro Rosa busca conscientizar população, empresas e entidades sobre prevenção do câncer de mama


O movimento, que dura o mês inteiro, alerta sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que deve atingir mais de 52 mil pessoas este ano
               
Dados recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontam que o Brasil será responsável por 52.680 novos casos de câncer de mama até o fim do ano – 3.400 a mais do que dois anos atrás.
Com o objetivo de conscientizar e combater este tipo de câncer, o movimento popular conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.
O movimento, que dura o mês inteiro, busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.
Segundo o mastologista Dr. José Roberto Filassi, coordenador de mastologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), uma das razões para o aumento da incidência de câncer de mama nos últimos anos é que as mulheres engravidam mais tarde e amamentam menos. “Além disso, tendem a ter maior índice de obesidade, ingerem mais bebida alcoólica e consomem mais alimentos industrializados”, completa.
O médico também destaca que existem os fatores de risco ligados a aspectos hormonais, genéticos e idade. “Vale lembrar que histórico familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, pode indicar predisposição genética”, comenta.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, em parte porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Em 2010, a doença foi responsável por 12.852 mortes, sendo 12.705 mulheres e 147 homens, que também podem ser surpreendidos pela doença. Especialistas alertam que quando mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de cura.
Mundo rosa
Algumas das principais cidades do Brasil e do mundo estão participando da campanha do câncer de mama, iluminando seus principais edifícios e monumentos históricos com luz rosa.
Em Londres, o Palácio de Buckingham, a Coluna de Nelson, a Torre 42, o HMS Belfast, o Somerset House, o Edifício Blue Fin e a Heron Tower foram banhados com o brilho rosado para aderir à campanha.
As cidades de Nova York e Tóquio também participam da campanha com os seus edifícios Empire State Building e a Torre de Tóquio.
No Brasil, monumentos e edifícios como o Congresso Nacional, em Brasília, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o MASP (Museu de Arte de São Paulo) receberam neste mês uma iluminação especial em comemoração ao Outubro Rosa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Casa para idosos carentes foi construída com prêmio de loteria

Há 59 anos, Álvaro Cardozo ganhou, sozinho, o 1º prêmio e usou todo o dinheiro para realizar o sonho de sua esposa
O que você faria se ganhasse sozinho o 1º prêmio na loteria? A maioria das pessoas compraria a tão sonhada casa própria, carro, mobília e muitas roupas novas, uma viagem ao redor do mundo, e, talvez, dividir um pouco com a família e, quem sabe, com alguns amigos...
Há 59 anos, um senhor, em Guarulhos, cidade próxima à São Paulo, teve essa oportunidade. Mas fez algo bem diferente.
Álvaro de Azambuja Cardozo, conhecido pelos amigos como Capitão Cardozo, e sua esposa Alice, formavam um casal com fortes e sinceros ideais de amor e fraternidade. Seu maior sonho era montar uma instituição de caridade onde pudessem abrigar idosos. “No Brasil, as pessoas preferem ajudar crianças. Pouco se faz para ajudar os idosos carentes, que muitas vezes são abandonados pelas próprias famílias e vivem nas ruas”, afirmava Alice.
Como eles não possuíam condições financeiras para tal empreendimento, guardaram o seu sonho. Os anos se passaram e Dona Alice morreu ainda jovem, sem realizar seu sonho.
Contudo, em 1952, Cardozo foi surpreendido pelo destino. Ele foi premiado, sozinho, com o 1º prêmio da Loteria Federal. No ano seguinte, com o dinheiro da premiação, ele adquiriu um terreno arborizado, com aproximadamente 30.000 m², junto à Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, e deu início à construção da “Casa dos Velhos Irmã Alice”, em homenagem à sua amada esposa. Os primeiros aposentos levantados já abrigaram, de imediato, alguns idosos carentes, que passaram a usufruir da solidariedade a que se propunha a casa.
As lutas de Álvaro para a concretização do seu intento duraram todos os dias de sua vida, desde a data da construção da primeira edificação. Ele dedicou não somente dinheiro, mas toda sua vida para sua casa de caridade. Optou por morar na instituição e abraçou a causa com toda sua alma e disposição até o dia 20 de março de 1970, data em que faleceu.
Hoje, a casa oferece 4 pavilhões de alojamento mobiliados para terceira idade, cozinha industrial, refeitório e lavanderia industrial, todos recém reformados. Os residentes também têm à sua disposição: salão de festa, sala de televisão, biblioteca, ambulatório médico, sala de fisioterapia e espaço para jogos. A equipe de funcionários conta com uma médica geriatra, enfermeira, técnicas de enfermagem e nutricionista.
“Desde o início, a manutenção da ‘Casa dos Velhos Irmã Alice’ é feita por meio de doações feitas por pessoas físicas e algumas empresas sensíveis à causa. Apesar das dificuldades inerentes à filantropia, a instituição abriga, em média, 30 idosos carentes, sem família ou sem relação normal com familiares próximos, sem bens, sem renda e que aqui são tratados de forma fraterna, carinhosa e amorosa, como sonhavam o Capitão Cardozo e sua esposa Alice. Nos últimos anos, tivemos uma importante queda nas doações, o que pode inviabilizar a continuidade das nossas atividades de caridade”, explica Claudia Ribeiro do Valle Armond, uma das voluntárias da casa.
 A “Casa dos Velhos Irmã Alice” precisa de ajuda. Pessoas físicas ou empresários podem fazer sua doação em dinheiro, roupas ou quaisquer utensílios que possam ajudar no dia a dia desses nossos amigos carentes, sem família, sem bens e sem renda, que são tratados com muito amor e respeito. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Aumento da longevidade na terceira idade não é privilégio só dos humanos


Com 23 anos, a cadela inglesa Lulu é uma das mais velhas do mundo. Como cada ano dos cães equivale a sete dos nossos, sua idade equivale a 161 anos
Com os avanços da medicina e da qualidade de vida no século passado, a expectativa de vida aumentou muito, tornando comum notícias sobre pessoas que facilmente chegam aos 100 anos e, em muitos casos, bem além disso.
Mas o aumento da longevidade na terceira idade não é privilégio só dos humanos. Nossos eternos e fieis amigos, os cães, também estão passando dos 100 anos.
Com 23 anos, Lulu (foto), da raça Beagle, é um dos cães mais velhos do mundo. Como cada ano dos cães equivale a sete dos nossos, Lulu tem a idade equivalente a 161 anos.
A simpática cadelinha vive com seu dono, Travis Buckley, em Longford, na cidade de Coventry, Inglaterra. Buckley ganhou a mascote de sua filha em 1989. Na época, a cadela tinha apenas seis semanas de idade.
Em declarações ao jornal inglês The Sun, Buckley, de 62 anos, acredita que a fórmula da longevidade de sua cadelinha pode ser explicada pelo hábito de acompanhá-lo fielmente ao pub que ele frequenta.
“Ela tem o hábito de passear ao invés de querer voltar para casa. Ela vem e senta-se no canto do bar esperando por mim. Todos a adoram”, explica Buckley, enquanto a Beagle ganha chamegos e bajulações de quem passa pelo bar.
Na festa de aniversário de seus 21 anos (foto), Lulu, já surda, praticamente cega e andando com dificuldade, ganhou um bolo e muito carinho de Buckley e sua esposa Susan Parybus, de 56 anos.
Ainda não foi criada a fórmula da longevidade, mas, com certeza, o exemplo de Lulu nos mostra que amizade e carinho são alguns de seus ingredientes principais.